Igreja Matriz de Santo Amaro

Segundo Germain Bazin e de acordo com a análise do tipo de portada, esta igreja foi construída no terceiro terço do século XVII. Edifício em estrutura de paredes de alvenaria mista de pedra e tijolo que sustentam tesouras de madeiras do telhado. Apresenta planta de nave única, com galerias laterais muito altas, superpostas por tribunas. Possui duas capelas laterais simétricas, resíduo do falso transepto das igrejas jesuíticas luso-brasileiras. Neste caso, as capelas intercomunicantes deram lugar às galerias abertas para o exterior. Seu frontispício destaca-se por possuir torres atarracadas, recobertas por telhados de quatro águas e frontão com volutas com óculo circular. A portada de arenito é ladeada por duas janelas com grades de ferro e cercaduras de arenito. O interior, alterado na reforma de 1975, conserva uma barra de azulejos que envolve toda a nave - tipo tapete - e capela-mor com motivos avulsos. Estes são os mais extensos silhares encontrados na arquitetura luso-brasileira e, segundo Santos Simões, datam de 1740/50. Merecem destaque ainda as imagens de Senhor Morto e Nossa Senhora das Dores, em rocca.