Após a divisão do Brasil em capitanias hereditárias, as terras que hoje constituem o Município de Nova Iguaçu ficaram por muito tempo relegadas a completo abandono. Foi depois de 1566 que se registrou na região a existência de sesmarias, as quais, com o correr dos anos, se foram modificando e concorrendo, desse modo, para a gradativa colonização dessa zona da Baixada Fluminense, em torno dos rios, especialmente do Iguaçu. Com o aumento da população, surgiram várias freguesias, destacando-se a de Nossa Senhora da Piedade de Iguaçu, também conhecida como Nossa Senhora da Piedade do Caminho Velho, cuja criação data de 1719.

A prosperidade agrícola da região vem dos tempos em que foram concedidas as primeiras sesmarias. Os cursos fluviais existentes, não só fertilizavam as terras, como também serviam de via de comunicação com a Cidade do Rio de Janeiro, para onde se escoava a produção. Cultivavam-se extensas áreas, que produziam quantidades consideráveis de arroz, feijão, mandioca e principalmente cana-de-açúcar. O café, cuja cultura se tentou introduzir na região, não deu os resultados esperados, o que redundou no abandono do plantio.

Situada à margem do rio Iguaçu, a sede da vila prosperou bastante, chegou a tornar-se um dos empórios da Cidade do Rio de Janeiro, fazendo chegar seus produtos por via fluvial ou terrestre. O progresso da região levou o Governo a conceder-lhe autonomia, efetivada por Decreto de 15 de janeiro de 1833. A Vila instalou-se a 27 de julho do mesmo ano.

A decadência, que se verificou a partir da segunda metade do século XIX, na localidade de Iguaçu, decorreu, paradoxalmente, das inovações progressistas introduzidas no território fluminense. As cidades, vilas, povoações surgem da noite para o dia ao longo das estradas, enquanto localidades antiquíssimas desaparecem rapidamente.

Tão logo se iniciou o tráfego da Estrada de Ferro D. Pedro II, atual Central do Brasil, verificou-se o abandono da via fluvial, que determinou o desvio da zona da influência comercial e agrícola para as bordas orientais do Município.

Entre as localidades que surgiram à margem da via férrea, tomou rápido impulso a denominada Maxambomba, para onde, a 1º de maio de 1891, se transferiu a sede do Município.

Ainda no mesmo ano, a 1891 de junho, o Decreto n.º 263 elevava a vila à categoria de cidade. Somente a 9 de novembro de 1916 foi o topônimo da mesma mudado para Nova Iguaçu.

Com a realização das grandes obras de saneamento na Baixada Fluminense, o Município voltou a progredir. Para esse ressurgimento, muito contribuíram as facilidades de comunicação com a Guanabara, dando rápido escoamento aos produtos agrícolas e valorizando extraordinariamente suas terras cultiváveis.

Capela de Nossa Senhora de Guadalupe

Foi implantada em uma população popularmente conhecida por "Morro da Posse" ou "Alto da Posse". Construção remanescente da antiga fazenda da Posse, registrada por Monsenhor Pizarro (o padre historiador), em 1795: na relação das filiais da matriz de Santo Antônio de Jacutinga, a capela Nossa Senhora Madre de Deus foi construída por João de Veras Ferreira, com provisão de 26 de outubro de 1743. No ano de 1938, quando a produção laranjeira estava no auge, pertenceu a Guinle & Irmãos. Em 1954, É adquirida pelo Bispado de Barra do Piraí e transferida, em 1960, ao Bispado de Nova Iguaçú. Em 1976, é demolida a Casa Grande da Fazenda da Posse e é providenciada a reforma da singela capela.

Capela de Nossa Senhora de Guadalupe

Construída pelo fazendeiro Manuel Pereira Ramos, cuja autorização foi concedida pelo Bispado do Rio de Janeiro em 4 de março de 1750. Em 1795, era a única filial da matriz da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu, na bacia hidrográfica do Rio Guandu, na Baixada de Sepetiba. Foi tombada pelo INEPAC/SEE, RJ, em 12/06/99.

Estrada de Ferro Rio do Ouro - Ferrovia das Águas

A estrada de ferro Rio do Ouro, construída para cuidar dos reservatórios e do consequente abastecimento de parte da capital do império brasileiro (côrte), começava no Caju (RJ). Teve sua construção iniciada em agosto de 1876 e foi concluída em 1883. Em 1886 foi adaptada para o transporte de cargas e passageiros. Do Caju até o Rio do Ouro tinha 53 Km e contava com três ramais: Xerém, Tinguá e São Pedro (Jaceruba).

Nos anos 60, foi aos poucos, sendo desativada sob alegação de que "não dava lucro". Muitos lugares prósperos, em consequência desta ferrovia, com sua extinção, amargaram pronta decadência, fazendo com que as muitas relações sócio-econômicas existentes de 1886 a 1964, fossem desmanteladas. E, assim, os investimentos com desapropriações, desmatamentos (para a implantação do leito, aterros, dormentes, corvão, obras de manutenção e de arte, etc) acabassem sendo desperdiçados. Hoje, em função das invasões do antigo leito ferroviário, sua reativação ficaria difícil. A melhor maneira de conhecer as estações da estrada de ferro Rio do Ouro é iniciado a partir de Cava, onde o visitante poderá obter melhores informações.

Igreja de Santo Antônio de Jacutinga

A primeira Pia batismal do município foi no lugar denominado Jambuí, atualmente município de Belford Roxo, área de pantanal. Esta pia foi transferida para o outeiro de Jacutinga (onde é hoje o bairro da Prata). Com a construção da principal ferrovia, em 1858, duas sedes foram transferidas para o lugar denominado maxambomba (hoje Nova Iguaçú): A sede da Matriz de Jacutinga (em 1863) e a sede do Governo Municipal (1891).

Igreja de Santo Antônio de Prata

A devoção a Santo Antônio de Jacutinga foi iniciada ates de 1657, segundo o padre historiador Monsenhor Pizarro. A primeira capela foi erguida em Jambuí, em Belford Roxo. De Jambuí foi transferida para "Calhamaço" e daí, para o lugar onde se encontra atualmente. Em 1858, Foi inaugurada a estrada de ferro de Dom Pedro Segundo, trilhando pelo Arraial de Maxambomba (hoje Nova Iguaçú). A segunda matriz da citada freguesia, cuja pedra fundamental foi lançada em 1862, reformada na década dos anos 30, passou a ser, com a criação da Diocese iguaçuana, a catedral de Santo Antônio de Jacutinga.