Igreja Matriz de Nossa Senhora de Oliveira dos Campinhos

A Freguesia de Nossa Senhora de Oliveira dos Campinhos foi criada por alvará régio em 1718. A primitiva igreja de pedra e barro se encontrava parcialmente arruinada em 1726, porém a construção da nova igreja só teve início em 1768, segundo planta do capitão engenheiro Nicolau de Abeu Carvalho. Igreja em alvenaria mista de pedra e tijolo, com planta formada por corpo central envolvido por galerias de arcos e duas sacristias. As tribunas foram substituídas por quadros relativos a vida de Nossa Senhora e do Menino Jesus, atribuídos a escola de José da Rocha. Ladeando o frontão recortado com óculo central, duas torres ligeiramente convergentes, com terminações bulbosas, sendo o frontão e as torres revestidas de azulejos azul e branco em xadrez. Como trabalhos de pedra destacam-se três portadas, o embasamento do altar-mor e pia batismal Seu interior possui um notável acervo de arte, destacando-se a pintura em pespectiva ilusionista do coro, os painéis de azulejos figurados e emoldurados com concheados policromos, a pintura de José Vicente na capela-mor e as imagens de N. Sra de Oliveira e N. Sra. das Dores, em rocca, além do mobiliário em jacarandá.

Matriz de Nossa Senhora da Purificação

A construção da atual matriz foi iniciada em 1706. Em 1727 encontrava-se coberta e rebocada. Ampliada em 1750, a igreja só foi realmente concluída no final do séc. XVIII. O edifício de planta inscrita em retângulo, apresenta nave e transepto, duas sacristias e tribunas com paredes erguidas em alvenaria mista de pedra e tijolo. Como sua construção demorou quase um século, a igreja foi se adaptando aos modismos de cada época e acabou se convertendo em uma igreja do tipo comum no séc. XVIII. Durante estas modificações o corredor lateral foi transformado em capelas secundárias. Suas fachadas testemunham o lento desenvolvimento das obras incluindo desde janelas com conversadeiras do início do século até janelas de coro com cercadura no estilo D. Maria I, da segunda metade do século. Flanqueando o frontão de volutas com nicho central encontra-se torres com terminações bulbosas revestidas de azulejos. No seu interior, modificado na década de 1920, destacam-se os forros com pintura ilusionista da nave e transepto, dez painéis figurados de azulejo, o acervo de imagens e alfaias.

Paço Municipal

A povoação de Santo Amaro foi elevada a categoria de vila em 05/01/1727, neste mesmo ano os oficiais da Câmara solicitam o apoio financeiro da coroa para a construção da Casa de Câmara e Cadeia, concluída em 1769. Em 1916 a sede da Imprensa Oficial da Vila passa a funcionar no prédio. Na década de 20, do século XX, a cadeia que funcionava no andar térreo desde a construção do prédio, foi transferida para outro local. O edifício foi construído à imagem e semelhança do Paço Municipal de Salvador. Sua planta distribui-se em dois pavimentos, que se desenvolvem a partir de um pequeno pátio retangular. Sua fachada principal é dividida por pilastras em três vãos, tendo no corpo central torre sineira recoberta por uma meia laranja. Cada um dos corpos laterais possui galeria de arcos plenos ao nível do térreo e três janelas de púlpito no andar superior. O interior está conservado, merecendo destaque os arranques da escadaria principal e os alizares entalhados de algumas portas internas.

Santa Casa de Misericórdia: prédio central

A Santa Casa de Misericórdia foi fundada a 8 de setembro de 1778. Neste mesmo ano teve início a construção do hospital, sob a invocação de Nossa Senhora da Natividade. O edifício se desenvolve em dois pisos em torno de um pátio central, possuindo paredes de alvenaria mista de pedra e tijolo e divisórias em alvenaria de tijolo. Como outros edifícios de função hospitalar, possui uma planta de grande rigor formal, perfeitamente simétrica com relação ao eixo longitudinal. O acesso ao prédio se faz por um saguão onde uma escadaria de lioz em "T" conduz ao andar superior. Sua fachada apresenta um predomínio de vazios sobre cheios, com janelas de balcão corrido no pavimento superior. Devido a sua função, seu interior foi modificado, com a substituição dos assoalhos e forros por lajes e muitas paredes foram revestidas de azulejo. A capela conserva ainda belas imagens de rocca, além de lampadário de prata.

Solar do Conde de Subaé

José Moreira de Carvalho mandou construir a primitiva casa, em 1873, segundo planta de arquiteto alemão, tio de sua esposa. Em 1859, seu filho constroi o segundo pavimento para aí hospedar o Imperador D. Pedro II. Casa urbana de dois pavimentos, sobre um porão alto, construída em alvenaria de tijolo, com paredes internas de pau-a-pique. O estado de arruinamento a que chegou, dificulta sua identificação tipológica. Volumetricamente esta residência parece inspirar-se no Paço da cidade do Rio de Janeiro, sendo constituída de três corpos. O central, mais largo e avançado, possui dois pavimentos e os corpos laterais possuem apenas um pavimento. O jardim se articula diretamente com o pavimento nobre através de uma dupla escadaria externa. No centro do edifício existe uma torre semi-circular onde se desenvolvia a escadaria principal e que culminava em um mirante. As fachadas são emolduradas por cunhais terminados por capitéis coríntios e cornijas superpostas por platibandas de balaustres que encobriam os telhados.