Foi no primeiro quartel do século XVIII, que se deu a entrada do capuchinho Fernando de Santo Antônio pela região do curso submédio do Paraíba do Sul. Conhecedor das lutas cruentas entre Puris e Coroados e dos seus ataques a povoações nascentes, o religioso obteve a doação de algumas sesmarias nas margens do Pomba, afluente do Paraíba, propondo-se a nelas erigir aldeamento daqueles índios e fincar os marcos iniciais de sua obra de catequese. Com a doação régia das terras iniciou imediatamente a missão, não obtendo, entretanto, êxito.

Só no começo do século XIX surgiu um continuador da obra de Frei Fernando, na pessoa do frade secular Antônio Martins Vieira. Vencendo inúmeros obstáculos, esse religioso deu novo impulso à obra de catequese, fazendo erigir, nas proximidades do Rio Pomba, uma capela consagrada a Santo Antônio de Pádua, reunindo em torno dela grupos familiares indígenas já pacificados por seu antecessor, e, sabiamente, confiou-lhes ocupações de acordo com as tendências individuais. Começou, mais tarde, a povoação a progredir, dando impulso para que o Governo, em 24 de novembro de 1824, elevasse a sua capela à categoria de curato.

Passados dezenove anos, o desenvolvimento da localidade era tal que os governantes da Província decidiram por bem conceder-lhe predicamento de freguesia.

Dotada de terras fertilíssimas, a freguesia progrediu rapidamente, sobretudo no setor agrícola. Foi em razão desse progresso que o Governo da Província, indo ao encontro dos desejos de seus habitantes, emancipou-a de São Fidélis em 1882.