Alfândega e Guardamoria

Conjunto da Alfândega e Guarda Moria foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, junto com o Complexo Portuário, em 1987. Inaugurados oficialmente em 1906, os dois prédios também foram construídos pela firma inglesa Manaos Harbour Limited, como parte do contrato de concessão do Porto de Manaus. Construído com blocos de pedras e tijolos importados da Inglaterra, preparados de forma a resistir ao clima quente e úmido da região, o que faz com que sua cor permaneça inalterada até hoje. Funciona atualmente como inspetoria da receita Federal do Porto de Manaus. Os blocos mantêm sua cor inalterada até hoje.

Biblioteca Pública

O prédio da Biblioteca Pública foi construído no governo de Constantino Nery, entre 1904 e 1907, porém, desde 1870, a Biblioteca funcionava sem sede própria. Em 1929, o prédio era denominado de Palácio Legislativo, em 1945, a ala direita foi totalmente destruída por um incêndio, que queimou todo o acervo bibliográfico. O prédio só foi recuperado dois anos depois. A edificação de dois andares ocupa uma grande área na rua Barroso, esquina com a avenida Sete de Setembro. A escada que dá acesso ao pavimento superior é de ferro, projetada pela firma escocesa Mac Farlane, que conseguiu transformar esse elemento de função utilitária em um objeto decorativo, com degraus e guarda-corpo vazado em bordaduras. No andar superior, próximo à escada, encontra-se a obra de autoria de Aurélio de Figueiredo entitulada Redenção do Amazonas e, no hall, estão as paisagens amazônicas pintadas por Branco e Silva.

Centro Cultural Largo de São Sebastião

No dia 7 de setembro de 1867, por iniciativa do médico Dr. Antônio Davi Vasconcelos de Canavarro, foi inaugurado no terreno hoje ocupado pela Praça de São Sebastião, uma coluna de pedra, de seis metros de altura, com quatro faces lisas, provida de soco, cornijas, base e capitel, lembrando a ordem compósita. Essa modesta coluna foi consagrada ao ato de abertura do rio Amazonas ao comércio mundial, ato que tem a data de 7 de setembro de 1866, firmado pelo então Imperador do Brasil Dom Pedro II. O grupo de bronze (monumento) representa a figura principal na Amazônia, abraçada ao comércio, que é figura mitológica (Mercúrio), que se vê em plano inferior àquela. No conjunto inferior as quatro naves de bronze, projetando-se da mole da bacia, e nomeadas no texto, representam a Eurásia, África, América, Oceania e Antártida. O monumento não possui um traço, um detalhe que lembre de fato a região, que a caracterize. Produto de enfática inspiração européia, não foi lembrado a experiência regional. A grande figura cimeira é clássica, vigorosa mulher de seios nus e amplas vestes flutuantes, severo perfil de cânones romanos. Os delfins de bronze, à moda de gárgulas, lembram estilizações ferozes das catedrais góticas. Inaugurado em 2004, o Centro Cultural Largo de São Sebastião é um espaço criado e mantido pelo Governo do Estado do Amazonas, através da Secretaria de Cultura, com a finalidade de resgatar a cidadania através da arte.

Igreja de São Sebastião

Construída na época do apogeu da borracha, com material importado da Europa e, decorada em estilo gótico, com vitrais na parte superior do altar-mor e a tela principal do teto pintada por Domênico de Angelis. Há outras telas laterais e na cúpula obras de Balerini. Pertence aos padres Capuchinhos desde sua fundação em 1888.

Igreja Matriz

Primeira igreja erguida logo após a fundação de Manaus, a igreja da Matriz foi obra dos missionários carmelitas, que em 1695 construíram a Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Esta obra rústica foi reconstruída pelo então presidente da Província Manoel da Gama Lobo d'Almada, que ampliou suas instalações; porém, em 1850, foi complemente destruída por um incêndio. O prédio atual da nova igreja da Matriz foi inaugurado em 1878, e levou vinte anos entre o lançamento da pedra fundamental e a sua inauguração. Até hoje, a igreja mantém uma posição de destaque na paisagem do centro da cidade. Localizada sobre uma pequena elevação, em frente ao porto de Manaus, sua construção é bastante simples, com predominância de linhas retas em estilo neoclássico.

Igreja N. Sa. Dos Remédios

A sua construção primitiva foi contratada em 1868, por Leonardo Ferreira Malcher e terminada em 1879. Foi erguida onde antes existia um cemitério indígena.

Mercado Municipal Adolpho Lisboa

Mercado Municipal de Manaus foi o segundo a ser montado no Brasil. Construído de frente para o Rio Negro, em estilo art nouveau, foi oficialmente inaugurado em 1882, conforme placa em seu frontão principal e em 1902 sofre sua primeira reforma. Possui um Pavilhão Central em alvenaria, ladeado por dois pavilhões com estrutura em ferro fundido e forjado, com pórtico de ferro rendilhado, com vitrais. Em 1906, o mercado foi arrendado para a empresa inglesa Manaos Markets, responsável pela construção das fachadas principais da rua dos Barés e pelos dois pavilhões laterais de ferro, destinados à venda de carne e peixes. Em 1934, foi rescindido o contrato, voltando o mercado à administração municipal. O Mercado Adolpho Lisboa, conhecido popularmente como MERCADO, é uma cópia fiel em miniatura do extinto mercado La Halle, de Paris. Sua última restauração data de 1978, quando se procurou preservar todos os detalhes históricos, desde os lampiões até telhado.

Monumento Comemorativo à Abertura dos Portos

Feito em mármore, granito boveno e bronze, o Monumento assinala à Abertura dos Portos do Rio Amazonas ao Comércio Mundial, em 07 de setembro de 1867. Foi inaugurado em 1900; obra do escultor Domênico de Angelis em estilo neoclássico.

Paço Municipal

A edificação do Paço da Liberdade, também conhecido como Paço Municipal, iniciou-se em 1874. O prédio abrigou o Governo Provincial, em 1879 e, em seguida, com a Proclamação da República, sediou a administração do Governo Republicano. Em 1917, o Governo Municipal instalou-se no local.

Palácio da Justiça

Localizado na mais tradicional artéria de Manaus (avenida Eduardo Ribeiro), o Palácio da Justiça foi inaugurado em 1900. O prédio foi erguido sobre uma área elevada, e protegido por um espesso muro com balaustradas. Este prédio fez parte do plano de monumentalização da cidade, traçado pelo governador Eduardo Ribeiro que, em 1893, desapropriou o terreno e no ano seguinte assinou o contrato de construção com a firma Moers & Morton. A obra, porém, foi concluída por José Gomes da Rocha, no governo de Ramalho Júnior. Projetado para ser a sede do Palácio da Justiça, esse monumento atualmente é um Centro Cultural.

Palácio Rio Negro

Este prédio foi construído no final do século XIX pelo engenheiro Henri Joseph Moers, para ser a residência particular do comerciante de borracha, o alemão Waldemar Scholtz. Em 1911, o prédio foi hipotecado ao Coronel Luiz da Silva Gomes, que o arrendou para o Governo Estadual. Em 1918, o Estado comprou o prédio para ser residência oficial do governador, passando a denominar-se Palácio Rio Negro.

Quartel da Polícia Militar

Uma das construções mais antigas de Manaus, o prédio do Quartel da Polícia Militar faz parte do conjunto arquitetônico da praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia), esquina das avenidas Sete de Setembro e Floriano Peixoto. No térreo funciona o Museu Tiradentes, que conta a história da corporação. Ali também está instalado o Museu de Numismática, com uma coleção de moedas raras. Os dois museus estão abertos à visitação pública, em horário comercial. A primeira notícia que se tem dessa edificação data de 1867, quando o presidente da Província relatou a compra do prédio em construção, conhecido como Palacete Garcia, para abrigar o Tesouro Provincial. Construído originalmente em um único bloco, o Palacete da Província, como ficou conhecido, foi inaugurado em 1875. Nele funcionou o Liceu, a Biblioteca Pública, a Assembléia Provincial e a Repartição das Obras Públicas.

Teatro Amazonas

Construído nos estilos eclético e neo-clássico, com materiais e artistas trazidos da Europa, sua nave central, em formato de harpa. Foi projetado em Portugal construído e decorado com materiais importados da Europa, por vários artistas italianos. Sua arquitetura é essencialmente neoclássica. O salão nobre e o pano de boca apresentam maravilhosas pinturas alegóricas. Inaugurado em 31 de Dezembro de 1896, na época áurea da borracha, com a apresentação da Companhia Lyrica Italiana. A obra foi contratada em 1882, mas ficou parada por vários anos, entre polêmicas sobre a sua necessidade, porte e valor. Sua construção só tomou impulso no governo de Eduardo Ribeiro, em pleno apogeu do ciclo da borracha. A primeira planta do teatro a ser aprovada foi a do Liceu de Engenharia de Lisboa, mas muitas mudanças se processaram a partir do desenho original. Toda a decoração interna foi realizada por Crispim do Amaral, com exceção do Salão Nobre, área mais luxuosa do prédio, que ficou ao encargo do artista italianoDomenico de Angelis, auxiliado por Silvio Centofanti, Francisco Aleghine e Adalberto Andreis. Destaca-se no Salão Nobre a pintura do teto, assinada por De Angelis, em 1899, denominada "A Glorificação das Bellas Artes na Amazônia".