O Município de Conceição de Macabu constitui-se do território dos Distritos de Conceição de Macabu e Macabuzinho, que pertenciam a Macaé, e cuja história está intimamente ligado.

No ano de 1619, foram as terras, em sesmarias, doadas aos capitães: Miguel Aires Maldonado, Miguel da Silva Riscado, Antônio Pinto Pereira, João de Castilho, Gonçalo Correia de Sá, Manuel Correia e Duarte Correia, que promoveram a colonização do território, compreendido entre os rios Itapaboana (Managé) e o Macaé (Miqué). Chegando a Macaé, em fins de 1632, aí encontraram os jesuítas, instalados desde de 1630, numa fazenda que se compunha de engenho, colégio e capela. Depois do ano de 1759, em virtude da expulsão dos jesuítas, fez-se a redistribuição das terras a eles pertencentes.

Em 01 de maio de 1891, Conceição de Macabu foi transformada em Município com a denominação de Macabu. Não durou muito tal situação pois, a 29 de abril de 1892, foi suprimido como Município, o que perdurou até 15 de março de 1952, quando voltou à antiga condição.

Estação Ferroviária de Conceição de Macabu

Esta localizada no centro da cidade. Datada do final do século XIX, acha-se ainda em bom estado de conservação. De construção retangular, em alvenaria, o atrativo tem evidências européias na forma do telhado com telhas francesas originais. A linha férrea teve grande importância para o desenvolvimento industrial do município, com a Estação Ferroviária de Conceição de Macabu participando desse crescimento, tanto com o movimento de passageiro quanto pela possibilidade do transporte da cana de açúcar para a Usina Victor Sense. Atualmente desativada a Estação ainda sua linha férrea que é utilizada, como no passado, pela Usina no transporte da cultura canavieira. O prédio hoje é ocupado pelo Centro Social e Catequético as Igreja Matriz, fazendo com que o atrativo permaneça em atividade.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Situada no centro da cidade em frente a Praça Santos Dumont. A data de fundação da paróquia, de acordo com a Lei Provincial em vigor na época, é de 1855. Neste mesmo ano foram realizados à 29 de agosto, os primeiros batizados: de uma criança negra, filho de escravos, juntamente com uma criança branca. Todo o conjunto arquitetônico passou por uma reforma quando Frei Valério Kirsch exercia a ortodoxia cristã, no período de 1956 a 1962.

Nome de grande representatividade em Conceição de Macabu, Frei Valério, dedicou-se fervorosamente a reforma da Matriz. A Igreja Matriz representa para o povo macabuense, não só a presença do culto católico, como também a assistência social oferecida pelo Centro Social e Catequético. Possuindo uma arquitetura típica do período colonial, a Matriz apresenta no seu interior grande simplicidade, a começar pelo piso em cerâmica antiga.

Quatorze quadros, em gesso, representando a Via Sacra adornam as paredes juntamente com oito vitrais em forma de cruz latina. Ao fundo da nave, se destacando sobre o altar-mor de mármore branco, está a imagem da padroeira com altura aproximada de 1,10 m. Sua beleza está exaltada pela perfeição da escultura em gesso. Obedecendo a mesma simplicidade interna, o frontispício caracteriza-se por um campanário com dois sinos e três vitrais formando cruzes latinas nas cores coral, azul e verde.

A porta é em madeira, ladeada por duas luminárias. Acima desta, quatro azulejos dispostos em losango formam a imagem da Santa, pintada a óleo. Compõe-se o conjunto arquitetônico da capela do Santíssimo, à esquerda, e do nicho de Nossa Senhora de Fátima ornamentado de folhagens, à direita. Frei Valério é lembrado honrosamente em placa de mármore branco que traz a inscrição do período da reforma do atrativo.