Casa e Chácara do Barão de Monjardim

Segundo fontes secundárias, trata-se de um dos mais belos e raros exemplares da arquitetura rural existente no litoral da região sudeste, construído no final do século XVIII. Segundo Saint-Hilaire, naturalista e viajante francês que esteve no Brasil entre 1816 a 1822, a edificação, durante sua estadia no Espírito Santo, era casa sede da Fazenda Jucutuquara, de propriedade do capitão mor Francisco Pinto. Implantada na encosta do Morro de Jucutuquara, descreve o naturalista que, "um engenho e choupanas de negros foram construídas à direita e à esquerda, abaixo da residência do dono.. herdeiro do conhecimento dos métodos que os jesuítas introduziram na administração de suas terras ... na fazenda plantou-se também algodão, cará, mandioca, milho, arroz e feijão". O significado histórico da remanescência de uma fazenda de plantação de açúcar, constituiu-se hoje em uma chácara que destaca-se da densidade urbana do atual bairro de Jucutuquara. O Museu Solar Monjardim é administrado pela UFES, recentemente recebeu pintura geral de alvenarias e paredes e, através de recursos do PRONAC, foi reambientado com inauguração no dia 27 de maio de 1999. O partido arquitetônico adotado apresenta planta retangular em dois pavimentos e camarilha, coberta por um telhado de quatro águas, de telhas de barro canal em capa e bica, com beiral encachorrado. A cobertura da camarilha acompanha o desenho do telhado do corpo principal da casa, em quatro águas. No pavimento superior os vãos se abrem para uma nobre varanda que serve de ligação entre os diversos compartimentos da casa, que são acessados por janelas rasgadas protegidas por guarda corpo de madeira com balaustres se tábuas recortadas. A implantação do edifício faz surgir um porão que segundo fontes secundárias servia para a acomodação de escravos. Todos os vãos do edifício possuem quadros em madeira com vergas em arco abatido e tampos das esquadrias em madeira, tipo calha, com tábuas sobrepostas, caracterizando o sistema construtivo adotado na arquitetura colonial encontrada também em outras regiões brasileiras.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Construída em pedra e cal, segundo fontes secundárias, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário foi fundada pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, após ter recebido como doação o terreno na encosta do Morro do Pernambuco. Passou por diversos processos de intervenção até chegar ao atual volume. A igreja sofreu obras de restauração entre 1969-1970 e a interpretação dos registros obtidos pela prospecções arquitetônicas, realizadas em 1994, indicam a existência de, pelo menos, três formatos diferenciados da igreja que, ao longo do tempo, foi ampliando sua edificação primitiva para melhor abrigar as atividades religiosas e sociais da irmandade. No final do século XVIII, a Igreja teve acrescido ao seu volume a torre sineira, o muro do cemitério, os relevos da fachada principal e os do arco cruzeiro. A grande ampliação ocorreu no século XIX, com a expansão da capela mor e da sacristia e com a incorporação do corredor lateral dos ossuários, resultando na integração da torre do edifício. Foram também erguidas paredes de tijolos sobre os muros de pedra e os telhados foram alteados para a construção do segundo pavimento. As salas deste último pavimento foram divididas com paredes de pau-a-pique. O antigo piso de tijoleira do pavimento térreo foi substituído pelo de ladrilho hidráulico.

Igreja de Santa Luzia

A Capela de Santa Luzia data do séc. XVI e é a edificação mais antiga de Vitória. Segundo fontes secundárias, a Igreja foi uma capela particular da fazenda de Duarte Lemos, segundo donatário da Capitania do Espírito Santo. A igreja destaca-se dos demais edifícios localizados em seu entorno por ser o único monumento com características originais da arquitetura colonial brasileira, localizado no centro de Vitória. Erguida sobre uma pedra, a Capela encontra-se geminada a uma construção moderna, resultando em um edifício com apenas três fachadas, sendo a lateral cega. Apresenta planta retangular composta de nave, capela mor e sacristia. A fachada principal apresenta portada almofadada, com quadro de madeira e verga em arco abatido. Nesta mesma fachada encontra-se a janela da capela mor, apresentando também quadro de madeira com verga em arco abatido, protegida por grades de madeira, engastados diametralmente no quadro e tampos escuros, tipo calha, com tábuas superpostas. A portada é coroada por um frontão com volutas ladeado por dois coruchéus. Na mesma fachada encontra-se, também, a torre sineira tipo "espadana", que culmina com um frontão ladeado por coruchéus, destacando-se por apresentar cunhais de massa ressaltada. A nave e a capela mor apresentam forro de madeira, acompanhando a estrutura do telhado em pernas caibrais. O telhado da nave é mais alto que o da capela, sendo, os dois, de duas águas, cobertas por telhas de barro canal, em capa e bica e beiral de beira-seveira na fachada principal. O piso da nave é em tabuado e o da capela em tijoleira. A sacristia, em uma água mais baixa que o telhado do corpo principal, foi adaptada para abrigar o escritório da 6ª Sub-Regional do IPHAN no Estado. Possui duas salas e dois banheiros, forro tipo saia e camisa, acompanhando a inclinação da estrutura do telhado, e piso de tijoleira em uma das salas e a outra e tabuado. A fachada posterior possui seis janelas de púlpito, com quadro em madeira, com vergas retas e tampo duplo, o interno tipo calha e o externo caixilho de vidro em guilhotina. Segundo fontes secundárias, a igreja foi reformada em 1812 e funcionou com templo religioso até 1928. Conforme testemunhos fotográficos, na época do tombamento, a Capela encontrava-se em ruínas e sofreu obras de restauração em 1947. Sediou o Museu de Arte Sacra do Espírito Santo entre 1950 e 1970. Neste último ano, teve obras de recuperação do telhado, forros e pisos. Durante o período de 1976 a 1994 funcionou como Galeria de Arte e Pesquisa da UFES. No período de 1994-1996 sofreu obras de restauração. Teve o altar mor e o púlpito restaurados em 1998.

Igreja do Rosário

Construída em 1765, de estilo barroco, possui um precioso acervo de arte sacra, foi tombada pelo IPHAN - Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. É o ponto de partida, todos os anos, da procissão de São Benedito, a mais importante e tradicional da Ilha de Vitória.

Igreja de São Gonçalo

Esta Igreja chamou-se antes Capela de Nossa Senhora do Amparo e da Boa Morte, ali funcionando uma Irmandade sob estas duas invocações. Segundo fontes secundárias, a capela foi erguida, possivelmente, em 1707. A igreja, construída em pedra e cal, foi consagrada ao santo que lhe dá o nome muitos anos depois (1766). As fundações são diretas e em alvenaria de pedra argamassada com cal, borra de óleo de baleia e areia. A estrutura é composta por paredes autoportantes em alvenaria de pedra. As paredes internas, de estuque, receberam o mesmo acabamento das paredes externas, sendo revestidas com reboco liso e pintura a cal branca. O telhado em duas águas está coberto por telhas tipo francesa com beiral de caibro corrido, o que não se constitui como original. O forro da nave principal é de tabuado em nível. Na capela mor, o tabuado forma um forro em abóbada de berço. Os corredores laterais à capela mor possuem, na sua parte superior, tribunas com acesso pelo consistório. A fachada principal apresenta três janelas no coro e três portas, sendo a do meio mais alta, o que é raro nas igrejas do Espírito Santo. Nas paredes laterais da nave, que tem o seu piso revestido de ladrilho hidráulico, existem de cada lado quatro janelas e mais uma porta na altura do coro. Por essas portas (hoje com sinos), é que se tem acesso as torres sineiras, nunca construídas. "O frontão está mais para o século XIX, embora tente manter as curvas e contracurvas do barroco". E no centro dele, o óculo redondo, mas com três lóbulos internos, o que salienta a tentativa de manutenção do barroco.

Museu de Artes do Espírito Santo

O único do Estado dedicado exclusivamente às artes visuais. Funciona em um prédio neoclássico, construído em 1925.

Museu Solar Monjardim

Mantém uma exposição permanente que reconstitui uma residência rural do século XIX. O local era sede de uma importante fazenda da época do Brasil-Colônia. Apresenta diversas peças ligadas à história da cidade e do Espírito Santo.

Palácio Anchieta

A construção Jesuíta de São Tiago foi iniciada no século XVI, sob a ordens de Afonso Brás, e concluída no século XVIII. Compreendia o colégio, a residência e a igreja. O monumento foi totalmente remodelado quando de 1908 a igreja foi destruída e incorporada à residência. Atualmente, o imóvel funciona como sede do Governo Estadual. No andar térreo do Palácio encontra-se localizado o túmulo do Padre José de Anchieta. É uma das sedes de governo mais antigas do Brasil.

Palácio Domingos Martins

Edificado no período de 1908 a 1912, pelo engenheiro italiano André Carloni. O monumento funciona como sede da Assembléia Legislativa e deverá ter uma nova destinação com a mudança da Assembléia para a sua nova sede.

Ponte Florentino Avidos

Chamada também de Ponte do Príncipe e, por outros, de Cinco Pontes.
Foi construída entre 1926 e 1927 pelos ingleses, no Governo Florentino Avidos. Foi toda construída em ferro e pesa cerca de três toneladas. Liga Vitória ao continente pelo lado sul, em direção à Vila Velha.

Relógio da Praça Oito

Situado na praça de mesmo nome. De hora em hora suas badaladas reproduzem as sete primeiras notas do Hino do Espírito Santo.

Santuário de Santo Antônio

Construído por padres Pavonianos com excelente vista para o canal que circunda Vitória. É um dos mais belos templos católicos da Capital e possui uma grande cúpula conforme antigos padrões litúrgicos.

Teatro Carlos Gomes

Construído em 1927 e projetado pelo arquiteto italiano André Carloni que se inspirou no teatro Scala de Milão, Itália.