Como vários Municípios do norte fluminense, as terras hoje pertencentes a Laje do Muriaé foram desbravadas por José Lannes (ou Lana) Dantas Brandão, que iniciou a sua efetiva colonização.

O segundo desbravador a pisar na região foi José Ferreira César, que descendo o rio Muriaé cerca de 20 quilômetros fundou a fazenda de Angola. No século XIX, a região também participava do ciclo do café, que invadiu todo o norte fluminense.

A elevação a freguesia com o nome de Nossa Senhora da Piedade da Laje se deu em 1861, e a Município em 1962.

Topônimo Laje do Muriaé data de 1938 e tem sua origem numa Laje de pedra, existente na margem direita do Rio Muriaé, onde diminui a correnteza, forma uma bacia.

Biblioteca Municipal Dr. Manoel Ligiéro

A Biblioteca está instalada em uma das salas do lado esquerdo no Ginásio Municipal que está situado em rua de pouco tráfego de veículos, tendo em seu entorno casas residenciais. Com um acervo de aproximadamente 800 livros, dentre eles muitos de autores lajenses. A Biblioteca possui ainda enciclopédias completas e livros didáticos e infantis. Possui mesas para leitura e seus livros não podem ser emprestados ao público.

Capela Santo Antônio

A Capela está situada atualmente no Hospital, que foi construído ao seu redor, tendo como entorno a Praça Santo Antônio, casas comerciais e residenciais. Construída no ano de 1950, servia como capela para velarem mortos e centro de reunião para a comunidade, até ser restaurada no ano de 1987, quando passou a fazer parte do Hospital Municipal, servindo então para os pacientes. A capela possui no seu interior um altar com a imagem de Santo Antônio ao centro e nas laterais, em forma de escada, as imagens de Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Graças, São Sebastião, Nossa Senhora de Fátima, Menino Jesus de Praga, Nossa Senhora dos Anjos, São José e Santa Terezinha, todas em tamanho menor.

Casarões da Rua Garcia Pereira

A Rua Garcia Pereira possui casarões de grande valor histórico para o Município de Laje do Muriaé. São casarões de dois andares, todas de pau a pique, com paredes de taipa. O casarão situado na esquina da Rua Garcia Pereira e a Praça Padre Martins pertenceu a José Garcia Pereira e sua construção data de 1854. O casarão situado ao lado na mesma rua teve parte de sua estrutura total demolida. Sua construção data de 1855 e não foi possível obter informações históricas sobre este. O terceiro casarão situado do outro lado da rua, pertenceu a João Justino Teixeira de Carvalho, que em 1870 transformou a casa em sede da Casa Maçônica de Laje do Muriaé. Em alguns documentos constam que este casarão possuía no teto de sua sala um céu pintado com Sol, lua e estrelas, que atualmente que atualmente não podem ser mais vistos. Atualmente os casarões encontram-se em condições precárias de construção, pelo desinteresse de seus atuais moradores e por estarem situados em uma rua de casas comerciais e residências, onde o tráfego de veículos pesados abalam sua estrutura.

Igreja Nossa Senhora da Piedade

A construção da 1ª Igreja de Laje do Muriaé tem data ignorada, entretanto seu 1º vigário chegou em 1861 e foi João Justiniano Teixeira de Carvalho que largou o sacerdócio para dedicar-se à Casa Maçônica. Com a saída deste sacerdote, veio então para Laje o Padre Antônio Martins Machado, que permaneceu na paróquia até seu falecimento. Por sua vontade, o Padre Martins foi enterrado na porta da igreja, para que todos que entrassem e saíssem pisassem no seu túmulo. A Igreja foi reformada pela primeira vez em 1909, quando perdeu uma torre, mais sua obra foi interrompida por falta de recursos.

Em 1926 retomaram a reforma, permanecendo até os dias de hoje com seu estilo de arquitetura rural, possuindo entretanto um portão principal em estilo colonial. A Igreja possui uma escadaria que vai desde a rua até sua entrada. Acima do portão principal, encontra-se um relógio e acima deste a torre com sinos e um sistema de alto falantes. No seu interior encontra-se a imagem de Nossa Senhora da Piedade em um altar de mármore e na lateral uma imagem de São Francisco, esculpido em madeira. Na época da monarquia usava-se enterrar os mortos no porão da Igreja e lá encontram-se enterrados: José Basílio de Freitas e Antônio Pires do Porto.

Obelisco do Cinqüentenário

O obelisco encontra-se às margens da Rua Garcia Pereira em local aberto. Foi edificado em homenagem aos médicos visitantes, quando da comemoração do cinqüentenário de formado do médico lajense, Dr. Manoel Ligiero, figura de destaque no município. O Obelisco possui 2,5 m de altura e contém em sua base uma placa comemorativa de sua inauguração, que data de janeiro de 1961.