Fonte Archer

Endereço: Ruínas Archer adentrando nas ruínas, à esquerda
Peça: Fonte
Data:
Artista:
Material: Pedra

Histórico - Pequeno tanque de pedra, situado em gruta construída com portal e colunatas, arco romano e galeria. Trilha lateral às Ruínas da casa do M. Archer, no primeiro patamar da antiga residência.

Biografia - O patriotismo, o bom senso e o amor pela natureza tudo podem: o exemplo aí está em Manoel Gomes Archer que, não sendo botânico, nem técnico, nem especialista, mas sim um apaixonado da floresta, tornou-se o precursor da Silvicultura no Brasil, na obra gigantesca que executou, cobrindo com verdadeira cúpula verdejante esse templo da natureza, sustentado por miríades de colunas de essências nacionais, como se fosse uma incomensurável sala hipostila, orgulho dos filhos desta terra, a Floresta da Tijuca. Nomeado, a 19 de novembro de 1861, administrador da Floresta da Tijuca, começou, a 4 de janeiro do ano seguinte, a obra do reflorestamento, instalando-se no sítio do Midosi, com seis escravos: Matheus, Eleutério, Constantino, Leopoldo, Manoel e a escrava Maria. Escolheu exemplares que por vocação do terreno aí cresceram facilmente: Ipê, Urucurana, Indaiassú, Catucanhê, Sapucaia, Cedro Rosa e Pau Brasil; este se deu admiravelmente, de sementes vindas de seu sítio, em Guaratiba. O major Archer, morador em Cabuçú, Guaratiba, onde vivia, trouxe dessa região as mudas e sementes cariocas para o reflorestamento da Tijuca, pelo seu caminho transpondo a Grota Funda, Serra da Ilha, Estrada da Vargem Grande, Caieira, Anil e Taquara, num percurso de sessenta quilômetros, quase que em linha reta, o que não poderia mais fazer se fosse vivo, pois o Caminho da Caieira, seu caminho predileto, foi indevidamente fechado pela Companhia Rádio Internacional do Brasil.

Fonte de pesquisa

- http://www.planodemanejo.kit.net/vol3/anexo20.pdf
- http://rememorarte.blog.br/?p=643