Fazenda da Babilônia: casa e dependências

Localizada na área rural, distante aproximadamente 15 Km do município de Pirenópolis, o antigo Engenho de São Joaquim foi construído, no início do século XIX, pelo Comendador Joaquim Alves de Oliveira, exportador que acumulou enorme fortuna em Goiás. O edifício se compõe da casa grande, do engenho e da capela. Construção toda estruturada em madeira, paredes externas em adobes e internas em pau a pique, além de telhado em duas águas de barro canal, pisos em meganela e tabuado corrido.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

Localizada no Centro Histórico da cidade de Pirenópolis, é o maior edifício religioso de todo o centro oeste. Construção de 1761, toda em taipa de pilão, tendo torres e fachadas estruturadas em madeira. Possui, em seu interior, rica talha (altar mor e 4 laterais) além de arco cruzeiro e forro da capela policromado. A nave é também forrada em madeira e tem piso do mesmo material. Possui esquadrias em gelosia, forrada com pequenas lâminas de malacacheta. A igreja foi totalmente restaurada entre 1998 e 2001, inclusive os altares, forro da capela mor e imagens. Um incêndio ocorrido na madrugada do mês de setembro de 2002, destruiu os telhados e toda a parte interna da igreja, restando de pé as paredes de taipa externas e internas. A igreja está sendo reconstruída com base nos documentos existentes no IPHAN.

Conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico

Em 1727, às margens do rio das Almas, foi fundado o povoado de Meia Ponte, inicialmente um simples acampamento de garimpeiros. Em 1728, foi iniciada a construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Em 1732, com a mineração no auge, o povoado foi elevado a categoria de distrito. O prédio da Casa de Câmara e Cadeia formava com a Igreja o espaço de poder. A partir daí, a cidade começa a expandir-se radialmente. Em 1736, Meia Ponte foi elevada à condição de arraial, aumentando cada vez mais sua importância política e econômica, principalmente por sua localização próxima ao entroncamento das estradas de São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em 1750, a estrutura urbana básica estava configurada, incluindo a construção de cinco igrejas ( Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Bonfim, Carmo e Boa Morte da Lapa dos Pardos) que, com exceção da matriz, marcavam os extremos do perímetro urbano. Com a decadência da mineração, o processo de crescimento do arraial fica parado e só a partir de 1800 é que "a economia é reativada com base em culturas diversificadas", como por exemplo, o algodão. Apesar da estrutura urbana do arraial pouco ter se alterado nesse período, ocorreu uma renovação em termos arquitetônicos. Com o decorrer do tempo, as antigas casas de adobe e pau-a-pique foram se deteriorando, resultando, já no século XIX, em reformas caracterizadas por "construções de maior apuro técnico e requinte formal, apesar de ainda conservarem a tipologia tradicional da arquitetura colonial do Centro-Oeste". "Dentro do perímetro que demarca a cidade, anterior a 1830, as alterações subseqüentes foram poucas e de pequena monta. Embora a cidade se tenha expandido além desses limites, ainda no século XIX, é no antigo núcleo histórico que irão se manter praticamente intactas, até os dias atuais, tanto o traçado urbano quanto as características arquitetônicas de valor patrimonial e documental." "Debruçada sobre o Rio das Almas, a cidade se desenvolveu e chegou até nós com todo o seu traçado original, cujas principais ruas são calçadas de uma forma singular com pedras colocadas de topo. " Entre 1892 e 1918, a cidade (já chamada Pirenópolis) não sofreu qualquer alteração significativa. Nesse ano foi demolida a Cadeia Velha e construída uma nova sede, réplica da antiga, à beira do rio. No decorrer do século XIX, a cidade vê sua economia ser mais uma vez abalada com a abertura de novas estradas que alteraram a antiga rota comercial. A principal atividade passou a ser a pecuária, mantendo-se assim até meados do século XX.