A origem dos municípios de Areal e Comendador Levy Gasparian encontra-se ligada a de Três Rios, município ao qual pertenciam até recentemente, como sedes distritais. A época de desbravamento da região acha-se ligada ao ciclo do ouro, intensificando-se quando bandeirantes e faiscadores atingiram a foz do Rio Paraibuna, que nasce em Minas Gerais, no Rio Paraíba do Sul, na região de Três Rios.

Nas primeiras décadas do século XVIII, verifica-se a formação de alguns núcleos na área, como o de Nossa Senhora de Monte Serrat, que passou a desempenhar importante papel no estabelecimento do registro, com a finalidade de evitar o contrabando de ouro e diamantes e arrecadar os direitos reais de passagem. Também outros núcleos se desenvolveram na região, como os de Nossa Senhora de Bemposta e São Sebastião de Entre Rios, aglomerados populacionais incentivados pelo fato dessa zona constituir o acesso entre Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O processo de desenvolvimento econômico de Três Rios operou-se graças à introdução da cultura do café no século XIX. Com a decadência da cafeicultura, porém, as terras foram ocupadas para agricultura de subsistência e pecuária de corte, posteriormente transformada em pecuária leiteira. A partir da inauguração da rodovia União Indústria, em 1858, a localidade de Entre Rios passou a ser beneficiada por vários melhoramentos, convertendo-se em grande centro comercial. Em 1867, foi implantada a Estrada de Ferro D. Pedro II, com cruzamento da estrada de rodagem no local, tornando o núcleo de Entre Rios importante entroncamento rodoferroviário.

Apesar do progresso experimentado, somente após a República, em 1890, foi criado o distrito de Entre Rios que, juntamente com Monte Serrat, Areal e Bemposta, fazia parte do município de Paraíba do Sul. Em 1938, esses distritos foram desmembrados daquele município e constituíram o município de Entre Rios, mudado para Três Rios em 1943.

Igreja de São Silvestre

A capela atual não é a original. Foi construída no local da antiga capela que pertencia ao cemitério da Fazenda São Silvestre, de propriedade do Sargento-Mor José Vieira Afonso. Não existia ainda a Estrada Rio-Bahia, sendo que as edificações da fazenda ficavam no local onde passa a estrada, hoje. No lugar da capela ficava a Casa-sede da fazenda. A construção de hoje repete o estilo singelo das construções coloniais.

Ponte Alberto Torres

Ponte metálica concluída pelo engenheiro Dr. Bulhões, em 1861, e executada pela Cia. de Estrada União-Indústria. Ponte de metal trabalhado, graciosa e elegante como eram as obras de metal desse período.

Prédio da Prefeitura Municipal

Em 1897 foi inaugurado o Hotel Valladas, propriedade de Manoel D. Valladas. Teve diversos proprietários e terminou seus dias como Hotel Marinho, nome de seu último proprietário. Era um hotel conhecido e visitado por pessoas ilustres. O Presidente Dutra e Getúlio Vargas passavam para almoçar em seu restaurante. Prédio de dois andares, com grande salão envidraçado no térreo, onde era o restaurante. Simples e interiorano, mas bastante simpático com sua fileira de janelas e balcão. Mais tarde o prédio abrigou a Associação Atlética Arealense. Hoje a Prefeitura e Câmara Municipal tem no prédio suas instalações.

Represa Barragem do Piabanha

A represa se localiza no Rio Piabanha, com uma potência de 4 875 kwh. Suas águas são barrentas, de média temperatura, não sendo permitido o banho. Os melhores locais de apreciação da represa são a ponte da barragem e a BR-040. No seu entorno destacam-se algumas árvores frutíferas, dentre as quais: goiabeiras e bananeiras.