Manuel Bandeira

Endereço: Parque Manuel Bandeira
Peça: Busto
Data: 14 de dezembro de 2011
Artista: Celso Antônio de Menezes
Material: Bronze

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Histórico - A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos, comemora nesta quarta-feira, dia 14/12, a instalação do busto em homenagem ao escritor pernambucano Manuel Bandeira, no Parque Manuel Bandeira, no Cocotá, na Ilha do Governador. O busto em bronze foi fundido em 1999, a partir do perfil do gesso criado em 1950 pelo artista plástico Celso Antônio de Menezes, amigo do escritor. A peça de cerca de 20 quilos encontrava-se guardada no depósito da Prefeitura e foi recuperada pela equipe da Gerência de Monumentos e Chafarizes. Manuel Bandeira, foi membro da Academia Brasileira de Letras e morreu em 1968.

Biografia - Manuel Bandeira (1886-1968) foi poeta brasileiro. "Vou-me Embora pra Pasárgada" é um dos seus mais famosos poemas. Foi também professor de Literatura, crítico literário e crítico de arte. Inicialmente interessado em música e arquitetura, descobriu a poesia por acaso, na condição de doente, em repouso, para tratamento de uma tuberculose. Os temas mais comuns de sua obra, são entre outros, a paixão pela vida, a morte, o amor e o erotismo, a solidão, o cotidiano e a infância. Manuel Bandeira (1881-1968) nasceu na cidade do Recife, Pernambuco, no dia 19 de abril de 1881. Filho do engenheiro Manuel Carneiro de Souza Bandeira e de Francelina Ribeiro, abastada família de proprietários rurais, advogados e políticos. Seu avô materno Antônio José da Costa Ribeiro, foi citado por Bandeira no poema "Evocação do Recife". A casa onde morava, localizada no centro do Recife é citada como "a casa do meu avô". Manuel Bandeira viajou, junto com sua família, para o Rio de Janeiro, onde estudou no Colégio Pedro II. Em 1904 ingressou na faculdade de arquitetura, em São Paulo, mas abandonou o curso por ter contraído tuberculose. Voltou para o Rio de Janeiro onde tentou tratamento em estâncias climáticas em Teresópolis e Petrópolis. Em 1913 viajou para Suíça, em busca de cura, onde permaneceu mais de um ano no Sanatório de Chavadel, onde conheceu o jovem e mais tarde, famoso poeta francês Paul Éluard, internado na mesma clínica e que coloca Manuel Bandeira a par das inovações artísticas que vinham ocorrendo na Europa. Discutem sobre a possibilidade do verso livre na poesia. Esse aspecto técnico veio fazer parte da poesia de Bandeira, que foi considerado o mestre do verso livre no Brasil. Ingressou na literatura, em 1917, com o livro "A Cinza Das Horas", de nítida influencia Parnasiana e Simbolista. Em 1919 publicou "Carnaval", que representou sua entrada no movimento modernista. Em 1922, Bandeira morava no Rio de Janeiro e estava distante do grupo paulista que centralizava os ataques à cultura oficial e propunha mudanças. Para a Semana de Arte Moderna enviou o poema "Os Sapos", que lido por Ronald de Carvalho, tumultuou o Teatro Municipal. Manuel Bandeira vai cada vez mais se engajando no ideário modernista, publica em 1924 "O Ritmo Dissoluto", e em 1930 publica "Libertinagem", obra de plena maturidade modernista. No poema "Evocação do Recife" que integra a obra Libertinagem, ao mesmo tempo que tematiza a infância, faz uma descrição da cidade do Recife, no fim do século XIX. Incorpora também vários temas ligados à cultura popular e ao folclore.
Sempre achando que morreria cedo, por causa da sua doença, assistiu entre 1916 a 1920 a morte de sua mãe, seu pai e sua irmã. Foi eleito para Academia Brasileira de Letras, em 1940, ocupando a cadeira de nº24.
Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho, faleceu no dia 13 de outubro de 1968.

Escultor - Celso Antônio de Menezes (Caxias MA 1896 - Rio de Janeiro RJ 1984). Escultor, professor. Ainda na juventude, em 1913, transfere-se para o Rio de Janeiro, estuda na Escola Nacional de Belas Artes - Enba e freqüenta o ateliê de Rodolfo Bernardelli (1852 - 1931). É contemplado com bolsa de estudo do governo do Maranhão, pela escultura Primeira Mágoa, então viaja para Paris, onde permanece entre 1923 e 1926. Torna-se discípulo e depois auxiliar de Antoine Bourdelle (1861 - 1929). Entra em contato com artistas brasileiros como Di Cavalcanti (1897 - 1976), Anita Malfatti (1889 - 1964) e Victor Brecheret (1894 - 1955). Regressa ao Brasil em 1926 e passa a residir na capital paulista. Entre outras encomendas, executa o Monumento ao Café, em Campinas, e diversas esculturas para túmulos em São Paulo. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1930. A convite de Lucio Costa (1902 - 1998), assume por alguns anos a cadeira de estatuária na Enba. Em 1934, passa a lecionar escultura monumental e de salão no Instituto de Artes da antiga Universidade do Distrito Federal - UDF, na qual são também professores Candido Portinari (1903 - 1962) e Georgina de Albuquerque (1885 - 1962), entre outros. Nos primeiros anos do governo do presidente Getúlio Vargas (1882 - 1954), a convite do ministro da Educação e Cultura, Gustavo Capanema (1900 - 1985), realiza diversas encomendas oficiais. A pedido do governo do presidente Eurico Gaspar Dutra (1883 - 1974), executa a obra Trabalhador Brasileiro, em 1946. Entre as últimas obras realizadas pelo escultor, destaca-se o busto do poeta Manuel Bandeira (1886 - 1968), realizado em 1966.

Fonte de pesquisa

- http://www.rio.rj.gov.br
- http://www.e-biografias.net/manuel_bandeira/
- http://www.itaucultural.org.br