A origem do Município de Barra Mansa pode associar-se a uma capela, erguida antes de 1820, sob a invocação de São Sebastião, nas proximidades da foz do rio Barra Mansa.

Centro de diversos roteiros de tropas, a localidade foi, em épocas remotas, etapa preferida pelos viajantes de Minas, São Paulo e Goiás, o que propiciou seu rápido desenvolvimento.

Entretanto, aquele caráter primitivo de simples pousada foi, pouco a pouco, se perdendo, não só porque o intenso afluxo de mercadorias que transitavam em suas estradas convidava ao estabelecimento do comércio, como porque a fertilidade das terras atraía os colonos para as atividades agrícolas. Na primeira metade do século XIX multiplicou-se, o número de fazendas, de engenhos e de plantações, destacando-se as de café.

A mais antiga propriedade parece ter sido a de Custódio Ferreira Leite, Barão de Aiuruoca, considerado um dos primeiros habitantes de Barra Mansa e que se fixou nas margens do Paraíba, enquanto Antônio Marcondes do Amaral, outro pioneiro, se instalava em N. S. do Rosário dos Quatis.

Foi o Barão, entretanto, o primeiro a doar as terras onde deveria ser criada a Vila e a reservar, nas circunvizinhanças, áreas que seriam concedidas aos que nelas se quisessem fixar.

Em 1871 foi inaugurado trecho da Estrada de Ferro D.Pedro II, com a presença do Conde d'Eu, fato de extrema importância para o desenvolvimento do Município.

No ano de 1900 foi construído um outro trecho ferroviário pertencente à Estrada de Ferro Oeste de Minas. Esta ferrovia muito contribuiu para a retomada econômica de Barra Mansa que, com a promulgação da Lei Áurea, teve atingido a sua economia em virtude do êxodo das lavouras.

Desfrutando de situação privilegiada como centro ferroviário, o Município substituiu a lavoura pela pecuária extensiva, que requeria menor número de braços. Barra Mansa, em seu crescente progresso, passou da pecuária à indústria.

A casa, que pertenceu ao Barão do Amparo, está localizado no centro do distrito de Nossa Senhora do Amparo, em frente à igreja de mesmo nome. À sua direita, a antiga "Rua Direita", hoje rua Comendador Luís Pereira de Castro, com calçamento feito de pedra, pela mão de obra escrava da época. Não se tem conhecimento do ano de sua construção, entretanto, na entrada há a inscrição de uma data - 1870, data provável da conclusão das obras.

Biblioteca Municipal de Barra Mansa

A biblioteca foi criada em 20 de dezembro de 1871. Funcionou em vários locais, até que em 1952 se fixou na Galeria das Flores, por mais de 30 anos. O local era amplo, porém úmido. A prefeitura, então, cedeu a sala, antes ocupada pela TELERJ, para a instalação da biblioteca Foram feitas algumas reformas, e em 1987 a biblioteca começou a funcionar, para atendimento ao público, no atual local.

Igreja Matriz de São Sebastião

A Igreja está localizada no centro comercial de Barra Mansa, ocupando mais da metade da Praça Ponce de Leon. Foi construída na fase áurea da região, logo depois da instalação do município em 1865, quando este experimentou grande progresso devido à cultura de café. A edificação foi nitidamente influenciada nos moldes neo-clássicos traçados pelo arquiteto da Missão Francesa de 1816, Gran Jean de Montigny. Nas laterais do edifício, duas torres com campanário, cúpula e ornatos nas extremidades. A Igreja foi prejudicada em sua arquitetura pelas modificações na fachada, pelos sobre-pisos, escadas e retábulo substituído por painel em azulejos vitrificados.

Igreja Nossa Senhora do Amparo

Construída por iniciativa do Visconde de Rio Bonito, então Presidente da Província do Rio de Janeiro. Sua fachada elegante sem excessos de adornos é um bom exemplo da arquitetura neoclássica religiosa. O prédio mantém-se em bom estado de conservação, não tendo sofrido nenhuma alteração interna ou externa. Distrito de Nossa Senhora do Amparo.

Prédio da Antiga Estação Rodoviária

A fachada principal do prédio se compõe, no eixo central, de uma porta em folha dupla de madeira, verga em arco pleno e sobreverga. À sua direita, outra porta e uma janela com as mesmas características. No 2º pavimento, no alinhamento dos vãos do térreo, cinco janelas com verga reta e sobrevergas. Cimalha e platibanda coroam a construção. O prédio foi inaugurado em 1871, com a presença do Conde D'Eu e da Princesa Isabel. Recentemente foi tombado pelo INEPAC para ser restaurado e dar lugar a um museu.

Prédio da Câmara Municipal

O prédio teve sua construção iniciada no ano de 1857, na administração do Comandante Lucas Antônio Monteiro de Barros, e concluída em 1865, na administração do Comendador Joaquim José Ferraz de Oliveira, o "Barão de Guapy". No ano de 1914, na gestão do primeiro prefeito nomeado, Engenheiro João Luís Ferreira, a Câmara cedeu a parte térrea do seu prédio para que nela fosse instalada a Prefeitura Municipal, que durante 70 anos funcionou no local. Através da resolução nº 06/84, a Câmara Municipal denominou o atrativo de "Palácio Barão de Guapy". Em 1970, foram executadas , no pavilhão superior, obras de amplidão da casa. Sua fachada principal compõe-se de dois degraus que dão acesso à entrada principal, porta em folha dupla de madeira almofadada. Simetricamente a porta, cinco janelas em folha dupla de madeira e verga em arco plano. No 2º pavimento existem onze portas de madeira, encaixilhadas em vidro, com sacadas privativas em ferro. Cimalha, platibanda com adornos e frontão triangular no eixo central do edifício, com desenhos. Entre os vãos das janelas, colunas que vão de base à cimalha.

Prédio do SESC - Serviço Social do Comércio

O SESC só começou a funcionar no local em novembro de 1987. A construção conservou exteriormente as mesmas características de influência neo-clássica. Na fachada principal, dois degraus em mármore dão acesso a uma varanda em primeiro plano, com seis colunas, frontão triangular com beiral e cobertura em telha canal. em segundo plano, dentro do limite da varanda, porta principal em quatro folhas de madeira, almofadadas e verga semi curva.