Nascida por volta de 1830, fruto do encontro da arte com a indústria, a fundição artística francesa irá muito rapidamente ser reconhecida e elogiada, não só pelos júris das exposições universais mas também por um público amador cada vez mais numeroso.

Mais de 200 grandes escultores também irão pisar a areia de nossas fundições para aperfeiçoar, juntamente com os engenheiros, as técnicas permitindo a reprodução ad infinitum de suas obras mais representativas. Quem desconhece os nomes de Carpeaux, Carrier-Belleuse, Bartholdi, Guimard ou Rude?

Desta estreita colaboração irão nascer obras excepcionais, existentes atualmente tanto em museus (estátuas da praça em frente ao museu d'Orsay, saguões da estação Guimard do metrô...), como nas metrópoles do mundo inteiro.

Com mais de 150 obras artísticas francesas em ferro fundido, a cidade do Rio de Janeiro é uma ilustração espetacular do gênio interpenetrado do escultor e do fundidor. Tornou-se a vitrine internacional desta arte em série, hoje considerada apenas como Arte.

Tais obras de arte fundidas foram objeto de uma redescoberta iniciada em 1992 pela ação de Jacques Paul Cassinelli, representante de Electricité de France e ASPM, Associação para a Salvaguarda e Promoção do Patrimônio Metalúrgico da Haute-Marne. A cidade do Rio de Janeiro possuindo a maior parte destas obras, Eulalia Junqueira, da Fundação Parques e Jardins, uniu-se logo depois às pesquisas.

Em 1995, a exposição "Fontes de Arte", apresentada na Casa França-Brasil, representou não só a conclusão das profundas pesquisas empreendidas em ambos os lados do Atlântico mas também a revelação de um patrimônio excepcional, embora pouco conhecido dos cariocas.