Igreja de Nossa Senhora da Conceição

A Capela de Nossa Senhora da Conceição está situada sobre uma colina, à margem do rio Jaguaripe, no bairro a que deu o nome e que foi o primeiro núcleo da cidade. A capela atual data de meados do século XVIII e foi construída no local onde, no último quartel dos seiscentos, Fernão Cabral de Ataíde edificou o Engenho e Capela de São Bento. A planta da capela é uma transição das capelas em "T" e aquelas de corredores laterais. Possui alpendre ou copiar, nave com coro, galeria de tribunas em um dos lados e capela-mor com duas sacristias justapostas. A fachada principal é precedida por alpendre, fechado por gradil sobre mureta, por onde se tem acesso ao interior. Duas janelas no nível do coro e frontão triangular completam o frontispício, que é ladeado por torre única, com terminação piramidal, com decoração dourada, embrechada. Seu interior é simples, de inspiração neoclássica.

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré de Camamú

A capela de Nossa Senhora de Nazaré está situada no centro do Largo do Camamú (Praça Almirante Muniz) e tem sua fachada principal voltada para o rio Jaguaripe. No século XVII, com a ajuda do povo, é construída a Capela que, segundo a tradição, foi motivada pela aparição da Virgem de Nazaré, provocando romarias. Sua planta apresenta alguns elementos raros: copiar (já desaparecido), capela-mor com abóbada de alvenaria e galeria alta envidraçada. A nave possui coro e um corredor lateral que dá acesso à sacristia. No seu frontispício, o corpo principal possui portada em cantaria ladeada por duas janelas e encimada por outras duas, no nível do coro, sendo finalizado por frontão triangular embrechado com azulejos. A torre única apresenta janela na altura do coro e sineira, com terminação trapezoidal, do século XIX, que se destaca na volumetria por suas proporções. Seu interior apresenta talha neoclássica.

Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré

A Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, implantada sobre terreno ligeiramente elevado, às margens do rio Jaguaripe, foi iniciada no último quartel do século XVIII e concluída oitenta anos mais tarde. O partido adotado em sua construção segue a planta típica das igrejas Matrizes e de Irmandade do período, com nave única com coro, falso transepto e corredores laterais com tribunas superpostas, inscritas num retângulo. Ao contrário do modelo tradicional contudo, não apresenta sacristia transversal, estando esta em duas salas justapostas à capela-mor. As duas grandes capelas laterais são herança do falso transepto da tradição jesuítica. Na sua volumetria, destaca-se a dinâmica dos telhados de alturas variadas. Sua fachada é subdividida por pilastras e frisos, reminiscência do esquema maneirista de composição, tendo acesso por três portas, sendo duas com balcões. Na altura do coro, janelas com cercaduras de argamassa são encimadas por frontão com volutas. As torres têm terminação em bulbo, revestidas de azulejos. No início do século XX, alterações no sistema viário eliminaram a escadaria que dava acesso ao templo, desarticulando-o do sítio.

Sobrado à Travessa da Capela, 2

O velho solar, em sua feição primitiva, hoje desaparecida, foi residência de Fernão Cabral de Ataíde, seria, então, o sobrado (ou casa-grande) da Fazenda, em 1819 (data existente na fachada). Reformaram-no dotando-o de certo encanto arquitetônico. Em 1831, sofreu novas obras. É de aspecto imponente e se encontra muito bem localizado na encosta de pequena elevação. Sobrado de dois pavimentos, o térreo atingindo metade da área construída. Nele, há amplas acomodações sustentadas por pilares grossos e uma arcada sob a escada de acesso ao primeiro pavimento. No andar nobre, de frente, aparecem duas grandes salas e, no resto do pavimento, sete quartos com janelas, exceto um, central. Pelo aspecto da fachada e de certos cômodos internos, é de crer que a reforma, em 1819 buscou dividir o sobrado em duas habitações distintas, não llhe quebrando, porém, o encanto e mesmo a unidade arquitetônica.