A construção de uma capela, em meados do século XIX, deu origem à colonização das terras compreendidas pelo Município do Carmo, quando vários proprietários da região, então pertencente ao Município de Cantagalo, mandaram fazer uma derrubada no local onde deveria surgir o Arraial de Samambaia, posteriormente denominado de Arraial do Carmo de Cantagalo.

Concluída a capela em meados de 1842, dedicada a Nossa Senhora do Carmo, passou o nascente povoado a ser chamado de "Arraial de Nossa Senhora do Carmo", nome reduzido para Carmo, que conserva até hoje.

Em 1846, recebeu o predicamento de freguesia, em 1881, passou à Vila, e, em 1889, a Sede municipal foi elevada à categoria de Cidade.

Igreja de Nosso Senhor dos Passos

A Igreja de Nosso Senhor dos Passos, circundada por casas residenciais, encontra-se destacada numa pequena elevação no final da Avenida que recebeu o seu nome. A Irmandade de Nosso Senhor dos Passos, criada a 03 de julho de 1862 comprometeu-se a construir uma Capela e lá celebrar todos os anos a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tendo como vigário na época o Padre Pedro Garcia Monteiro Bretas, a capela foi construída e teve licença para a celebração de missas e demais ofícios religiosos em 31 de maio de 1872 pelo então Bispo de São Sebastião do Rio de Janeiro Dom Pedro Maria de Lacerda, sendo vigário nesta época o cônego Gonçalves.

A partir desta data na Capela dos Passos, passou-se a celebrar todos os anos a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo desde então muito concorrida a Semana Santa no município, vindo pregar neste período grandes oradores. Mais tarde, a Capela sofreu algumas reformas, mas sempre obedecendo o estilo primitivo. Por duas vezes serviu como Matriz; quando da construção da Nova Igreja Matriz em 1877 e na reforma da mesma Matriz em 1975. Internamente, a Igreja apresenta em seu altar-mor, Cristo Crucificado em madeira e à direita a imagem também em madeira de Nossa Senhora de Lurdes.

Na parte inferior do púlpito encontra-se depositada a imagem de Cristo no Calvário. Destaca-se no altar-mor duas grandes pilastras em estilo romântico. Nas paredes laterais, encontra-se as quatorze estações da Via Sacra e no lado esquerdo um antigo púlpito de madeira caracterizando a época em que não era permitido a pregação de costas para o altar-mor. Há também na Igreja as imagens centenárias, em madeira, de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores com aproximadamente dois metros, que participam das procissões. O teto em madeira tem como adorno dois belos lustres. O piso é de mármore em xadrez preto e branco sobre o qual encontram-se quatorze bancos em madeira. No pátio da Igreja, à esquerda, há uma gruta com a imagem em madeira, de Nossa Senhora de Lurdes com aproximadamente 50 cm.

Igreja Nossa Senhora da Conceição

A Igreja Nossa Senhora da Conceição encontra-se situada em uma colina de onde descortina-se grande parte do Vale do Paraíba. Nos anos de 1926 e 1927 foram tomadas as primeiras providências para construção de uma Capela na comunidade de Ilha dos Pombos, tendo como padroeira Nossa Senhora da Conceição.À frente do movimento, encontrava-se o casal João Cavalcanti e Auta Eiras Cavalcanti, que havia fixado residência no município por volta de 1924.

Esses devotos receberam a colaboração de um grupo de católicos idealistas, entre eles a Sra. Hermínia Quintas, diretora da Escola Pública local e da Sra. Celestina, esposa de um dos chefes da Usina da Ilha, entre outros devotos. A Capela foi erguida com auxílios diversos oferecidos pela Light e com o produto arrecadado em festas organizadas por uma Comissão, tendo sempre a frente a Sra. Auta Eiras Cavalcanti. A mão-de-obra foi toda ofertada pelos empregados da Light, que atuaram na Usina Ilha dos Pombos, na década de 20, após sua jornada diária de trabalho. Finalmente, em 10 de maio de 1929, em meio a grande festa, foi oficiada missa solene pelo padre Aprígio Justiniano Barbosa de Morais, da Paróquia do Carmo e inaugurada a Capela de Nossa Senhora da Conceição.

Internamente, no altar-mor está a imagem de Nossa Senhora da Conceição, com aproximadamente 70 cm. Nas paredes laterais encontra-se à direita a imagem de São José com 30 cm e à esquerda a do Sagrado Coração de Jesus com 40 cm. No centro do altar-mor, encontra-se o Sacrário, em madeira, onde está depositado o Santíssimo. Nas paredes laterais da nave central encontra-se à esquerda as imagens de Nossa Senhora de Fátima com 80 cm, Santa Terezinha com 30 cm, Santa Luzia, Nossa Senhora Aparecida e São Sebastião com 50 cm. À direita estão as imagens de Nossa Senhora das Cabeças com 80 cm, Nossa Senhora das Graças com 32 cm, Santa Terezinha com 25 cm e Santo Antônio com 55 cm.

As imagens da nave central e do altar-mor são moldadas em gesso. Na Sacristia, à direita, há um confessionário antigo, em madeira. No pórtico à esquerda localiza-se a pia batismal em mármore, e à direita uma escada em caracol, de madeira, que conduz ao coro. Dois lustres adornam o teto da Igreja, em madeira. O piso é revestido de azulejos e há em seu interior oito bancos também em madeira. Externamente, à direita da Igreja está o campanário. Após entrar na Rod. RJ-158, seguir por 10 km - Ilha dos Pombos.

Igreja Nossa Senhora das Dores

A Igreja Nossa Senhora das Dores está circundada pela Praça Francisco Lourenço Alves, pelo Barracão e por casas residenciais e comerciais de Porto Velho do Cunha. Segundo contam moradores antigos de Porto Velho do Cunha, antes da construção da Capela atual, foi erguida pelos devotos, na década de 20 ou 30 do século passado, uma pequena capela toda em madeira, no local onde hoje existe o campo de futebol do vilarejo. Na parte lateral deste campo, acha-se enterrada uma grossa peça de madeira de lei, que os antigos dizem ter sido um dos esteios da citada capela, que tinha São José como padroeiro. Anos depois, devido ao mau estado de conservação da capela, foi ela derrubada e a imagem de São José guardada.
Em 13 de maio de 1849, foi dado o primeiro passo para a construção da atual Capela, com a escritura de "Doação ao Povo", com a finalidade de construí-la em um terreno de "nove alqueires de planta de milho", doação feita pelo Tenente-Coronel José Garcia de Matos e sua esposa D. Rita Maria de Almeida, "possuidores de metade da fazenda sita Porto Velho do Cunha, denominada Bela Vista, na margem direita do Rio Paraíba, município de Cantagalo".

Nada se sabe sobre os devotos que contribuíram com dinheiro, trabalho e dádivas diversas para a construção da atual Capela, que tem como padroeira Nossa Senhora das Dores, e foi inaugurada em 09 de junho de 1853. A imagem de São José, que emoldurava a primeira capela, encontra-se também na atual desconhecendo-se os motivos que levaram os devotos a trocar de padroeiros. Na parte interna da Igreja encontramos no altar-mor, em madeira, caracterizado por duas colunas em estilo romântico, a imagem centenária de Nossa Senhora das Dores com aproximadamente 1,50 m e a antiga imagem de São José, em madeira com 30 cm, antigo padroeiro da atual capela.

À esquerda do mesmo, está a imagem em gesso de Nossa Senhora com 60 cm e uma pia batismal em mármore com tampo de madeira.À esquerda tem-se a imagem em gesso de Nossa Senhora de Fátima com aproximadamente 70 cm. Nas paredes laterais da nave central, à esquerda, estão depositadas as imagens em gesso do Sagrado Coração de Maria e São Geraldo, ambas com 50 cm e a imagem de Nossa Senhora das Graças com 1,20 m, aproximadamente. Também deste mesmo lado fica o púlpito, em madeira.

À direita da nave central com aproximadamente 50 cm, estão também moldadas as seguintes imagens em gesso: Sagrado Coração de Jesus, Santa Luzia e Santa Bernadete, além da imagem de Nossa Senhora da Conceição com aproximadamente 1,20 m. No teto em madeira há dois lustres. O piso é em mármore onde se encontram quatorze bancos em madeira. No pórtico à direita há uma escada em caracol que conduz ao coro. No pátio externo à direita da Capela, encontra-se o campanário com dois antigos sinos de bronze de 50 cm cada um. Praça Francisco Lourenço Alves, 26 - Porto Velho do Cunha.