Em 9 de agosto de 1627, as terras compreendidas entre o Rio Macaé e o Cabo de São Tomé, aí incluídas as terras de Quissamã, foram doadas por sesmarias aos "Sete Capitães" (Miguel Aires Maldonado, Gonçalo Correa, Duarte Correa, Manoel Correa, Antônio Pinto, João de Castilho, Miguel Riscado), por Martim de Sá, em pagamento por serviços prestados à Coroa Portuguesa.

Consta que o nome Quissamã foi dado à região pelos Sete Capitães, quando de sua viagem de exploração em 1832. Ao chegarem à Aldeia Nova foram recepcionados por um grupo de índios, encontrando-se entre eles um negro. Ao indagarem quem era ele e como viera para ali, respondeu-lhes que era forro; ao perguntarem se era crioulo da terra respondeu-lhes simplesmente que era da Nação Quissamã na África. Quissamã é uma palavra de origem Angolana e é uma cidade que fica a 80 km de Luanda na foz do Rio Kwanza.

A freguesia do Furado foi o núcleo de população mais antigo de Macaé, seguindo-se -lhe o de Quissamã.

A Povoação de Nossa Senhora do Desterro de Quissamã foi elevada à categoria de freguesia em 1749.

Consta que o brigadeiro José Caetano foi fundador da Vila e construtor da Matriz. Com a instalação definitiva do capitão Manuel Carneiro da Silva em Mato de Pipa, iniciou-se, a seu redor, a expansão de Vila de Quissamã.

Desde o início da instalação dos primeiros colonizadores, o controle administrativo de Quissamã era exercido pelas autoridades da Vila de São Salvador dos Campos dos Goytagazes, até que em função da distância entre a Vila e as freguesias de Nossa Senhora do Desterro de Quissamã e de Nossa Senhora das Neves, o Bispo do Rio de Janeiro decidiu, 1802, erigir a freguesia de Quissamã em Cabeça de Comarca, ficando subordinada a esta, freguesia de Nossa Senhora das Neves.

Casa São Manuel

Construída em 1886 por Manuel Pinto Carneiro da Silva, filho do Conde de Araruama e um dos primeiros agrônomos do país. Seu estilo eclético impressiona pela imponência. A casa foi inspirada no solar de Mandiqüera.

Casa Santa Francisca

Construída em 1852 pelo Barão de Vila Franca, Inácio Francisco Silveira da Mota, ex-governador do Ceará e do Rio de Janeiro casado com a filha do Visconde de Araruama, Francisca de Velasco de Castro Carneiro da Silva.

Casa São Miguel

Construída em 1908, pelo químico francês Ms Bondaine, gerente da Companhia Engenho Central de Quissamã, foi adquirida por José Francisco Tinoco Carneiro da Silva que reformula a fachada do solar, estilo bangalô americano.

Centro Cultural Sobradinho

Construído em 1877, foi adquirido pela Prefeitura em 2005. Em meados de 2007, o prédio foi reconstituído respeitando as características originais. Com dois andares, é o primeiro prédio público a dispor de um elevador que oferece acesso para pessoas com dificuldades de locomoção. No local, são oferecidos cursos gratuitos de dança, artes e música, além de um cinema.

Complexo Cultural Fazenda Machadinha

Construída pelo 2º Visconde Ururay em 1867. A fazenda hospedou por diversas ocasiões o Duque de Caxias, que era sogro do Visconde. O ambiente histórico, tombado pelo Inepac em 1978, é composto por ruínas da casa grande, três alas de antigas senzalas restauradas, armazém, capela e casa de artes.

Igreja Matriz Nossa Senhora do Desterro

Construída em 1921 a matriz obedece ao modelo arquitetônico eclético europeu, uma tendência deste início de século. Este estilo repercutiu por toda a vila que teve grande crescimento neste momento da história do município.

Prefeitura Municipal

Construída em 1870 para estabelecimento educacional dos netos do Visconde de Araruama, foi transformada em escola pública, convento e colégio de freiras. Hoje funciona a prefeitura municipal. Ao lado, seguindo os padrões do prédio original, foram construído anexos para abrigar toda a administração pública.