Capela de Santo Antônio

A localidade de Pompeu é uma das mais antigas da área sabarense, tendo suas minas pertencido ou ao paulista Padre Guilherme Pompeu de Almeida, falecido em 1713, ou ao sertanista José Pompeu. Desconhece-se, entretanto, documentação referente à construção da capela, sabendo-se que a mesma já existia em 1731, conforme indica registro de batizado ali realizado naquele ano. Ignora-se ainda a autoria da ornamentação da capela, que deve ter ocorrido em princípios do século XVIII, uma vez que seu único altar possui talha característica da primeira fase do barroco em Minas.

Igreja de Nossa Senhora das Mercês

Coube à Irmandade de Nossa Senhora das Mercês, agremiação de homens de cor, a iniciativa de construção da capela, cuja data é ignorada. Supõe-se, entretanto, pelas características construtivas, que tenha sido edificada na primeira metade do século XVIII. Sabe-se que por volta de 1781, a igreja foi parcial ou totalmente reedificada, uma vez que documento datado daquele ano indica a trasladação da imagem da padroeira para a igreja do Carmo. As obras se estenderam por muitos anos e, em 1822, ainda não estavam concluídas, pelo que se depreende do relato de Dom Frei José da Santíssima Trindade em visita à Sabará naquele ano. Posteriormente, a edificação veio a sofrer novas reformas ou restaurações. Já em 1825, ameaçada de ruína, a Irmandade decidiu fazer algumas obras de reparo na igreja.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

Deve-se à Ordem Terceira do Carmo a iniciativa da construção da igreja, cujas obras foram contratadas com o mestre Tiago Moreira, autor do risco, sendo a pedra fundamental lançada a 16 de junho de 1763. Quatro anos depois, procedeu-se a entronização da imagem de Nossa Senhora do Carmo. Entretanto, em 1768, a Ordem decidiu modificar o projeto original do frontispício, assinando mais tarde, em 1771, novo contrato com o mesmo Tiago Moreira para introdução de modificações na fachada que consistiram no emprego da pedra de cantaria nos pilares das torres, cunhais e enquadramento dos vãos. As obras compreenderam o período de 1771/1774 e contaram com a participação de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, a quem se atribui a autoria dos trabalhos de escultura que ornamentam o frontispício, especialmente a portada.

Igreja de Nossa Senhora do Ó

Deve-se aos devotos de Nossa Senhora da Expectação a iniciativa da construção da capela., cuja construção já havia sido iniciada em 1717, quando obtiveram do Senado da Câmara de Sabará doação de um terreno, através do despacho confirmado em 1º de janeiro de 1718, após verificada sua medição e demarcação. Embora já existisse no local uma pobre capela em construção, o capitão-mor Lucas Ribeiro de Almeida tomou a iniciativa da construção definitiva do corpo da igreja, contratando com o ajudante Manuel da Mota Torres os respectivos serviços, através de contrato firmado a 8 de janeiro de 1719. O aludido contrato continha especificações detalhadas da obra, e estipulava o prazo de entrega para julho do mesmo ano. Supõe-se que a obra já estivesse concluída em 29 de dezembro de 1720, data constante de um ex-voto mandado fazer pelo próprio capitão-mor Lucas Ribeiro de Almeida, com alusão a uma graça por ele obtida e a realização de festa consagrada à padroeira da capela. Através de estudos comparativos feitos a partir das especificações constantes no contrato e a atual feição arquitetônica da capela, conclui-se que o programa construtivo original foi bastante alterado.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

eve-se à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos da Barra do Sabará, fundada em 1713, a iniciativa da construção da igreja, em substituição à primitiva capelinha de madeira. Para a construção da capela definitiva foi concedido um terreno à Irmandade, conforme carta régia datada de 10 de maio de 1757, vindo a mesma a adquirir ainda, nove anos mais tarde, terreno ocupado por duas casas particulares. Em 1767, teve início a preparação do terreno, em local próximo e para trás da antiga capela, e no ano seguinte foi firmado contrato com o mestre Antônio Moreira Gomes para as obras de alvenaria e cantaria, as quais deveriam obedecer ao risco apresentado pela Irmandade. Tratava-se provavelmente de um projeto ambicioso, uma vez que sua estrutura nunca chegou a ser concluída. A falta de recursos da Irmandade, agravada por fatores econômicos e sociais como a decadência da mineração e a Abolição, resultou na lenta evolução das obras, até sua definitiva paralização. Desta forma, os trabalhos contratados com o mestre Antônio Moreira Gomes, se estenderam até 1780, quando finalmente são concluídas as obras da capela-mor e da sacristia, cuja benção ocorre no ano seguinte.

Igreja de Santana

Não foram encontrados elementos documentais sobre a instituição e construção da capela, sabendo-se somente que pertenceu por muito tempo à freguesia de Raposos. Sua construção data, presumivelmente, da metade do século XVIII, uma vez que a alvenaria de pedra empregada na sua estrutura, não é comum às edificações religiosas das primeiras décadas daquele século. Outra indicação importante é a informação dada pelo historiador Diogo de Vasconcelos que, ao visitar a capela em 1898, encontrou gravada na portada a data de 1747, que muito provavelmente refere-se à época de conclusão das obras. Reforça essa hipótese, a data de 1759 inscrita no sino ainda hoje existente na sineira do adro e fundido em Sabará. Em 1822, a igreja encontrava-se bem paramentada, conforme deixou documentado Dom Frei José da Santíssima Trindade, por ocasião da sua visita pastoral. Entretanto, em 1898, ano em que foi visitada por Diogo de Vaconcelos, apresentava estado físico precário, restando coberta apenas a capela-mor.

Igreja de São Francisco de Assis

A atual igreja de São Francisco foi construída por provisão datada de 6 de julho de 1772, em substituição à primitiva capelinha dedicada a Nossa Senhora Rainha dos Anjos, onde se fundou, em 1761, a Arquiconfraria do Cordão de São Francisco. Sua construção iniciou-se por volta de 1781, desconhecendo-se, entretanto, a autoria do projeto. As obras aceleraram-se entre 1798 a 1805, porém, em 1822 ainda se trabalhava nas obras de cantaria, conforme se depreende do relatório de visita de Dom Frei José da Santíssima Trindade daquele ano. A ornamentação interna não chegou a se completar, levando-se em conta as proporções grandiosas do templo. Conforme indica a documentação existente na Arquiconfraria, os materiais empregados na construção, como a pedra, a cal, a madeira e a pedra-sabão vieram de localidades próximas, tendo trabalhado nas obras, dentre outros, o carpinteiro José Ferreira de Brito (1798), o pedreiro Manuel da Costa Lima (1804/1805), João Fernandes de São Tiago (1805), mestre pedreiro Leonardo de Moinhos, responsável pelos paredões da frente e do lado direito, e Domingos Pinto Coelho, autor dos trabalhos da talha de pedra realizados em 1822, bem como das imagens de São Francisco e de Santo Antônio.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Diante da destruição, em época imprecisa, de documentos relativos à matriz, não é possível compor uma cronologia das obras de construção, como também esclarecer a autoria do projeto, supondo-se que nela tenham trabalhado profissionais portugueses. Consta a tradição que teria sido edificada a partir de 1700, e provavelmente funcionou inicialmente numa capela provisória, até a inauguração da igreja definitiva, cuja inauguração pelo menos parcial teria ocorrido em 1710. Documento existente no Arquivo Público Mineiro, datado de 24 de julho de 1714, refere-se à nova igreja como ainda em construção a essa época. A suntuosa ornamentação interna se deveu ao empenho do padre José de Queiroz Coimbra, falecido a 12 de setembro de 1784, tendo sido vigário da paróquia por mais de sessenta anos. Documento da Irmandade do Amparo datado de 8 de julho de 1753, alude à interferência do referido vigário para a aquisição em Lisboa de seis castiçais de prata e uma cruz destinados ao altar dessa confraria, existente na matriz de Nossa Senhora da Conceição, sabendo-se que o mesmo viria a ser substituído por um outro em 1768, contratado com Veríssimo Vieira da Mota. e que deveria ser executado de acordo com o retábulo de Nossa Senhora do Carmo também existente na matriz. Em 1822, conforme se depreende do relatório de visita do bispo de Mariana, D.Frei José da Santíssima Trindade, a igreja se encontrava bem paramentada, ostentando riqueza em sua ornamentação. Na mesma ocasião foi mencionada de forma elogiosa pelo naturalista francês, Auguste de Saint-Hilaire, que atribuiu a autoria dos quadros representando passagens da vida de Cristo, existentes no coro, ao mesmo artista que executou as pinturas da igreja de Ouro Preto. A igreja apresenta o partido tradicional das edificações religiosas do início do século XVIII, com planta subdividida em secções com cobertura autônoma, composta por nave, capela-mor e, lateralmente, corredores, capela do Santíssimo e parte das sacristias.

Paço Municipal

A casa foi construída por iniciativa do Padre José Correia da Silva, seu primeiro proprietário, sendo apontado o ano de 1773 como o da sua construção. Constituindo se na residência de mais nobre arquitetura e maior conforto da época, recebeu hóspedes ilustres no decorrer do século XIX, como os imperadores Pedro I e Pedro II e o Duque de Saxe. A casa foi também visitada pelo presidente Washington Luís, já então eleito chefe da Nação, em 1926. A edificação teve como segundo proprietário o Dr. Jacinto Dias da Silva, advogado em Sabará, passando a ser conhecida como "Solar Jacinto Dias". Posteriormente foi adquirida dos seus herdeiros pelo governo do Estado, tendo sido na ocasião beneficiada com obras de restauração. Em seguida, o imóvel foi doado à Municipalidade de Sabará, tornando-se sede da Prefeitura e Câmara Municipal.

Teatro Municipal
l
Diante da inexistência de documentação, pouco se conhece sobre a construção do teatro, chamado inicialmente "Casa de Ópera", localizado à rua D. Pedro II. Edificado nos meados do século XIX, constituiu-se num dos mais interessantes edifícios de Minas Gerais, principalmente por ser o teatro um programa pouco comum à época, tendo ali se exibido os melhores conjuntos teatrais então existentes para uma platéia exigente e culta. Em 1831, viveu grandes momentos, quando recebeu a visita de D. Pedro II. Sabe-se que o teatro foi construído em terreno pertencente ao alferes Francisco da Costa Soares, tendo sua construção se dado por meio da constituição de uma "Sociedade Anônima" da qual o povo participou e que reuniu recursos para a construção do empreendimento.