O abade Maréchal escrevia em 1912: "Abordando a grande arte, o senhor André e seus sucessores não cessaram de criar os mais ricos modelos de estátuas, vasos, candelabros e chafarizes monumentais. Os artistas mais famosos - Mathurin Moreau, Liénard, Pradier, Carrier-Belleuse, Jacquemart, Isidore Bonheur, Delaplanche, Rouillard e Gautherin - emprestaram-lhes sua ajuda e seu talento e colaboraram na formação de uma coleção única no mundo".

Essa coleção, rica de mais de 40.000 diferentes objetos, dispunha de 800 estátuas humanas e 250 estátuas de animais, todas representativas das correntes que influíram na arte do século XIX: romantismo, neoclassicismo, ecletismo, realismo...
Boa parte desses artistas, por intermédio dos fundidores, disseminaram-se pelo mundo, mais especialmente no Brasil.

A cidade do Rio de Janeiro é um verdadeiro museu ao ar livre das produções do século XIX. Para nós, que pesquisamos em 33 países, fora a França, o patrimônio carioca é especialmente representativo: cerca de 150 peças em ferro fundido, fontes e chafarizes, estátuas, vasos e objetos decorativos.