O nome do bairro se refere à monumental Pedra da Gávea, a “Metaracanga” dos indígenas, que, com seus 844 metros de altura, é o maior monólito a beira mar do Planeta. Assim chamada por lembrar aos antigos navegadores portugueses, vista do oceano, a gávea de um veleiro, a Pedra, na realidade, situa-se no bairro vizinho de São Conrado, mas acabou dando seu nome ao vale voltado para a Lagoa Rodrigo de Freitas. Como os outros bairros da região, sua origem foi o Engenho d”El Rey, do tempo do Governador Antonio Salema, cujas as terras eram utilizadas para lavouras e pastagens. Cultivava-se cana de açúcar e depois, no século XXI, o café.

Marco do Túnel Avenida Padre Leonel Franca, 181
Zuzu Angel Estrada da Gávea
Marco Rodovário Estrada da Gávea
Índio Estrada Santa Marinha
Lampádario Estrada Santa Marinha
Sergio Vieira de Mello Largo Sergio Vieira de Melo
Canhões Parque da Cidade
Contemplação Parque da Cidade
Parque da Cidade

A região pertencia à povoação de São José da Lagoa e desta foi desmembrada, em 1873, para originar a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Gávea. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída entre 1852 e 1857 com o apoio do Capitão Manuel Vitorino do Amaral, seria, em 1875, elevada a Matriz.

O acesso principal à Gávea era o Caminho da Boa Vista, que possuía várias chácaras e palacetes. Nele, o arquiteto francês Grandjean de Montigny (1776-1850) construiu sua residência, conhecida como Olaria da Gávea. Hoje, o Solar Grandjean de Montigny abriga o Centro Cultural da PUC-Rio, dentro do campus da universidade, aberto à visitação.

Cotonetes Parque da Cidade
Fonte Wallace Parque da Cidade
Portão Parque da Cidade
Roda Grande Parque da Cidade
Roda Pequena Parque da Cidade
Vaso Parque da Cidade
Golfinho Parque da Cidade
Duplo Totem Parque da Cidade
Leão Parque da Cidade

No ponto mais alto do Caminho da Boa Vista, em meio à floresta, ficava a grande chácara de José Antônio Pimenta Bueno, o Marquês de São Vicente, que daria depois seu nome à rua. A área pertenceu a uma fazenda de café, loteada no século XIX, conhecida como Chácara do Morro Queimado. Seu último dono foi o Engenheiro Guilherme Guinle que, em 1939, a vendeu para a Prefeitura, que ali criou o Parque da Cidade, ocupando 470 mil metros quadrados com gramados, lagos, trilhas, reserva florestal e o Museu da Cidade, instalado na antiga residência do Marquês de São Vicente.

Vaso Parque da Cidade
Pórtico Parque da Cidade
Banco Marajoara Parque da Cidade
Cascata Natural Parque da Cidade
Ponte Parque da Cidade
Mercúrio Praça do Planetário
Relógio de Sol Praça do Planetário
Miguel Couto Praça Nossa Senhora Auxiliadora
Nossa Senhora de Fátima Praça Nossa Senhora Auxiliadora

Marcada pelos monumentais paredões do Morro Dois Irmãos (539 m) e seus dois picos rochosos, a Gávea é atravessada pelo Rio Rainha – o antigo Rio Branco -, tributário da Lagoa, que nasce nas encostas do Parque. O Largo das Três Vendas - atual Pça. Santos Dumont -, onde ficava o Hotel do Amaral, era o principal referencial do antigo bairro e ali chegaram os bondes, em 1872. Em 1904, já elétricos, os bondes subiam a Rua Marques de São Vicente até o seu final, no local chamado de “Rodo”.

Atleta Praça Nossa Senhora Auxiliadora
Clementino Fraga Praça Santos Dumont
Barão de Itamarati Praça Santos Dumont
Marco ao Civismo Praça Santos Dumont
Santos Dumont Praça Santos Dumont
Jean Siberlus Praça Siberlus
Cavalo Dollar Rua Jardim Botânico
Linneo de Paula Machado Rua Jardim Botânico
Painel de Aluisio Carvão Rua Mario Ribeiro

Quando começaram a lotear as florestas da Gávea, João Borges comprou, em 1906, antiga chácara que foi loteada por seu filho, abrindo três ruas e 100 lotes em 1926. As chácaras de Manuel Pinto, Taylor da Fonseca, José Pereira Rego, Cônego José Caetano de Ferreira Aguiar e outros, geraram a rede viária do Bairro. Ciro Canto e Mello era proprietário de grande área florestal, que foi da Família Borges, e seus herdeiros abriram o loteamento Canto e Mello acima da cota dos 100 metros. Com a abertura da Estrada da Gávea, foi criada entre 1933 e 1952, a famosa corrida automobilística do Circuito da Gávea.

No século XX, surgiram as indústrias, como a Fábrica de Tecidos São Félix, depois Cotonifício da Gávea, e Sudantex, no início da década de 1920. Depois vieram os Laboratórios Park-Davis, Moura Brasil e a Indústria Química Merrel do Brasil. Com isso, se instalaram vilas operárias, casas de cômodos e, no ano de 1942, o Parque Proletário da Gávea, removido em 1970.

Padre Antônio Vieira Rua Marquês de São Vicente
José de Anchieta Rua Marquês de São Vicente
Escultura Vermelha Rua Marquês de São Vicente
O Beijo Rua Marquês de São Vicente
Árvore Rua Padre Leonel Franca
Os Ciclistas Rua Padre Leonel Franca
Revoada Rua Padre Leonel Franca
Escultura Rua Padre Leonel Franca
Palmeira Imperial Rua Padre Leonel Franca

Até a década de 1990, quando foi transformada em bairro e região administrativa, boa parte da Rocinha pertencia ao bairro da Gávea, com o qual tem ligações históricas: era no Largo das Três Vendas que seus primeiros moradores, na década de 1930, vinham vender suas hortaliças. A Vila Parque da Cidade, hoje bastante populosa, surge também na década de 1930.

Entre outras referências do bairro, podem ser destacadas: o Conjunto Residencial Marquês de São Vicente ou “Minhocão”, projeto premiado do arquiteto Affonso Eduardo Reidy, de 1952/54, modificado em parte para a passagem da Auto Estrada Lagoa-Barra (1982); o campus da PUC-Rio, que inaugurou sua sede na Gávea em 1955, ocupando 100 mil metros quadrados; o Planetário da Cidade (1970) e o Museu do Universo (1998), importantes centros de estudos astronômicos; o Instituto Moreira Sales, com acervo variado, exposições, fototeca, música; o Shopping da Gávea e seus teatros (1975); e o chamado “Baixo Gávea”, trecho da Praça Santos Dumont repleto de bares e restaurantes, tradicional ponto de encontro noturno dos cariocas.