Originalmente, toda a região do bairro de Santo Cristo pertencia ao chacareiro Alferes Diogo de Pina, daí o nome de São Diogo dados à capela, ao morro e ao mangal e seu entorno, e, também, o nome de Saco dos Alferes dado à praia então existente no local. O Saco do São Diogo, conhecido também como Praia Formosa, mais tarde foi aterrado para a construção do Canal do Mangue. No prolongamento do Caminho de São Diogo, que também levava à Praia Formosa, funcionava a Pedreira de São Diogo.

Chafariz A fonte da Criança Praça Santo Cristo

Em 1879, o bairro teve grande parte aterrada pela Empresa de Melhoramentos do Brasil, a fim de abrir ruas para o empreendimento Vila Guarany. As Ilhas dos Melões e das Moças, localizadas no antigo Saco do Alferes próximas de onde se localiza hoje a Rodoviária Novo Rio, foram extintas na construção do Cais do Porto, no início do século XX. Esses aterros deram origem ao atual bairro de Santo Cristo, cuja Igreja de Santo Cristo dos Milagres, erguida em 1872, localiza-se no antigo Largo do Gambá (atual Largo de Santo Cristo). O primeiro acesso ao bairro se dava pelo caminho do Saco do Alferes, atual Rua da América.

A ocupação do Morro do Pinto (antigo Morro do Nheco) se deu em 1875, nos terrenos que pertenceram ao Barão de Mauá, onde Antonio Pinto realizou um grande loteamento abrindo seis ruas e quatro travessas. Em 1877, outro grande loteamento foi criado nas encostas voltadas para a Praia Formosa, a chamada “Vila Formosa”, com mais cinco ruas e três travessas. Com a construção do elevado 31 de Março, o bairro de Santo Cristo tornou-se rota de passagem para a Ponte Rio-Niterói e a Avenida Brasil.