Casa de Câmara e Cadeia

Fundado por Manuel Esteves Andrade, o povoamento de Acari, por resolução de 11 de abril de 1833, foi elevado a categoria de Vila. A arquitetura do prédio guarda aspectos das primeiras décadas do século XIX. Construído em alvenaria, com dois pavimentos, sua fachada principal possui no térreo, três portas de vergas retas, sendo a central vedada em duas folhas de madeira e as outras gradeadas. O pavimento superior, possui cinco janelas rasgadas com balcões vazados em massa e vedadas por duas folhas de madeira. Segundo Maria Elisa Carrazoni, as janelas estão enquadradas por cunhais de massa que nascem na cimalha corrida existente na linha do segundo piso e morrem na cimalha corrida superior. A janela central é ornada por frontão, também em massa e, as outras, por sobreverga em cimalha. As fachadas laterais e a fachada posterior têm cinco janelas de vergas retas no segundo pavimento. Na fachada da esquerda há uma porta de verga reta e vedação em duas folhas de madeira. O telhado de quatro águas, é escondido por platibanda e cornija corrida, em toda volta. Na fachada principal, frontão triangular com brasão no tímpano e pinhão no alto. A planta apresenta, no térreo, sala, sala de armas, corredor central, uma cela do lado direito e duas do lado esquerdo. No segundo pavimento, a que se chega por uma escada, sala com toda largura de frente, cinco compartimentos no centro e duas salas laterais.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Construída no lugar chamado Acari, do curato do Piancó, pelo sargento-mór Manuel Esteves Andrade, em 12/11/1737, por autorização do bispo de Olinda, Dom José Fialho. A capela, em homenagem a Nossa Senhora da Guia, ficou pronta em 1738, permanecendo matriz da cidade até 1867, segundo Oswaldo de Souza Câmara, deixando de ser sede paroquial, devido à construção de uma nova igreja, sendo dedicada a Nossa Senhora do Rosário. Entre 1836 a 1840, ocorreram reformas por iniciativa do capitão Tomás de Araújo Pereira, ganhando patamar e os corredores laterais. Parte das imagens que possui: Santo Ambrósio, São Bento, São Gonçalo, São Miguel, São José, N. S. da Conceição e N. S. do Rosário, datam do século XVIII, sendo consideradas a obra de escultura religiosa mais bem proporcionada do estado. Construída em tijolo cozido e liga resistente de argamassa de areia doce e barro vermelho. A fachada principal simples, com portada de verga curva encimada por cimalha e porta de folhas almofadadas. As partes laterais são fechadas por pequenos muros com portões de ferro de uma só face. Frontão em volutas, com ornatos conchóides, coroado por cruz. Pináculo sobre os cunhais. Retábulo do altar-mor em madeira. Sobre o sacrário existe um oratório de frisos e lambrequins dourados, onde se encontra a imagem de madeira da Madona do Rosário.