Capela de Nossa Senhora do Rosário

A edificação atual é resultado de uma reedificação de meados do século XIX, quando a igreja passa a ser Matriz do povoado. Trata-se de uma imponente construção em que os seus traços mais marcantes são a influência pelo gosto popular, principalmente na profusão de cores vivas nos elementos internos da igreja, na talha do altar e na pintura do forro da capela-mor, onde se vê representada a coroação de Nossa Senhora do Rosário; e o uso de soluções arquitetônicas e de elementos ornamentais com características do barroco e do neoclássico, predominando o último estilo.

Capela de Santana

A capela de Santana foi edificada no século XVIII, tendo pertencido a família Feliciano Pinto Coelho - o Barão de Cocais. Em 1830, a edificação sofreu uma série de reformas que promoveram grandes alterações no exterior da igreja. A fachada, em corpo único, apresenta cornija interrompida por um frontão curvo lembrando a Capela de São José de Ouro Preto. Internamente destaca-se a riqueza da talha dos três altares : Nossa Senhora das Dores, Santo Antônio e o Altar-mor, todos contemporâneos, em talha em torcidos, com ornamentação em conchas, destacando-se serafins bojudos.

Igreja Matriz de São João Batista

A igreja matriz foi erguida em 1763, no mesmo sítio onde aventureiros arranchados na região haviam erguido, em 1713, uma pequena capela dedicada a São João Batista. Possui duas torres redondas sobre base quadrada, dispostas diagonalmente em relação ao corpo central da igreja. Lucio Costa identifica a caligrafia de Antonio Francisco Lisboa no desenho do frontispício, do arco-cruzeiro e na ousadia inovadora de dispor as torres diagonalmente em relação ao corpo da igreja. O Aleijadinho também participou como escultor, primeiramente na imagem de São João Batista, de pedra-sabão, colocada no nicho da fachada principal e, depois, no interior da igreja, na tarja do arco-cruzeiro, também entalhada na mesma pedra.