A origem dos municípios de Cardoso Moreira e Italva encontra-se ligada à de Campos, município ao qual pertenciam até recentemente, como sedes distritais.

Os campos dos índios goitacases, área onde se situa grande parte do município de Campos, foram ocupados a princípio por criadores de gado. Posteriormente, a região progrediu com a cultura da cana-de-açúcar, que se expandiu pelos aluviões entre o Rio Paraíba do Sul e a Lagoa Feia.

No século XVIII, a economia local girava exclusivamente em torno de atividades rurais e o vilarejo só foi elevado à categoria de cidade em 1835, com o nome Campos dos Goytacazes.

Uma das peculiaridades da cultura canavieira na planície campista era a existência, ao lado dos latifúndios, de grande número de pequenas propriedades. Este fato talvez possa explicar a relativa rapidez com que se recuperou a agricultura do município após a Lei Áurea. A grande riqueza de Campos, no século XIX, pode ser creditada à expansão da produção açucareira, inicialmente apoiada nos engenhos a vapor, mais tarde substituídos por usinas de açúcar.

Várias dessas antigas usinas foram absorvidas pelas maiores, em anos recentes, concentrando-se a produção em menor número de estabelecimentos. A pecuária sempre manteve papel importante na economia da região, e o café foi responsável pela prosperidade dos antigos distritos de Cardoso Moreira e Italva, hoje municípios desmembrados de Campos, na parte oeste, e no nordeste do município, onde hoje predomina o gado leiteiro.

Câmara de Vereadores / Antiga Estação Ferroviária

Antigo prédio da Estação Ferroviária de Cardoso Moreira. Ramal Carangola. Este prédio e o ramal foram construídos pela companhia em que o Comendador Cardoso Moreira era acionista. Para sua inauguração em 1878 vieram D. Pedro II e a Princesa Isabel. Para sua utilização como Câmara, o interior foi restaurado mantendo-se no atual plenário a porta de correr que pertencia ao armazém. No local onde se vendiam os bilhetes hoje é o escritório da Câmara e o local está descaracterizado. Externamente a construção foi restaurada e o prédio mantém as linhas graciosas das construções ferroviárias da época. Fazem parte do conjunto arquitetônico - do outro lado da rua - a caixa d'água que alimentava de água a Maria Fumaça e o prédio do rancho, construção da época em aço pré-moldado, com telhado do mesmo material onde funcionários da rede dormiam e tomavam suas refeições. Nesse local havia também um depósito de ferramentas. Hoje é o DPO da cidade. Vale observar que a construção das estações e os materiais utilizados para os ranchos acompanhavam a tecnologia que instalou a estrada e trouxe as máquinas. Rua Coronel Salgueiro - Centro.

Igreja Matriz de São José

Igreja construída na década de 30. Reformada várias vezes. Na última reforma foi executada pintura em seu altar com excelente trabalho em perspectiva de um altar em colunas. Na reforma dessa época foi instalada luz atrás do altar que reforça a ilusão de profundidade. Rua Coronel Salgueiro - Centro.