A região onde está situado o atual município era habitada por índios Goitacás, Guarulhos e Puris. Sua colonização foi iniciada por Miguel Aires Maldonado, na primeira metade do século XVII. Naquela época, predominava a pecuária, que atendia o mercado do Rio de Janeiro. Durante a segunda metade do século XVII e a primeira do século XVIII, a região foi sacudida por violentos conflitos pela posse da terra, entre os herdeiros.

No século XVIII, a atividade açucareira consolidou-se e desenvolveu-se, tanto em grandes latifúndios como em pequenas propriedades, expandindo-se, no século XIX, inicialmente nos engenhos e, mais tarde, em usinas.

Campos dos Goytacazes teve muita importância no século XIX pela sua poderosa aristocracia agrária, surgida através da atividade açucareira, influindo enormemente na política e no poder do Império. Elevada à Cidade em 1835, abandonou o absoleto porto de São João da Barra, passando a utilizar o de Imbetiba. Com a inauguração da ferrovia Campos-Macaé e a construção de rodovias, expandiu-se a indústria açucareira e a cultura do café.

Em 1974, foi descoberto amplo lençol petrolífero no campo de Garoupa, na plataforma continental da Bacia de Campos, o que contribui significativamente, com pagamento de royalties em sua receita municipal.

Asilo Nossa Senhora do Carmo

Antiga casa do Engenho de Santo Antônio ou casa da Fazenda Grande do Beco, tem sua construção datada do início do século XIX. Em 1846, hospedou Dom Pedro II em sua primeira visita a Campos, quando nessa ocasião foi realizado o baile em homenagem ao Imperador.

Capela de Nossa Senhora do Rosário

Edificada provavelmente na metade do século XVII, por fidalgos portugueses no período dos Viscondes de Asseca. De características barroca, simples tanto interna como externamente. A imagem da padroeira veio de Lisboa em 1650, por determinação do donatário da capitania, Salvador Corrêa de Sá e Benevides. Essa imagem vai a capela somente em dia de festa.

Casa da Fazenda dos Airizes

A construção do prédio foi esteios de madeira de lei e tijolos, madeiramento de pau-brasil, peroba e outros. Tombada pelo SPHAN em 19/02/1940, encontra-se em péssimo estado de conservação. . Corre a lenda de que este teria sido o casarão do romance "A Escrava Isaura". Rodovia BR-356, s/nº - Martim Laje.

Casa de Cultura Vila Maria

Sua construção data de 1918, para residência de Dona Maria Queiroz de Oliveira, conhecida como D. Finazinha, teve como arquiteto José Benevento, que a concebeu no melhor estilo de vilas italianas. Entre os anos de 1979/89, foi sede do Governo Municipal, que a restaurou e manteve até que no início dos anos 90, com a instalação da UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense), nela foi instalada a sede da reitoria conforme testamento de sua proprietária.

Chafariz da Praça das Quatro Jornadas

Em 1902, a Companhia Campos Sindicate, empresa brasileira de abastecimento de água e tratamento de esgoto doou ao 1º prefeito da cidade - Manoel Rodrigues Peixoto - o Chafariz de louça belga e estilo \"Bolo de noiva\", para que o mesmo viesse a ornar o jardim fronteiriço à Igreja Mãe dos Homens (demolida na década de 60). Obs.: A praça detém o nome de \"Quatro Jornadas\", por nela ter sido desenrolado as quatro investidas à Câmara Municipal, aí localizada, pelos cidadãos campistas, liderados pela fazendeira Benta Pereira, contra os camaristas, dominados pelos déspotas donatários, os Viscondes de Assecas.

Fórum Nilo Peçanha

Suas obras foram concluídas em janeiro de 1967, como parte dos festejos do centenário da cidade de Campos. Seu estilo greco-romano, inspirado no Partenon de Atenas, foi obra dos arquitetos Pedro Campofiorito e José Benevento.

Hotel Gaspar

Sua construção data de aproximadamente de 1830, para residência urbana do Comendador Paraíba, Sr. José Gomes da Fonseca Paraíba, próspero fazendeiro campista. Quando morreu em 1882, o comendador havia deixado seus bens para a Santa Casa de Misericórdia em uso fruto de sua viúva, que vendeu o prédio ao português Gaspar Cardoso. Este passou a explorar o hotel com o nome Grande Hotel Gaspar, ponto de encontro para reuniões abolicionistas e republicanas, assim como palco de festas memoráveis, principalmente no período em que lá se hospedavam os franceses e ingleses contratados para serviços de melhoramentos da cidade. Nele se hospedaram personagens ilustres como Carlos Gomes (1891) e Mário de Andrade (1935). O prédio sofreu várias reformas, até adquirir fachada eclética que tem hoje.

Igreja de Santo Amaro

Praça de Santo Amaro, Centro - Santo Amaro de Campos - 36,7 Km da sede. Sua construção teve início em 1735 e concluída em 1790, tendo sofrido sucessivas reformas, responsáveis por sua descaracterização. Suas torres datam de 1945. Em 1648, o mosteiro de São Bento recebeu do donatário da capitania, 40 braças de terra, onde se encontra hoje a sede do distrito de Santo Amaro. Segundo a lenda, a capela foi construída por desejo de Santo Amaro, uma vez que a imagem do santo, que estava no mosteiro, desaparecia com freqüência, sendo encontrada sempre num monte onde foi erguida a igreja.

Igreja de São Francisco

Neste local, em 1652, foi erguida uma capelinha em louvor ao São Salvador, por ordem do donatário Salvador Corrêa de Sá e Benevide, mais tarde deslocada para a praça principal e no local erguida então a igreja em homenagem a São Francisco. Em estilo barroco do terceiro período, com colunas de movimento expressivo. No frontão, ao centro, um nicho com a imagem de São Francisco, ladeado por dois anjos e ornatos sobre as portas, com motivos em frutas tropicais.

Igreja de São Sebastião

A igreja impõe-se ao conjunto arquitetônico existente. Sua construção data aproximadamente da segunda metade do século passado. De frontão triangular e linhas simples, apresenta um interior mais requintado, com altares entalhados em madeira, assim como o forro e o piso.Em estilo barroco do terceiro período, com colunas de movimento expressivo. No frontão, ao centro, um nicho com a imagem de São Francisco, ladeado por dois anjos e ornatos sobre as portas, com motivos em frutas tropicais. Rua Treze de Maio, 182 - Centro.

Igreja Matriz de São Salvador

Foi a primeira igreja de Campos, mandada construir pelo donatário Salvador Corrêa de Sá e Benevides, em 1652, no local onde hoje esta localizada a Igreja de São Francisco. Foi transferida para o local onde hoje se encontra em 1678. Em 1722 foi substituída por outra mais ampla, mais de acordo com o desenvolvimento da Vila. Em 1929, foi elevada à categoria de Catedral, quando então foi demolido o templo para dar lugar à atual matriz, em estilo neoclássico, obra de Dom Henrique Fernandes Morão, 1º Bispo de Campos e do Monsenhor de Barros Uchôa.

Igreja Nossa Senhora da Lapa

Construído entre os anos de 1740 a 1748, com um anexo onde outrora funcionou o quartel do Destacamento de Milicianos, mais tarde foi destinado ao Seminário, isso já no século XIX, servindo também de sede de Liceu de Humanidades. Hoje conhecido como Asilo da Lapa, é dirigido por freiras da Ordem das Irmãs Carmelitas da Providência Divina, que tem seu trabalho voltado às meninas órfãs. Guarda em sua história o lendário mistério do folclórico Ururau da Lapa.

Igreja Nossa Senhora do Carmo

Erguida em 1752, a Igreja da ordem 3ª do Carmo, de estilo barroco do segundo período, foi totalmente remodelada e enriquecida por pinturas a cargo do artista espanhol Ubeda Marín. Esta uma das igrejas tradicionalistas de Campos, das que não aderiram às transformações do Concílio Vaticano. Obs: Não é permitido às mulheres o uso de roupas masculinas ou cavadas e aos homens bermudas ou camisetas.

Igreja Santa Efigênia

A Irmandade de Santa Efigênia tinha sua sede na Igreja nossa Senhora do Rosário, até que em 1853 foi decidido a contrução de um templo próprio. Foi a primeira Igreja construída depois da elevação da Vila a cidade de Campos dos Goytacazes.

Igreja São Benedito

Situada numa das partes da Praça Nilo Peçanha, antigo Jardim São Benedito, a Igreja teve suas obras iniciadas em 1866. Foi inaugurada em 1875. Sua Capela-mor foi edificada em estilo coríntio

Igreja. de Nª Sª do Rosário

Construída na segunda metade do século XVII, de inspiração barroca, hoje bastante descaracterizada devido as várias reformas que recebeu. A imagem da Padroeira no altar mor, foi esculpida em pedra em Portugal.

Liceu de Humanidade de Campos

Edificado entre os anos de 1861 e 1864 para a residência rural do Barão da Lagoa Dourada. Com a morte do Barão em 1875, foi arrematado por uma comissão municipal, que consegue em 1880, criar o Liceu da Humanidade de Campos e instalá-lo no atual prédio, em 1884. Por seus bancos escolares passaram nomes que vieram a se tornar ilustres, como o do ex-presidente Nilo Peçanha e ainda, filósofos, médicos, prefeitos, deputados e senadores, além de artistas, músicos e poetas

Lira de Apolo

Inaugurado em 1912, foi construído graças a donativos e a bondade de seus associados. Edificada ao gosto eclético e com dois pavimentos, servia as apresentações da banda "Lira de Apolo" e seus ensaios. Ainda são ministrados cursos à comunidade.

Mosteiro de São Bento

Sua construção teve início na metade do século XVII, por volta de 1636, sendo concluída somente em fins do século XVIII. Em 1965 um incêndio destruiu parte da igreja, junto com seu mobiliário. O conjunto é formado pelo convento, capela e cemitério. Hoje o Mosteiro, sede da paróquia de Nossa Senhora do Rosário, administra 35 capelas.

Museu Barbosa Guerra

O Museu Dr. Barbosa Guerra foi fundado com o nome de Museu de Imprensa Silva Arcos em 1º de janeiro de 1931, pelo Dr. Manuel Alberto Barbosa Guerra,que organizou um acervo de jornais e revistas editadas em Campos e municípios vizinhos desde 1830, bem como reuniu objetos pertencentes aos índios goytacazes, e aos escravos africanos, que eram trazidos para trabalhar na produção açúcareira. Hoje, além de possuir os exemplares de revistas e jornais, objetos e mobiliários a ntigos, conta com uma videoteca de 500 títulos, uma biblioteca com uma biblioteca com mais de seis mil livros, e um laboratório de fotografia.

Museu Campos dos Goytacazes

Construção data do século XVIII, tendo sofrido reformas no século XIX para receber a visita de Dom Pedro II e ampliação em 1903, com outras tantas transferências internas para adaptações as suas várias utilizações durante o século XX. Hoje abriga o Projeto Museu da cidade, que desenvolve exposições temporárias, aguardando reforma do prédio para sua definitiva instalação.

Museu Ferroviário

Foi criado pela Divisão Operacional de Campos, SR-3 com o apoio técnicos da PRESERVE- Programa de Preservação do Patrimônio Histórico Artístico do Ministério dos Transportes. O Museu Ferroviário inaugurado em março de 1985, tem por objetivo contar a história da estrada de ferro na região através de fotos, textos e objetos usados tanto nas estações como nos trens ou para manutenções destes. Atualmente o acervo poderá ser passado à Municipalidade.

Sede do Corpo de Bombeiros

Edificado na antiga rua D. Pedro, hoje Rui Barbosa, por seu proprietário Manoel Pinto Neto da Cruz, o Barão de Muriaé, para sua residência urbana, por volta de 1840, em centro de terreno cercado de pomares e jardins. Foi adquirido pelo Estado em 1897 para ali instalar a companhia de ferro Campista. Posteriormente foi ocupada pela Companhia Independente do Corpo de Bombeiro da Polícia Militar. Desde 1976 abriga o 5º Grupamento de Incêndio.

Solar da Baronesa

Sua construção data da 1ª metade do século XIX e foi construída para servir de residência rural da família do Barão de Muriaé, Sr. Manuel Pinto Neto da Cruz. Foi palco dos saraus que recepcionaram D. Pedro II, quando por ocasião de suas visitas à Campos. Com a morte do Barão, sua viúva, D. Raquel, recebeu o título de Baronesa e viveu ainda por muito tempo no solar, que por essa razão ficou conhecido por "Solar da Baronesa". Foi tombado pelo SPHAN em 1940. Em 1994, a Academia de Letras repassou para a UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense), a responsabilidade de manutenção e ocupação do prédio.

Solar do Carmo

Antiga casa do Engenho de Santo Antônio ou casa da Fazenda Grande do Beco. O Solar foi construído no século XIX pelo Barão de Carapebus e dele é parte integrante a Capela de Nossa Senhora do Carmo, sendo uma das mais importantes construções da fase áurea do ciclo do açúcar. Em 1846, hospedou Dom Pedro II em sua primeira visita a Campos, quando nessa ocasião foi realizada o baile em sua homenagem. Hoje sedia um abrigo de idosos, fundado em 1904 pela conferência Vicentina de São Francisco de Assis.

Solar do Visconde de Araruama

A construção data do século XVIII, tendo sofrido reformas no século XIX para receber a visita de D. Pedro II, que ali almoçou com Visconde e realizou a cerimônia do beija a mão.
Em 1903 recebeu ampliação, com outras tantas transferências internas para adaptações às suas utilizações durante o século XX. Hoje Museu de Campos, em restauração.

Solar dos Ayrizes

Construído em fins do século XIX. Sem exageros decorativos, em estilo colonial, harmonioso e equilibrado, foi tombado pelo SPHAN em 1940. Corre a lenda de que este teria sido o casarão do romance "A Escrava Isaura" e que ela a cada primeira lua cheia do ano, atravessa a estrada, nua arrastando correntes para se banhar no rio.

Solar e Capela da Fazenda do Colégio

Construído em fins do século XVI, com a finalidade de "colégio", pelos jesuítas, proprietários das terras, a maior fazenda da região na época. Quando da expulsão dos jesuítas do Brasil, o prédio foi vendido em hasta pública. Em 1992,com a instalação da UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense) em Campos e a necessidade de prédio para implantação da Escola Nacional de Cinema e TV, o Solar passou a integrar o patrimônio da Universidade que o restaurou e o equipou.

Teatro Municipal Trianon

A obra de construção do novo Trianon foi iniciada em novembro de 1991, com base em projeto de José Luís Puglia, sendo concluída em julho de 1998. Consta de um complexo cultural com vários espaços, somente o teatro tem 920 lugares.