Vem do indígena PABUNA ou YPABUNA - “lugar ou região escura, sombria, tudo negro” -, que deu nome ao rio de 14 Km de curso que separa o Município do Rio dos municípios da Baixada Fluminense e à localidade que deu origem ao atual bairro. No século XVI, os franceses registravam aldeias de índios Tupis em seus mapas, e uma delas, a aldeia de “UPABUNA”, estaria às margens do referido rio Pavuna. Nessa região se instalaram engenhos de produção de açúcar e registra-se a existência, no século XVIII, da fazenda Nossa Senhora da Conceição da Pavuna, pertencente à família Tavares Guerra, cuja capela data de 1788.

No final do reinado de Dom Pedro I, foi construído o canal da Pavuna, por influência do ministro José Inácio Burles, sendo encarregados da obra o visconde de Jurumirim e o major João Antonio de Vasconcelos Rangel. Esse canal permitiu melhor navegabilidade até a Baía de Guanabara, via rio Meriti, e contribuiu também para o saneamento da região, evitando epidemias de febre amarela.

Miscigenação Av. Crisótomo Pimentel de Oliveira
Relógio do Sol de Copérnico Praça Copérnico
Bica da Mulata Praça Cupertino

Em 1833, a Pavuna se localizava dividida pelo rio de mesmo nome, cada lado pertencendo a uma freguesia da cidade: a do lado sul, à freguesia Irajá, e a da lado norte, à freguesia de São João de Meriti. Houve na época uma disputa com Nova Iguaçu, que requeria as terras de ambas as margens do rio Pavuna, mas o Rio de Janeiro ganhou, fixando-se então o limite no divisor histórico das freguesias, o referido Rio Pavuna.

Nas terras do antigo Engenho N. Sra. da Conceição, entre as décadas de 1940 e 1950, foi feito o loteamento da “Vila Dom Pedro II”, resultando nas atuais ruas Mercúrio, Apolo, Catão, Juno, dentre outras, e gerando o núcleo urbano da Pavuna. Na década de 1930 já tinha sido implantado o loteamento do lado oeste da ferrovia, com as ruas Comendador Guerra, Judite Guerra, Albertina Guerra, a praça N. Sra. das Dores etc.

O acesso original da Pavuna era o caminho ou estrada da Pavuna, depois transformada na avenida Automóvel Clube (atual Pastor Martin Luther King Jr.). Ligava-se à Anchieta pelo caminho do Engenho Velho, depois rio do Pau, atual avenida Crisóstomo Pimentel de Oliveira. Com a inauguração da rodovia Presidente Dutra, em 1951, ganhou área industrial ao longo da rodovia, limitada pela avenida Coronel Phidias Távora e a “Linha Verde”.

Na década de 1970, grande conjunto habitacional foi erguido entre a avenida Automóvel Clube, o morro da Conceição e a rua Herculano Pinheiro, denominado de “Nova Pavuna”. Posteriormente, foi implantado o conjunto “Vilage Pavuna”, abrangendo área entre a linha auxiliar e a rua Coronel Moreira César.

Com a abertura da Estrada de Ferro Melhoramentos do Brasil, depois Linha Auxiliar, foi inaugurada a estação da Pavuna, em 1910, fazendo parte de um “Ramal Circular” que incluía Thomasinho, São Mateus e São João de Meriti. Com a extinção desse ramal, em 1949, foi construída a nova estação, localizada no ramal que ligava os trens metropolitanos de Dom Pedro II a Belford Roxo.

No antigo leito da Estrada de Ferro Rio D’Ouro, a Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro-Metrô, implantou a sua Linha 2, onde foi implantada a estação da Pavuna, inaugurada em 31 de agosto de 1998, o que facilitou o acesso dos moradores da Baixada ao Centro e à Zona Sul do Rio de Janeiro. Também faz parte da Linha 2 a estação Engenheiro Rubens Paiva, inaugurada em 24 de setembro de 1998, próxima aos conjuntos habitacionais Rubens Paiva e Presidente Medici.

O Centro Comercial da Pavuna é interligado com o vizinho de São João de Meriti, no eixo da avenida Pastor Martin Luther King Jr. (Automóvel Clube). Predominam no bairro as áreas residenciais, destacando-se comunidades como a Final Feliz e Bairro da Pedreira (limite em Costa Barros). Entre a Linha Verde, a rodovia Presidente Dutra e o canal da Pavuna, fica a Zona Industrial da Pavuna.