Nos primórdios, situava-se na região a aldeia “Kariané” dos índios Tamoios, já representada em um mapa francês de 1558. Eles davam o nome de “Ypaum” (espaço entre canais) a toda essa área. Os índios foram exterminados em 1575 pelo Governador Antonio Salema, para ali construir engenhos.

Afrânio de Melo Franco Avenida Afrânio de Melo Franco
Painel Azulejar Avenida Borges de Medeiros
Delfim Moreira Avenida Delfim Moreira
Paulo de Frontin Avenida Delfim Moreira
Estrêla Avenida Delfim Moreira
Marco da Inauguração Avenida Niemeyer
Painel de Azulejos Avenida Niemeyer
Painel de Chica Granchi Avenida Niemeyer

O do nome do Bairro vem de Charles Leblon, francês dono de um grande lote no areal, o chamado “Campo do Leblon”. Adquirido de Bernardino José Ribeiro, em 1845, nele Leblon instalou uma fazenda de gado e explorava a pesca de baleias pela Empresa Aliança.

Em 1857, Charles Leblon negociou suas terras com Francisco José Fialho, que as revendeu a outros em 1878, destacando-se o português José de Guimarães Seixas, abolicionista, em cuja chácara, situada no atual Alto Leblon, abrigava escravos fugidos, passando o local a ser conhecido como Quilombo do Seixas ou do Leblon. Outras duas chácaras se situavam próximas: a Chácara do Céu e a Chácara do Guimarães. No início do Século XX, o Leblon, cruzado pelos rios Preto e Branco, era constituído de cerca de 100 chácaras desmembradas da Fazenda Nacional da Lagoa e suas únicas ruas eram a rua do Sapé ou do Pau (atual Dias Ferreira), a Travessa do Pau, o Largo da Memória e o Caminho da Barra (ligando a Praia do Pinto à barra da Lagoa).

Painel Direitos Humanos Avenida Niemeyer (Vidigal)
Marco do Canal Avenida Visconde de Albuquerque
Cazuza Espaço Cazuza
Menovah Simbolo Judaico Espaço Zozimo
Almirante Saldanha da Gama Jardim de Alá
Mulher e Felino Jardim de Alá
Proteção Jardim de Alá
Presidente Dutra Jardim de Alá

Nas décadas de 1910 e 1920, surgiu a Companhia Industrial da Gávea, dos engenheiros Adolfo Del Vecchio, José Ludolf e Miguel Braga, responsável pelo loteamento inicial do Leblon e pela abertura da Praça Dr. Frontin (atual Antero de Quental), das avenidas Ataulfo de Paiva e Del Vecchio (atual San Martin) e das ruas Rita Ludolf, General Urquiza, Aristides Espíndola, Acarai (José Linhares), a Avenida Afrânio de Melo Franco, a rua José Ludolf (Humberto de Campos), entre várias outras. Com a chegada do bonde, em 1914, o bairro se ligava ao resto da Cidade. Em 1919, por iniciativa de Paulo de Frontin, foi aberta na orla a Avenida Delfim Moreira e urbanizada a Praia do Leblon. No seu prolongamento, aproveitando caminho que seria destinado a uma ferrovia abandonada, surgia então a Avenida Niemeyer.

Pergolado Jardim de Alá
Mãe da Paz Parque Dois Irmãos
Nuvens Parque Dois Irmãos
Os Retirantes Parque Dois Irmãos
Trio Parque Dois Irmãos
Pergolas Parque Dois Irmãos
Vôo AF447 Parque Dois Irmãos
Formas no Espaço I Parque Dois Irmãos

O Circuito da Gávea – onde se destacaram Chico Landi, Manuel de Teffé, Carlo Pintacuda, Ascari, Casini, Hans Stuck etc -, inaugurado em 1933, passava pelo Canal da Visconde de Albuquerque, pela avenida Niemeyer e pela Estrada da Gávea. A chegada das velozes baratinhas no Hotel Leblon (1923), atraia multidões.

Formas no Espaço II Parque Dois Irmãos
Violência Parque Dois Irmãos
Mulher Parque Dois Irmãos
Aloysio Maria Teixeira Praça Aloysio Maria Teixeira
Dr. Othon Xavier de Brito Machado Praça Atahualpa
Beija-Flor Praça Cazuza
Khalil Gibran Praça Khalil Gibran
Zozimo Barroso do Amaral Praça Rubem Dário
Pintura Mural Rua Delfim Moreira, 12
Painel Rua Mario Ribeiro

Na orla da lagoa existiam grandes favelas: a favela da Praia do Pinto, o Parque Proletário do Leblon e favela da Ilha das Dragas, todas removidas na década de 1960. Próximo a elas, o Clube de Regatas do Flamengo inaugurou seu estádio de futebol em 1938, conhecido como “Estádio da Gávea”, apesar de se situar no Leblon, com sua sede desportiva. Em 1957, surgiu a Cruzada São Sebastião, idealizada por Dom Hélder Câmara em 1957 e composta por dez blocos habitados por seis mil pessoas de baixa renda. Na área do canal aberto pelo Prefeito Carlos Sampaio, ligando a lagoa ao mar, o Prefeito Henrique Dodsworth implantou, em 1937, setenta mil metros quadrados de jardins, ficando o lugar conhecido popularmente como Jardim de Alah.