No século XVIII, em busca de ouro, aventureiros que se estabeleceram nas nascentes do Rio Macuco e que por longo tempo lavraram, com pouco êxito, os afluentes dos rios Macuco, Negro e Grande, afugentaram da região os índios Coroados e Goitacazes, que dominavam suas elevações.

Encerrado o ciclo do ouro, seguiu-se uma próspera fase agrícola, que por volta de 1833 começou a atrair lavradores para terras férteis situadas nas proximidades da fazenda Cordeiro, à margem do Rio Macuco, onde chegaram, em fins de 1875 ou princípios de 1876, os trilhos da Estrada de Ferro Cantagalo, que ali instalou uma estação - mais tarde importante ponto de entroncamento, com o nome da referida fazenda. Assim começou a povoação que daria origem ao atual Município de Cordeiro.

Povoado teve em 1844 sua primeira escola instalada na velha fazenda. Em 1888 recebeu uma leva de emigrantes portugueses, procedentes da ilha da Madeira, fato que contribuiu certamente para compensar ou reduzir o impacto da abolição da escravatura sobre sua economia.

Estação Rodoviária

Construída em 1891 segue o estilo das construções das Estradas de Ferro da Leopoldina Railways, foi utilizado como embarque e desembarque de passageiros e cargas até 1964, quando o ramal foi extinto. Graciosa construção em alvenaria, com beirais trabalhados em madeira e telha de barro. Recentemente restaurada, conserva as cores e a aparência originais. É utilizada como Estação Rodoviária, por ser ponto central da cidade e possui lojas e lanchonetes em suas dependências.

Fazenda Bom Sucesso

A Fazenda de Bom Sucesso, foi propriedade durante muitos anos da Família Monnerat, cuja estação de ferro, com seu nome - Monnerat - é situada a 9 km de Cordeiro, servia aos embarques de café e outros produtos da fazenda e de propriedades ao seu redor. Casarão colonial do final do século passado, com muitos aposentos, amplos como a sala de jantar, que geralmente comportava mesa de amplas proporções, grandes portas e janelas em madeira de lei. O conjunto conta com pequeno lago em frente á residência e a tradicional fileira de palmeiras indicando a existência da sede da fazenda naquele local. A fazenda pode ser vista apenas externamente, mas vale uma passada de olhos pelas sua imponência e beleza. O atual responsável pela fazenda, Sr. Antônio Neves Rocha, mantém a fazenda e arredores extremamente bem cuidados. A decoração interna é esmerada e com um considerável números de peças da época colonial

Fazenda da Independência

Fazenda construída em 1849 pelo Sr. Manoel Joaquim Macedo, antepassado do atual proprietário Sr. Francisco Alves de Macedo. Em estilo colonial possui 7 quartos e 4 salas. Portas e janelas em madeira de lei. Conservação em estado precário, mas ainda de grande beleza. A maioria dos cômodos contém pinturas a óleo de boa qualidade, mas necessitando de trabalho de restauração. No salão principal teto entalhado em madeira (a informação do proprietário é de que o trabalho foi feito a canivete), e partes da parede ainda revestidas de pintura e/ou tecido de grande beleza. Mesas, armários, cômodas e oratórios originais e ainda em uso na fazenda. Quadro do primeiro morador no salão principal. Bela cama utilizada pelo mesmo em peroba. Terreiro para secagem de café em pedra, construído pelos escravos, em frente da fazenda (como é habitual nesse tipo de construção).

Ruínas do paiol e local para guardar café e carroças de boi. Nesse local existia o sino que era utilizado para chamar os escravos no final do dia e para as refeições. Esse sino foi doado ao cemitério local. Ao lado da casa tanque para lavar café e o moinho de fubá. A senzala ficava no lugar onde hoje existe uma grande jaboticabeira, restando apenas a base de pedra onde foi construída. A bica ficava atrás da casa, vindo da nascente do alto do morro, e alimentava toda a casa de água. Vista de excepcional beleza dos 3 lados da casa. A fazenda era rodeada de plantações de café e, até recentemente, essa era a atividade principal da fazenda. Na parte de baixo da casa ainda existem 8 cômodos. Segundo informação da proprietária, os homens dormiam na parte de baixo da casa. Ainda restam nesses cômodos embaixo os cabides originais usados para pendurar as roupas masculinas. A escada que leva ao andar inferior é entalhada e em madeira de lei.

Fazenda de Santa Clara

Fazenda da Família Van Erven. A Fazenda Santa Clara, em estilo colonial com 30 aposentos esteve até o ano de 1997 em poder da família Van Erven. Jacob Van Erven veio para Lavrinhas, no século passado, como homem de confiança do Barão de Nova Friburgo, no período em que este extraía ouro nessa região. A fazenda foi adquirida recentemente por um grupo de Niterói que pretende utilizá-la para fins educacionais. Não há informações se pretendem manter o acervo.

A casa em estilo colonial com dois andares possui portas e janelas imponentes em madeira de lei, mobiliário com peças coloniais, retratos da família, objetos de decoração bem conservados. Também óveis e objetos de decoração pertencentes à família de diversos períodos do século corrente. A fazenda possui nos arredores pequena fonte, local - o quadrado de pedra - para secagem de café, ruínas da senzala, armazéns e depósitos pertencentes ao conjunto colonial e grande pomar.

Sociedade Musical Fraternidade Cordeirense

A Sociedade funciona no antigo cinema Madri que foi adaptado para ser um auditório com capacidade para 500 pessoas. No local, funcionam o Conselho Municipal de Cultura, o Grupo Teatral e uma escolinha de música para os aspirantes a Banda da Sociedade. Também são realizadas exposições de pintura e escultura.

Unidade Didática de Piscicultura de Cordeiro

Aulas para pequenos e grandes produtores sobre reprodução/criação de peixes de várias espécies. Cursos dirigidos a pesque e pague de produtos. Abertos para visitação durante os cursos. Confirmar datas e horários com a administração do parque.