Carlos Drumond Andrade

Endereço: Avenida Atlântica
Peça: Estátua sedestre
Data: 2002
Artista: Léo Santana
Material: Bonze

- clique na imagem para ampliá-la

Histórico - Homenagem da cidade do Rio de Janeiro ao Centenário do poeta Carlos Drummond de Andrade.  Obra em bronze mais famosa do artista, instalada na orla de Copacabana, é o segundo monumento público mais visitado da cidade, perdendo apenas para o Cristo Redentor.

Biografia - Carlos Drummond de Andrade nasce e passa a infância em Itabira. Estuda em Belo Horizonte e em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Em 1925 forma-se em farmácia em Ouro Preto, sem nunca exercer a profissão, e casa-se com Dolores Dutra de Morais. Ligado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) no início dos anos 40, escreve poesias de fundo social, como Sentimento do Mundo (1940) e A Rosa do Povo (1945). Em suas criações, a indignação com as desigualdades sociais convive com o profundo lirismo, o senso de humor e a emoção contida. A partir de Claro Enigma (1951), volta a registrar o vazio da vida humana e o absurdo do mundo. Em 1954 passa a escrever crônicas no Correio da Manhã e, em 1969, no Jornal do Brasil. Entre seus livros desse gênero estão Lição de Coisas (1962), Os Dias Lindos (1977) e Boca de Luar (1984). No Carnaval de 1987 é homenageado pela Escola de Samba Mangueira, que vence o Carnaval carioca com o tema No Reino das Palavras.

Escultor - Até chegar ao seu momento atual, o artista Leo Santana experimentou, riscou, esculpiu e transformou mármore, bronze, argila, concreto, pincéis, tinta, lápis, papel...
Sua formação acadêmica – Publicidade e Desenho Industrial – deixou como marca o rigor no apuro das linhas e uma visão tridimensional de espaços. Já o talento de artista é natural, especial, congênito, reconhecido. Desafiado a perenizar personagens e memórias brasileiras, conseguiu imprimir nas figuras que criou uma proximidade rara entre pessoas e estátuas. Estão ao nível do mar e da calçada e podem ser tocadas sem receios. Todas essas figuras, sem exceção, tem sido merecedoras de admiração e afeto. Algumas, embora feitas de bronze, já perderam óculos e livros... A maioria delas, mais do que monumentos públicos, são hoje patrimônios culturais mineiros e brasileiros. Escultor, desenhista, pintor, mineiro, Leo Santana oferece seu sorriso franco, sua natureza amigável e seu talento inegável a tantos quantos quiserem conhecer o artista e sua obra.

Fonte de pesquisa

- Arquivo da Divisão de Monumentos - Prefeitura do Rio
- Arte Ambiente - cidade Rio de Janeiro
- http://www0.rio.rj.gov.br/fpj/
- http://www.leosantana.art.br
- http://ymy.blogs.sapo.pt