Duas famílias foram pioneiras em Olaria: a dos Rego e a dos Nunes. Em 1820, Francisco José Pereira Rego comprou terras entre o Caminho da Matriz (Itararé) até o Morro da Penha. Ali, a família Rego viria a instalar várias olarias, aproveitando terrenos de barro vermelho, para atender a vizinhança. Outras fábricas de tijolos surgiram fazendo com que o local ficasse conhecido como “a Região das Olarias”.

Coreto Praça Belmonte
Placa Praça Belmonte

Por volta de 1900, eram grandes proprietários na região João Gualberto Nabor do Rego (o Noca), o Barão de Monte Castelo, o Visconde de Morais, Luiz Pacheco e Custódio Nunes. Noca Rego abriu várias ruas com nomes de sua família, como a Leopoldina Rego, Antonio Rego, entre outras. Já Custódio Nunes conseguiu permissão da Prefeitura, em 1892, para um abatedouro de bois que, em sociedade com Quincas Leandro, daria origem ao Matadouro da Penha (1910), cujo campo de boiada era chamado de “Invernada de Olaria”.

Custódio Nunes abriu também diversas ruas: Filomena Nunes, Dr. Nunes, Carlina, etc. Somente em 1917, a Estação Olaria (atual Pedro Ernesto) foi inaugurada, na Estrada de Ferro da Leopoldina. Em 1915, surgiu o Olaria Football Club - depois Olaria Atlético Clube -, cujo estádio foi concluído em 1947, na Rua Bariri.