Antes da chegada dos colonizadores, toda a região do bairro de São Cristóvão era um grande alagado, cruzado por vários rios, que se estendia do litoral sinuoso do Saco de São Diogo, em direção norte, até os atuais morros do Telégrafo e do Pedregulho. O acesso era difícil, a não ser por transporte marítimo.

Cte. Luís de Araújo Correia Lima Avenida Pedro II
Coluna de Persépolis Avenida Pedro II
Dom Pedro I Avenida Pedro II, 156
Chafariz do Campo de São Cristovão Campo de São Cristovão
Coreto Campo de São Cristovão
Luiz Gonzaga Feira de São Cristovão
Padre Cícero Feira de São Cristovão

O primeiro caminho terrestre foi o caminho de São Cristóvão, que partia de Mata Porca (atual bairro do Estácio), passava por um alagadiço (atual Praça da Bandeira) e, na altura do morro do Barro Vermelho, fazia uma curva acentuada até alcançar a orla da baía de Guanabara, seguindo daí até o Caju. Hoje, esse trajeto - que cruzava pontes sobre os Rios Compridos, Trapicheiros, Maracanã e Joana - corresponderia às atuais ruas Joaquim Palhares, Ceará e São Cristóvão.

Dom Pedro I Largo da Cancela
Nossa Senhora Aparecida Largo da Cancela
Vasos Museu do 1º Reinado
Candelabros Museu Nacional
Escada Museu Nacional
Vasos Museu Nacional
São Cristovão Praça Séve

O bairro de São Cristóvão teve sua origem na grande sesmaria pertencente aos jesuítas, que se estendia do Rio Comprido até Inhaúma e que, entre 1572 e 1583, foi desmembrada fazendo surgir três engenhos nas fazendas do Engenho Velho, do Engenho Novo e de São Cristóvão. Seu nome se deve à igrejinha dedicada ao santo erguida pela Companhia de Jesus junto à praia habitada apenas por alguns pescadores. Por ser uma área onde ocorriam muitas inundações, os jesuítas escolheram São Cristóvão para a sua devoção cristã e fundaram, em 1627, a igrejinha que deu lugar, anos mais tarde, à Matriz de São Cristóvão. Naquela época, o mar chegava às suas portas e a igreja era freqüentada por pescadores. Após sucessivos aterros, a orla desapareceu, dando lugar ao norte às indústrias, à Av. Brasil e ao Gasômetro.

África Quinta da Boa Vista
América Quinta da Boa Vista
Ásia Quinta da Boa Vista
Canto das Sererias Quinta da Boa Vista
Diana a Caçadora Quinta da Boa Vista
Dom Pedro II Quinta da Boa Vista
Europa Quinta da Boa Vista

Até o século XVIII, a região de São Cristóvão possuía aspecto rural e era destinada à agricultura e à pecuária nas propriedades dos jesuítas, que abasteciam a Cidade. Com a expulsão dessa ordem religiosa (1759) e a vinda da Família Real para o Rio de Janeiro, em 1808, a região foi retalhada e dividida em chácaras, que foram adquiridas por ricos comerciantes. Num morrote a beira mar, ficava a Fazenda de São Cristóvão, erguida no século XVII. Após a expulsão dos jesuítas, sua sede foi reformada e passou a abrigar o Hospital dos Lázaros, atualmente Hospital da Irmandade da Candelária.

Glaziou Quinta da Boa Vista
Imperatriz Leopoldina Quinta da Boa Vista
José Bonifácio Quinta da Boa Vista
Nilo Peçanha Quinta da Boa Vista
Pagode Chinês Quinta da Boa Vista
Pontes de rocailles Quinta da Boa Vista
Portão da Cancela Quinta da Boa Vista

O comerciante português Elias Antonio Lopes, cuja propriedade se estendia da orla marítima ao Rio Maracanã, doou, em 1808, sua casa e chácara à Família Real, recém chegada. Neste lugar, a atual Quinta da Boa Vista, se instalaram Dom João VI, Dom Pedro I e Dom Pedro II. São Cristóvão passou então a ser considerado uma área nobre e ganhou novo acesso pelo Caminho do Aterrado ou das Lanternas, que cruzava o Mangue (atual Av. Presidente Vargas).

Portão Monumental Quinta da Boa Vista
Pórtico do Jardim Zoológico Quinta da Boa Vista
São Francisco de Assis Quinta da Boa Vista
Serpente Quinta da Boa Vista
Templo de Apolo Quinta da Boa Vista
Trabalho de Aço Quinta da Boa Vista
Morales de los Rios Quinta da Boa Vista

A Estrada de Ferro Dom Pedro II, inaugurada no segundo reinado, invadiu o bairro, assim como a ferrovia para Petrópolis (depois Estrada de Ferro Leopoldina). Depois chegaram as linhas de bondes, inicialmente de tração animal e logo eletrificadas. Eram as linhas Alegria, São Januário, Cancela, Pedregulho e Bela de São João, que serviam como principal transporte da população. No Largo da Cancela - assim chamado por ter uma cancela colocada pelos jesuítas para a passagem dos tropeiros - começava a antiga Estrada Real de Santa Cruz, que dava acesso ao sertão, a São Paulo e a Minas Gerais.

Grandjean de Montigny Quinta da Boa Vista
Miranda Ribeiro Quinta da Boa Vista
Aquário Quinta da Boa Vista
Efígie de Nilo Peçanha Quinta da Boa Vista
Efígie de Serzedelo Correa Quinta da Boa Vista
Bebedouro Quinta da Boa Vista
Nicho Quinta da Boa Vista

Com o advento da República, São Cristóvão entrou em decadência e os casarões da monarquia se transformam em cortiços.

Até a década de 1930, destacava-se em São Cristóvão o pequeno comércio feito por portugueses, as vilas e residências modestas. A partir de então, as indústrias tomaram conta do bairro e, incentivadas pelo decreto municipal N° 6000 de 1937, fábricas novas surgiam em diversos pontos. Após a explosão da indústria automobilística no Brasil, São Cristóvão, que já tinha a Avenida Brasil desde os anos 40, passa a ser cruzado por vias expressas e viadutos, o último deles o elevado da Linha Vermelha.

Cascata e Gruta Quinta da Boa Vista
Cápsula do Tempo Quinta da Boa Vista
Macaco tião Quinta da Boa Vista
Tigre Esmagando a Cobra Quinta da Boa Vista
Portão de Ferro Quinta da Boa Vista
Painel de São Roque Rua Fonseca Teles, 143
Francisco de Melo Palheta Rua Francisco Palheta
Zeferino de Oliveira Rua Santos Lima, 137

Destacam-se, no bairro, a Quinta da Boa Vista, o Jardim Zoológico, o Observatório Nacional-Museu de Astronomia, o Museu do Segundo Reinado e o Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga no Pavilhão de São Cristóvão. Recentemente, o bairro iniciou uma fase de revigoração e novos empreendimentos imobiliários surgem nos quarteirões.

Em 2007, considerando a importância do bairro na história da cidade e também pela celebração dos 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil - que se estabeleceu no bairro, foi aprovado um novo decreto municipal que transformou o nome do bairro em Imperial de São Cristóvão, valorizando seu conjunto arquitetônico e a qualidade ambiental com a preservação de grande área verde.