Igreja da Sé de Santana

Em 1751, o jesuíta Estevão de Crasto, na localidade de Aldeia Velha, erigiu uma capela coberta de palha, com três altares para abrigar as imagens de Sant' Ana com a Virgem, Santo Inácio de Loyola e São Francisco Xavier. Em 1758, com a expulsão dos jesuítas, as aldeias missionárias se elevaram à paróquias.

Assim, a capela de Sant' Ana passou a ser a matriz. Em 1779, a "primitiva palhoça" foi substituída por uma igreja coberta de telha, rebocada e caiada, com capela-mor revestida de azulejos até a altura de 80 cm. Segundo Santos Simões, os azulejos são do período pombalino, pintados à mão e foram fabricados, até o final do século XVIII, em Lisboa. A igreja tinha ainda sacristia e casa para os párocos. Em 1780, a Igreja teve sua frontaria destruída por tempestade, sendo mais tarde refeita, com o acréscimo das duas torres na fachada, corredores ao lado da nave e forros de madeira no teto e no piso.

Trabalhos de ótima execução em talha de madeira policromada são encontrados no altar-mor, no arco-cruzeiro, nos dois altares colaterais da nave e no para-vento da entrada. A talha dos retábulos é em estilo rococó de um primitivo ingênuo. A Igreja é considerada o último remanescente do barroco no estado do Mato Grosso e conserva, até nossos dias, seu aspecto original de 1779, embora sem as duas torres de origem. É construção de taipa de pilão e telhado em telha de barro canal e é relativamente grande, pois além da nave e capela mor, existem salas laterais e salas atrás do altar mor.