Na região hoje ocupada pelo Município de Mendes foi estabelecida a fazenda de Santa Cruz, do Barão de Santa Cruz, transferida posteriormente para a família "dos Mendes", que ampliaram sua fazenda, localizada na freguesia dos Mendes, até os limites da freguesia de Santa Cruz , por volta de 1850, passando a ser conhecida por "Santa Cruz dos Mendes".

A partir daí, desenvolveu-se na região o cultivo do café. Em 1864, foi inaugurada a estação da Estrada de Ferro D.Pedro II e, em 1889, instalou-se a Companhia de Papel Itacolomi, iniciando a fase industrial do Município.

Biblioteca Pública Municipal Guiomar Rocha Rinaldi

A Biblioteca Pública Municipal Guiomar Rocha Rinaldi encontra-se instalada no andar superior de um prédio situado na Praça Carlos Gomes. Foi inaugurado em 11 de julho de 1969.

Busto Costa e Silva

Inaugurado no ano de 1969, o busto encontra-se localizado bem ao centro da Praça Costa e Silva, esta pavimentada de pedras São Tomé, fazendo parte do seu entorno várias casas residenciais. O busto mede cerca de 0,50m de altura, em bronze e está sob um pedestal de 1m de altura em mármore preto. Foi construído e inaugurado na gestão do prefeito Renato Pereira.

Capela São José do Colégio dos Irmãos Maristas

A capela situa-se no interior do Colégio dos Irmãos Maristas em um dos seus pátios internos. Sua construção data do ano de 1948. Fundada em 30 de agosto de 1949, construída por Adilliu Macario, decorada por Geluindes Frazolle, pintada por Paulus Kohe e teve seus vitrais feitos por Ernesto Mazzine. Possui 40m de comprimento por 15 m de largura.

No pátio, localizado em frente à sua porta de madeira, encontra-se à imagem de Nosso Senhor dos Passos, aí localizada, devido a impossibilidade de ser colocada dentro da capela. Possui em se interior altar mor todo em mármore com pequeno acabamento em bronze; na parte de baixo, em posição central, a capela uma representação da Santa Ceia em bronze. Ao alto encontra-se a imagem de dois anjos adoradores.

Ao lado esquerdo do altar mor, situa-se a imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração, e um pouco abaixo, o busto do fundador da capela, feito em bronze. Possui bancos inteiriços feitos em imbuía (madeira de lei). Seu teto é ornamentado com imagens, e seu piso, em cerâmica trabalhada. Ao fundo, na parte de cima, coro com órgão. Em suas paredes laterais encontram-se vitrais originários de Petrópolis, datando de 40 anos, retratando a vida do fundador da capela.

Casa do Barão de Santa Cruz

Construção do século XIX, que sediava a fazenda cafeeira, que pertencia ao Barão de Santa Cruz. Construção de pavimento único coberta por telhas coloniais (feitas por escravos). Residência típica do ciclo do café.

Estação Ferroviária

Prédio construído em pinho de riga, inaugurado em 2 de fevereiro de 1911. É apontado como a imagem mais significativa de Mendes, pois foi construída para atender à grande demanda das indústrias locais que estavam em intensa atividade. Representa um período extremamente próspero do município. Está sendo desenvolvido o projeto "Nos Trilhos da Cultura"pela Casa da Cultura Dr. José Francisco Ladeira de Viveiros, visando a restauração e preservação do prédio que será transformado na ESTAÇÃO CULTURA.

Igreja Matriz de Santa Cruz

Localiza-se no centro da cidade, nas proximidades da rodoviária e da estação ferroviária. A Igreja está situada no centro de um terreno ajardinado, arborizado e cercado por um muro baixo. Sua fundação data do final do século XIX, 22 de abril de 1857. A igreja é de arquitetura simples, pintada de branco e com a porta central de madeira maciça. Sofreu várias reformas, não tendo por isso um estilo definido. No interior da Igreja, encontram-se quadros em gesso, retratando a via sacra, e duas imagens em suas laterais. À direita Nosso Senhor dos Passos, e à esquerda, Nossa Senhora. Ao fundo, encontra-se uma cruz de 1 metro de comprimento, em bronze, pregada acima do altar. Ao lado do altar de madeira de 1 metro de comprimento, encontram-se as imagens de Nossa Senhora da Piedade e de Nosso Senhor dos Passos. A Igreja ainda possui vitrais em forma de círculo e coro de 10 metros de largura. No teto, estão três lustre em forma de pêndulos, imitando cristais, do tempo e do império.

Ladeira João Vieira

O morro onde se localiza a ladeira João Vieira, desde o que se tem notícias da existência de população na região, serviu de espaço para a prática de sepultamentos. Após assentamento na região em livro de escritura em cemitério da irmandade da venerável Santa Cruz, o local foi oficialmente destinado para tal finalidade. Entretanto, sem condições de poder precisar de uma data específica, por não ter conseguido documentação comprobatória, conclui-se que no século XIX, para melhorar o acesso àquele local, devido o mesmo construir-se de aspecto íngrime e escorregadio em período de chuvas, dificultando o trajeto de cortejos fúnebres, então surgiu a construção de uma estrada de um material sólido existente na época, com peculiaridade de características: O "calçamento pé-de-moleque", já existente e comprovada a sua eficácia em algumas outras localidades de cidades mais evoluídas. Para tal empreendimento, contou-se com a presença de mão-de-obra escrava, fornecida pelos grandes fazendeiros, que viviam na localidade e que viam, em suas atitudes, uma forma de benefício e contribuição para o progresso e engrandecimento da região, o que, de certa forma, também os beneficiaram.

Prédio do SENAI

É um dos prédios de maior valor histórico para o município. Abrigou a Cervejaria Teutônia, no final do século XIX. A Teutônia veio a dar origem à Brahma, mas acabou por se transferir para a cidade do Rio de Janeiro. O prédio foi vendido para o Frigorífico Anglo em 1915, que o ampliou e veio a se tornar o maior suporte da economia local ( nos meados do século XX ), tendo sido um dos propulsores da transformação de Mendes em município (pois muito colaborou para transformá-lo no 7º PIB do País). Apresentou problemas financeiros na dácada de sessenta. Em 1967 sofreu um enorme incêndio que veio a agravar a situação. Encerrou definitivamente suas atividades em 1974. Foi reformado em 1996, passando a sediar o SENAI.

Ruínas do Hotel Santa Rita

Este local foi primeiramente uma grande fazenda de café que pertencia ao Barão de Benevente. Foi comprado por Júlio Braga e transformado em hotel. Tornou-se famosíssimo. Contava com luz elétrica (um luxo na época) e uma linha de bondes puxados a burro. Recebia um grande número de veranistas em busca de repouso e diversão, além de pessoas convalescentes, atraídas pela qualidade do nosso clima. Figurava nos melhores guias, turísticos da época, inclusive no famoso "MICHELIN", editado na França. Com a evasão de turistas provocada pela presença do matadouro do Frigorífico Anglo, o hotel entrou em franca decadência até que ocorreu um grande incêndio que destruiu quase tudo que havia. Só restaram suas majestosas colunas, o paredão de pedras e algumas palmeiras imperiais.

Sede da Câmara dos Vereadores

Seu prédio de dois pavimentos com influências da arquitetura inglesa sediava a inspeção Sanitária do Frigorífico Anglo. Foi reformado para abrigar o poder Legislativo do município mas preservou seu aspecto externo.

Túnel Grande 12&12 Bis

Para escoar a enorme produção cafeeira do Vale do Paraíba, o imperador D. Pedro II, contratou firmas inglesas e americanas para construir a ferrovia. Surgiu a necessidades de abertura de túneis devido ao relevo da região. Foi aberto no período de 1858 a 1865, o maior túnel ferroviário do mundo, atualmente o segundo maior da América Latina. A primeira greve, foi feita pelos operários que trabalhavam na escavação do túnel 12. Em suas paredes corre água mineral. A população utiliza suas águas e para seu próprio consumo, apesar dele ainda ter intenso movimento de trens.