O general Salvador Correia de Sá e Benevides (1601-1688) lutou contra os holandeses em Angola, defendendo os interesses portugueses. Foi governador do Rio de Janeiro por três períodos (1637-1642, 1648-1649 e 1659-1660), contribuindo com inúmeras melhorias e levando grande desenvolvimento à região, ao vender parte de suas terras em Jacarepaguá e incentivar seus proprietários a fundar novos engenhos.

Barão da Taquara Praça Seca
Chafariz Praça Seca
Coreto Praça Seca

O general faleceu em Lisboa em 1688, deixando suas terras para o filho, Martim Correia de Sá e Benevides (neto de Martim Correia de Sá), que se tornou o primeiro Visconde de Asseca e Alcaide-Mór do Rio de Janeiro. Dessa linhagem nobre dos Assecas, o quarto Visconde - nascido em 1698 e falecido em 1777 - foi o responsável pelos primeiros vestígios de povoamento mais efetivos em torno da Praça Seca (corruptela de Praça Asseca, ou Praç'Asseca), dando origem a uma configuração mais urbana para a região.

Diana de Gabis Praça Seca
Liberdade Praça Seca
Mastro Praça Seca

Área de confluência de antigos caminhos, antigamente denominada de Vale do Marangá, ou “Campo de Batalha” em indígena, a Praça Seca foi um marco histórico urbano da Cidade, pois foi aí que Jacarepaguá cresceu, longe do centro de decisões do governo colonial. E apesar de distante do núcleo central, a região apresentava alguns números significativos para o final do século XVIII: cerca de 250 residências, três lojas de tecidos, 70 vendas de produtos variados e cinco açougues.

Na antiga estrada de Jacarepaguá (atual Cândido Benício) existia o Largo do Asseca, homenageando o Visconde de Asseca. Em seu lugar, na década de 1890, surgiu uma Praça denominada 25 de Outubro, mas popularmente continuou sendo chamada Praça Asseca, daí vindo o nome “Praça Seca” como é designado atualmente todo o bairro.