Segundo a tradição, o desbravamento das terras do Município de Bom Jardim, se deu entre 1770 e 17786, quando garimpeiros clandestinos, chefiados pelo bandoleiro português Manoel Henrique, o "Mão de Luva", lavraram os leitos dos córregos afluentes dos rios Macuco, Negro e Grande. Confirmando a viabilidade desta história, existe no Município, no local onde as águas do rio São José se lançam no leito do rio Grande, cavernas naturais, conhecidas desde tempos remotos como "Furnas do Mão de Luva". Entretanto, datam do início do século XIX as notícias sobre as primeiras colônias agrícolas da região, formando um núcleo populacional na margem do rio São José, com o topônimo de São José do Ribeirão.

Em 1857 o núcleo foi elevado à categoria de freguesia, começando logo a atrair um maior número de colonos não só nacionais, como portugueses, suíços, alemães e italianos.

A formação do povoado que tomou o nome de Bom Jardim, segundo a tradição, foi devido ao fato de se negarem os habitantes de São José do Ribeirão a consentir na passagem dos trilhos da Estrada de Ferro Cantagalo por suas terras, receosos de que as fagulhas das locomotivas viessem a danificar suas plantações.

Devido ao progresso trazido pela estrada de ferro que a cortava, pouco a pouco, Bom Jardim, o nova localidade de Cantagalo, entrou em franca fase de prosperidade, suplantando a de São José do Ribeirão, pertencente ao Município de Nova Friburgo.

Em 24 de março de 1891, já sob o regime republicano, com a criação do Município de Cordeiro, por força do Decreto nº 180, Bom Jardim passou a constituir um dos seus Distritos, sendo desmembrado de Cantagalo.

A criação do Município se deu em 1893, com o nome de Bom Jardim, sendo este topônimo modificado para Vergel, em 1943, a contragosto dos habitantes da Cidade. A nomenclatura original de Bom Jardim foi restabelecida em 1947, por força das disposições transitórias da Constituição do Estado do Rio de Janeiro.

Biblioteca Municipal João XXIII

Situa-se na rua Péricles Corrêa da Rocha, fazendo parte do seu entorno, a quadra de esportes da Prefeitura, a oficina Santa Rita de Cássia e casas residenciais. Sua inauguração data de 19/11/1941, sob a gestão do Prefeito Celso Peçanha.

Busto em Homenagem ao Cel. Antônio José Maria Monerrat

Situado na Praça Coronel Monerrat, no centro da sede, o busto tem como entorno a Igreja Nossa Senhora da Conceição, casas comerciais e residenciais. Filho de Henrique Monerrat e de Maria Rosalina Marcron Monerrat. Como Chefe Executivo Municipal, foi o último presidente da Câmara Municipal de Bom Jardim, no período de 1916 até o dia 31/07/1922. Conseguiu grandes melhoramentos para a cidade: Criação da Comarca, Telégrafo e construção da Cadeia Pública. O seu busto em bronze, erguido na praça, foi inaugurado em 01/11/1928 e mede 0,50 cm de altura e está sobre um pedestal de aproximadamente 1,50 m de altura, em concreto. Praça Coronel Monerrat - Centro.

Casa da Cultura Mário Machado Nicoliglio

Situa-se na rua Péricles Corrêa da Rocha, fazendo parte do seu entorno a oficina de Santa Rita de Cássia e casas residenciais. Sua inauguração data de 09/12/1981.
A Casa de Cultura funciona como sede da Secretaria de Educação e Cultura e tem como meta ampliar e melhorar a qualidade do ensino, favorecendo o acesso e a permanência dos alunos de 1º grau da rede Municipal do Estado do Rio de Janeiro.

Igreja Nossa Senhora da Conceição

Situada na Praça Coronel Monerrat, a Igreja tem como entorno a gruta Nossa Senhora de Lourdes, a Sociedade Musical Recreio Bom Jardinense, casas residenciais e comerciais. De acordo com o decreto de 3 de dezembro de 1912, lavrado no Palácio Episcopal de Niterói e assinado pelo Bispo D. Agostinho Francisco Benassi, foi criada esta Igreja. No dia 7 do referido mês chegou a Bom Jardim o Pe. Antônio Alves Mendes, nomeado vigário da nova Igreja, que no dia seguinte (08/12/1912) rezou a missa e leu o decreto da criação da Nova Igreja. A matriz é modesta no exterior, tendo uma torre com 5 metros de base por 30,5 metros de altura. O interior da igreja também é modesto, possuindo altar-mor em mármore com a imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira, e mais dois laterais, com o Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora do Rosário. Nas paredes laterais encontram-se imagens em madeira da Via Sacra. Praça Coronel Monerrat, s/nº - Centro.

Igreja São José Operário

Situada na rua Theódulo Elias da Cruz, a Igreja tem como entorno a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, casas residenciais e comerciais. É a paróquia mais antiga. Foi criada pela Lei Provincial nº 969, de 13 de outubro de 1857, sendo antes curato. Em 1835 edificou João Luiz Ribeiro uma simples capela na localidade, que naquele tempo não era mais do que uma simples fazenda. Esta capela funcionou primeiro sob a inovação de Nossa Senhora da Conceição, sendo visitada até a sua elevação à Paróquia, em 1857, pelo padre suíço Jacó Joye, 1º vigário da Paróquia de São João Batista de Nova Friburgo. A partir de 1880, o povo da freguesia tratou dos preparativos para a construção da igreja, que afinal no dia 18 de maio de 1888, foi benta e inaugurada. A igreja foi edificada por escravos, em alvenaria de pedra, possuindo uma torre sineira e em seu frontão triangular, um relógio. Seu altar-mor é em mármore, tendo nas laterais as imagens de São José e Nossa Senhora da Conceição, em madeira. Nas paredes laterais estão imagens da Via Sacra em gesso. Rua Theódulo Elias da Cruz s/nº - São José do Ribeirão.