João Teixeira Soares

Endereço: Praça Juarez Távora
Peça: Estátua
Data: 1930
Artista: José Otávio Corrêa Lima
Material: Bronze

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Histórico - Monumento de autoria de José Otávio Corrêa Lima, foi inaugurado em julho de 1930. À iniciativa da “Revista das Estradas de Ferro” é devido esse monumento, perpetuado assim a gratidão do povo brasileiro pelos trabalhos e empreendimentos desse grande engenheiro no setor de transportes. Sobre o pedestal de granito vermelho de São Paulo, tendo nas laterais duas alegorias representando a Viação e a Agricultura, situa-se a estátua de Teixeira Soares. Inicialmente localizada na Praça Mauá, foi removido em 1981 para a rua Cosme Velho, ao lado da Estação da E.F. Corcovado, criada por ele.

Biografia - João Teixeira Soares após os estudos preparatórios em sua terra natal, matriculou-se na Escola Militar, transferindo-se daí para a Escola Central, onde se formou como engenheiro civil. No dia 9 de outubro de 1884, d. Pedro II inaugurou solenemente a estação e o trecho inicial da estrada de ferro (entre o Cosme Velho e as Paineiras). Foi obra dos engenheiros Francisco Pereira Passos (futuro prefeito do Distrito Federal) e João Teixeira Soares. Teixeira Soares foi consultor técnico do Ministério da Agricultura e Obras Públicas. A convite do Dr. Francisco Bicalho, emprestou seu saber às obras do canal de Macaé-Campos. Foi à Europa de onde trouxe bons subsídios. Construiu a Estrada de Ferro Teresa Cristina, de Paranaguá a Curitiba. Inaugurou no Brasil o serviço aéreo postal e de passageiros, com aviões "Caproni" e três hidro-aviões italianos. No Paraná a cidade de Teixeira Soares é uma homenagem a esse ilustre brasileiro.

Escultor - José Otávio Corrêa Lima (São João Marcos RJ 1878 - Rio de Janeiro RJ 1974). Escultor, professor. Inicia sua formação entre 1892 e 1898, freqüentando como aluno livre as aulas de Belmiro de Almeida (1858 - 1935), Modesto Brocos (1852 - 1936), Zeferino da Costa (1840 - 1915) e Rodolfo Bernardelli (1852 - 1931), na Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Em 1888, participa da Exposição Geral de Belas Artes. No ano seguinte, é contemplado com o prêmio de viagem ao exterior, pela obra O Remorso. De 1899 a 1902, permanece em Roma, onde se dedica ao estudo da estatuária. Monta um ateliê e mantém sessões de modelo-vivo, das quais participam artistas italianos. Em 1907, de volta ao Brasil, classifica-se em primeiro lugar no concurso do Ministério da Justiça para a execução do monumento ao almirante Barroso, hoje localizado na praça Paris, no Rio de Janeiro. Entre 1910 e 1930, ministra aulas de escultura na Enba e atua como membro do Conselho Superior de Belas Artes. Em 1930, é nomeado presidente de honra da Sociedade Brasileira de Belas Artes do Rio de Janeiro, cargo que ocupa até 1974. Nesse período, torna-se membro da Academia Fluminense de Letras e professor emérito da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro - EBA/UFRJ.

Fonte de pesquisa

- Monumentos do Rio (Secretaria Municipal de Obras – 1983)
- História dos monumentos do Distrito Federal
- http://www.itaucultural.org.br