Engenho Freguesia

A Sesmaria, onde mais tarde surgiria o Engenho Freguesia, foi doada em 1560 a Sebastião Álvares. Nesta época, o engenho possuía grandes edifícios. Em 1624 foi incendiado pelos holandeses. A feição que a casa possui hoje é resultado das obras que aconteceram em 1760. Em 1900 o engenho deixa de moer e é desapropriado, em 1968, pelo Governo Estadual para a instalação do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, aberto ao público em 1971. A casa grande está implantada em uma encosta suave, em frente à casa existe um cais para atracação de saveiros, sendo este o único meio de acesso ao antigo engenho. Esta casa-grande é um dos raros exemplares, conhecidos no país, de edifício residencial desenvolvido em torno de dois pátios, com capela contígua - com porte de igreja matriz - e planta de corredores laterais e tribunas. A casa possui quatro pisos, sendo os dois primeiros parciais, devido a topografia. Sua planta desenvolve-se em partido de "T", com quartos, salas e alcovas voltados para os pátios. Muito interessante é a cozinha da casa com coifas e chaminés de tipo alentejano. Sua fachada é marcada pela predominância de vazios, sendo as esquadrias do séc. XVIII e gradis de balcões do séc. XIX

Engenho Matoim: sobrado e fábrica de açúcar

Em 1584, a propriedade de Jorge Antunes era composta de um engenho, casa-grande e da Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Foi destruído pelos holandeses e reconstruído pela família Rocha Pita no séc. XVIII. Em 1973, o local foi desapropriado pelo Estado da Bahia e passou a integrar o Centro Industrial de Aratú. Casa-grande de engenho construída em paredes de alvenaria mista de pedra e tijolo que suportam as tesouras do telhado. Sua planta desenvolve-se em torno de um pátio retangular. O imóvel possui três níveis: no primeiro andar há um porão, o segundo pavimento com saguão, ladeado por grandes salões com janelas conversadeiras e onde, originalmente, haviam 7 quartos de hóspedes, o terceiro pavimento possui janelas do tipo tribuna, salões, capelas, quartos e cozinha. O pátio corresponde ao terceiro nível, sendo contornado, em três lados, por uma galeria de arcos plenos apoiados em colunas toscanas, à feição dos pátios conventuais.

Porto de Aratu

Responsável por 60% de toda a carga movimentada em modal marítimo no Estado, o Porto de Aratu detém inegável importância no processo econômico da Bahia, uma vez que oferece suporte ao escoamento da produção e da entrada de produtos para o Pólo Petroquímico de Camaçari, o Centro Industrial de Aratu (CIA) e o Complexo da Ford de Camaçari.