Biografia
Em 1914, Lady Olave Baden-Powell, esposa de B-P, entra para o Movimento das Girl Guides e começa a trabalhar com Agnes Baden-Powell. Apaixonada pelo Movimento, Olave juntou-se a Agnes no trabalho de consolidação do Movimento. Olave trabalhou muito no fortalecimento e expansão do Bandeirantismo no mundo, inclusive no Brasil.
Logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, Olave Baden-Powell enviou uma carta ao Brasil, propondo a fundação do Movimento das Girl Guides no país. Sr. Barclay, amigo de Olave que viajava para o Rio de Janeiro a negócios, se responsabilizou pela correspondência, e a entregou nas mãos da família Lynch. No dia 30 de maio de 1919, a senhora Adéle Lynch promoveu uma reunião em sua casa com autoridades e senhoras interessadas no Movimento. Entre os convidados estava May Mackenzie, canadense residente no Brasil que já havia participado do movimento na Inglaterra, e Jerônyma Mesquita, cunhada do Sr. Lynch e conhecida por trabalhos educacionais e sociais.
O Movimento das Girl Guides se apresentava como uma proposta de educação pioneira, por acreditar na importância da mulher em assumir um papel mais atuante nas mudanças da sociedade. Essa característica cativou as pessoas que estavam na casa da Sra. Lynch, como Jerônyma Mesquita, que dedicou sua vida ao Bandeirantismo e foi homenageada com o título de Chefe Fundadora do Movimento Bandeirante brasileiro.
Surgia a Associação das Girl Guides do Brasil (primeiro nome da instituição). Em 13 de agosto de 1919, realizou-se a cerimônia de promessa das 11 primeiras bandeirantes brasileiras – data oficial de fundação do Movimento Bandeirante no país.
Com o início do processo de expansão, a Chefe Jerônyma Mesquita, solicitou ao professor Jonathas Serrano um nome nacional às Girl Guides. Este buscou na história do Brasil o sentido adequado a ideia original de B-P, e escolheu o nome “Bandeirantes” que significa “aqueles que abrem caminhos” e a instituição adotou o nome na época de Federação das Bandeirantes do Brasil. |