A origem do nome do bairro tem três versões: 1ª - a inglesa Maria Graham, em 1824, relata um passeio à Fazenda Real de Santa Cruz e faz referência ao local como “Casca D’Ouro”; 2ª - remonta ao fato da dificuldade que os operários tiveram para abrir, com picaretas, a pedreira na construção da estrada de Ferro, e a chamavam de “Cascadura”; 3ª – um dos seus primeiros moradores era um comerciante fechado para negociações, “Casca” e para fazer doações “duro”, daí o “cascadura”.

Placa de inauguração Rua Nerval de Gouveia, 40

A região era um ponto inexpressivo nos limites do Engenho de Dentro, com o Engenho da Portela e a Fazenda do Campinho, onde a Estrada Real de Santa Cruz se encontrava à direita com a estrada Marechal Rangel, acesso aos Engenhos/Fazendas do Irajá e da Pavuna.

Por volta de 1870, foi erguida a primeira capela da região, dedicada a Nossa Senhora do Amparo, em terras doadas por Joaquim Antonio de Oliveira.

Em 1883, foi instalado o Hospital Nossa Senhora das Dores da Santa Casa, o primeiro para tratamento da tuberculose na Cidade, em antiga propriedade da Chácara do Ferraz. Em 1928, uma cancela separava os trilhos da ferrovia, da Estrada Real (atual avenida Suburbana), cujo prolongamento chamava-se estrada Coronel Rangel, atual Av. Ernani Cardoso.

A estação de Cascadura foi inaugurada em 29 de março de 1858. O Chafariz, a Cancela e o Largo, que separavam a avenida Suburbana da rua Carolina Machado, foram demolidos no governo Washington Luís para a construção, em 1928, de viaduto projetado pelo Engenheiro Eugenio Baumgart, fazendo parte da primeira estrada Rio-São Paulo.

A principal elevação de Cascadura é o morro da Bica, com 251 metros ocupados, em suas encostas, pela comunidade Vila Campinho. Na rua Ferraz foi implantado em 1982, o Parque Orlando Leite com 2,72 hectares. Esse parque constitui-se em um importante espaço de lazer arborizado, com quadras esportivas.