Sua origem é o Engenho Novo dos Jesuítas, construído em torno de 1707, que abrangia terras que iam da Serra dos Pretos Forros até a praia Pequena, em Benfica, e se confrontavam com o Engenho de Dentro.

A Capela destinada a São Miguel e à N. S. da Conceição foi construída pelos jesuítas, em 1720, junto à residência-sede, onde hoje fica a praça da Imaculada Conceição e seu Santuário.

Marco do Rotary Rua Barão do Bom Retiro

Os jesuítas possuíam vastas lavouras e canaviais até a sua expulsão do Brasil, por ordem do Marquês de Pombal. Então, o Engenho Novo foi posto em leilão e passou a ser propriedade do Capitão de Milícias José Paulo da Mata Duque Estrada, que mudou seu nome para “Quinta dos Duques” e o ampliou com uma nova Sesmaria que se estendia até Manguinhos. Para escoar a produção da Quinta, era usado o rio Faria.

Um dos mais ilustres moradores do bairro era o Ministro Conselheiro Couto Ferraz, o Barão de Bom Retiro. Seu nome tem origem na sua bela chácara do Bom Retiro, que fazia limite com a do fazendeiro Antonio Pereira de Sousa Barros, o Barão do Engenho Novo. Em sua homenagem, a estrada do Cabuçu foi rebatizada de rua Barão do Bom Retiro. Outros moradores famosos foram o Conselheiro Viena de Magalhães e sua esposa, a Condessa de Belmonte, mãe adotiva de Dom Pedro II, que deram nomes a ruas do bairro.

Com a abertura, em 1858, da Estrada de Ferro Dom Pedro II, depois Central do Brasil, foi inaugurada a estação do Engenho Novo que foi muito importante para a ocupação do bairro. A partir daí, as antigas chácaras e sítios foram loteados e ruas foram abertas nos terrenos pantanosos, cortados pelo rio Jacaré, que foram saneadas.

Pode-se destacar a igreja de Nossa Senhora da Consolação e Correia, cuja paróquia foi fundada em 1933 e deu nome a uma localidade do bairro do Engenho Novo e o antigo Cine Santa Alice, que funcionou até 1982. Seu prédio é preservado pelo Patrimônio Cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro.