Fonte Wallace

Endereço: Jardim dos Manacás
Peça: Fonte
Data: Século XIX
Artista: Charles Auguste Lebourg
Material: Ferro fundido

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Histórico - No centro de uma pequena clareira denominada Jardim dos Macanás, está situada uma fonte Wallace, igual à que está no Museu Histórico da Cidade. Existiam no Rio muitos exemplares desse tipo de fonte, mas agora so restam três. Em 1997, notou-se que a fonte do Jardim dos Macanás estaca sem a cúpula. Ao constatar este fato a Association pour la Sauvegarde et la Promotion du Patrimoine Métallurgique Haut-Marnais providenciou a confecção, na França, de uma cúpula nova e, num gesto de amizade, doou a peça à cidade do Rio de Janeiro. Os cariocas ficaram sensibilizados e o fato foi registrado oficialmente. Desafiando o tempo, desde 1872, as fontes Wallace continuam a seduzir quem as conhece.

Escultor - Charles Auguste Lebourg (1829/1906), depois de estudar escultura em Nantes, sua terra natal, ingressará em 1851 no ateliê de Rude. Sua carreira, repleta de prêmios e encomendas públicas, dará uma reviravolta decisiva ao encontrar Sir Richard Wallace, um rico herdeiro inglês cujo busto esculpirá bem como o de Lady Wallace. Wallace, apaixonado por Paris, ficou surpreso com a pouca quantidade de pontos d'água de que dispunham os habitantes da cidade, atacada pelos prussianos em 1870. Tomou assim a decisão de oferecer à cidade de Paris "drinkings fountains", semelhantes às de Londres, e para tanto recorreu a Charles Lebourg que projetou dois modelos: um chafariz mural e o famoso "Wallace", com cariátides, que daria a volta ao mundo, inúmeras vezes copiado mas nunca igualado. Foi Barbezat, em Val d'Osne, o moldador e ajustador dos 40 chafarizes encomendados pelo mecenas. Na realidade, haverá mais de cem.

Fundição Val d'Osne - De modo diferente de outras fundições, à época, que se limitavam a produzir peças utilitárias como canos, vasos e placas, Victor André preferiu dedicar-se à fundição artística, obtendo sucesso em poucos anos. Já em 1844 a sua fundição contava com 220 operários, vindo a atingir o auge de sua produção entre 1870 e 1892, com o nome Societé Anonyme de Fonderies d'art du Val d'Osne. Fundidas nos ateliês de Val d’Osne, que fica em Haute-Marne, nordeste da França, existem no Brasil cerca de 130 obras: estátuas, fontes e peças do mobiliário urbano. A fábrica encerrou suas atividades em 1986, Nela trabalharam, ou fundiram suas obras, entre outros artistas, Mathurin Moreau, Jacquemart, Louis Sauvageau, August Martin e Henri Frédéric, todos com obras no Rio de Janeiro.

Fonte de pesquisa

- Arte Francesa do Ferro no Rio de Janeiro
- Arte Ambiente - cidade Rio de Janeiro
- Fontes d’Art do Rio de Janeiro
- Guia dos Bens Tombados da Cidade do RJ (2008)
- Monumento Urbanos (Banco Sudameris)
- Obras de Arte e Ferro Fundido - Prefeitura do Rio
- http://www.planodemanejo.kit.net/vol3/anexo20.pdf
- http://pt.wikipedia.org
- http://www.fontesdart.org