Manuel Madruga

Endereço: Praça Alcio Souto
Peça: Busto
Data: Século XX
Artista: Flory Gama
Material: Bronze

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Histórico - Busto em bronze com pedestal de cantaria, representando o pintor Manoel Madruga e uma placa do mesmo metal com inscrição: “Ao Grande Artista Pintor Manoel Madruga, homenagem das Sociedades dos Artistas Nacionais, Associação dos Artistas Brasileiros e Sociedade Brasileira de Belas Artes 1872-1952”.

Biografia - Manuel Madruga (1872-1951). Nascido em Teresópolis (RJ) e falecido no Rio de Janeiro. Matriculando-se na Escola Nacional de Belas-Artes, foi aluno de Zeferino da Costa e José Maria de Medeiros. Passando a expor no Salão Nacional de Belas Artes, obteve menção honrosa no de 1894 e medalha de ouro de segunda classe em 1898, seguindo nesse mesmo ano para a França, com a ajuda de um parente, a fim de cursar em Paris a École des Beaux Arts e a Academia Julian, tendo sido discípulo de Jean-Paul Laurens, Henri Rochefort e Marcel Baschet. Em 1899, na Casa Postal do Rio de Janeiro, efetuou uma individual de grande sucesso, e com o dinheiro obtido com a venda dos seus quadros novamente partiu para a França, agora para uma permanência que se estenderia por várias décadas. Madruga integrou em 1911 a equipe de artistas encarregada da decoração do Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Turim. Pintou para a ocasião enorme painel de cinco por dez metros, O Brasil ofertando os produtos do seu solo ao mundo, adquirido mais tarde para o Ministério da Agricultura e depois destruído. Só voltaria ao Brasil tangido pela II Guerra Mundial, depois de ter participado várias vezes do Salon des Artistes Français e de ter feito em Paris algumas individuais, inclusive no Musée Carnavalet. Chegando ao Rio de Janeiro em 1940, venceu o concurso para as decorações do novo edifício do Ministério da Guerra, com O Grito do Ipiranga. De então, até morrer, continuou participando dos Salões, obtendo, no Paulista de Belas Artes, a medalha de prata em 1940, e a medalha de ouro - postumamente - em 1952. Dedicou-se também ao magistério. Paisagista, retratista e pintor decorativista de temas históricos e alegóricos, Madruga era servido de excelente técnica e não pequeno talento. Pela formação, pelo sentimento e até pela mentalidade, foi artista francês - a despeito de certos assuntos brasileiros que assomam de quando em quando em sua produção. Praticou um tardio Impressionismo, que cultivou com sensibilidade e emoção verdadeiras.

Fonte de pesquisa

- Arquivo da Divisão de Monumentos - Prefeitura do Rio
- Monumentos do Rio (Secretaria Municipal de Obras – 1983)
- Arte Ambiente - cidade Rio de Janeiro
- 500 anos da Pintura Brasileira (CD-Rom)
- http://www0.rio.rj.gov.br/fpj/