Convento e Igreja Santa Maria dos Anjos

O primeiro convento foi fundado em 1661, a pedido dos habitantes. O novo convento começou a ser construído em 1682, ficando prontas a capela-mor e a igreja da ordem terceira em 1689. Em 1694 estavam prontos os dormitórios dos religiosos. No século XVIII, o Convento teve sua arquitetura bastante enriquecida. Os adornos em pedra tem motivos fitomórficos, conchóides e de figuras humanas atarracadas e infantis que criam uma fantasia barroca muito criativa. O exterior do convento é sóbrio seguindo a linha das demais casas franciscanas do Brasil. O interior tem talha do século XVIII, em estilo rococó, onde se conserva a tradição da talha barroca do norte de Portugal. O interior da igreja tem influência das igrejas baianas.

Igreja de Nossa Senhora da Corrente

Com um exterior típico das igrejas de mesmo período, chama a atenção pela unifdade de decoração do seu interior. Destacam-se os retábulos em estilo neoclássico, de influência baiana e decorados à imitação de mármore; a pintura do forro da capela-mor em tons vermelhos e azuis escuros; os púlpitos finamente entalhados; e a azulejaria de fabricação lisboeta de mesmo artista que fez os azulejos do antigo convento dos Loios, de Refogos do Lima, sendo dez painéis, oito no corpo da igreja e dois na capela-mor.

Igreja de São Gonçalo Garcia

A capela primitiva foi construída pelos ermitões e, a atual começou a ser construída em 1758 quando a irmandade foi organizada. Como consta no pódio, a pedra fundamental foi lançada em dezembro de 1759. A fachada e o interior têm excelente trabalho de cantaria. As torres foram alteradas e comprometeram o equilíbrio original do monumento, os retábulos neoclássicos têm talha semelhante aos de Salvador, o lavabo da sacristia, de pedra calcárea, tem desenho rococó e carrancas são usadas nos pedestais das ombreiras da porta principal como nos retábulos protobarrocos espanhóis. O frontispício é trabalhado em pedra com motivos barrocos, os cortes de pequena profundidade lembram a ourivesaria. O altar-mor é em estilo barroco, lateralmente ao arco-cruzeiro, os dois altares de canto são em estilo neoclássico e os quatro altares colaterais são semelhantes à talha neoclássica de Salvador. Existem fotos dos detalhes mencionados.

Igreja de Nossa Senhora do Rosaridos Pretos

Há pouca referência quanto à época de sua construção. Na parede do corredor esquerdo, consta a data de 1775, mas já em 1634, encontra-se assentamentos de irmãos da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Em 1790 foi levantado o corpo da Igreja e em 1816, concluídos o frontispício e a torre

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

Foi construída lentamente. Em 1690, foi levantada a capela-mor e o frontispício terminado em 1808, data em que se lê acima do pórtico principal. As torres são de 1850. Na capela do Santíssimo, encontra-se uma tela representando a ceia, de autoria de Aurélio Phidras, artista penedense.

Conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico

O conjunto histórico e paisagístico da cidade de Penedo tem a seguinte descrição do perímetro da área de tombamento: "Iniciando na interseção da margem esquerda do Rio São Francisco com o prolongamento do eixo da rua Quinze de novembro (Marco A) , prossegue pelo eixo dessa rua, sentido leste-oeste, até a interseção com o eixo do Beco do Barroso (antigo Beco da rua da Pedra) (Marco B). Desse ponto prossegue infletindo à esquerda com noventa graus e percorrendo a distância de sessenta metros, até o Marco C, daí infletindo à direita em angulo de noventa graus e percorrendo a distância de 200 metros, até o Marco D, daí infletindo novamente à direita em angulo de noventa graus e prosseguindo até a interseção com o eixo da rua Quinze de novembro (Marco E). Infletindo à esquerda, prossegue por esse eixo até a interseção com o prolongamento da divisa lateral esquerda do lote sem número da Avenida Getúlio Vargas, pertencente ao Posto de Pericultura da Secretaria de Saúde de Alagoas (Marco F); Prossegue por essa divisa e seu prolongamento até a interseção com o eixo da Avenida Getúlio Vargas (Marco G) e, desse ponto, prossegue pela divisa lateral direita do lote da casa número seiscentos e sessenta da Avenida Getúlio Vargas, até a interseção com a divisa do fundo do mesmo lote (Marco H); Desse ponto prossegue pelas divisas dos fundos dos lotes da Avenida Getúlio Vargas (lado sudoeste), até o lote número um (Marco I), prosseguindo pela divisa lateral esquerda do lote até a interseção com o eixo da rua do Amparo (Marco J), prosseguindo por esse eixo até a interseção com o eixo do Beco da Preguiça (Marco K), e pelo eixo desse Beco até a interseção com o eixo da rua São Francisco (Marco L), e, por esse, até a interseção com o eixo da Travessa da rua Perilo Gomes (Marco M); Prossegue por esse eixo até a interseção com o prolongamento das divisas dos fundos dos lotes do lado sul da rua São Francisco, iniciando pelo número duzentos e sessenta e um (Marco N); Desse ponto prossegue pelas divisas dos fundos dos lotes da rua São Francisco, lado sul, até o número oitenta e dois, inclusive (Marco O) , prosseguindo pelos fundos dos lotes das ruas São Francisco, Nilo Peçanha e Ulisses Batinga, até o número quatro, inclusive (Marco P); Desse ponto prossegue pelo eixo da travessa do Mercado, incluindo a Praça Costa e Silva, até a interseção com o eixo da rua Sabino Romariz (Marco Q); Prossegue pela rua Sabino Romariz até a interseção com o prolongamento do limite lateral esquerdo do lote do imóvel número quarenta e tres da rua São Miguel (Marco R); Continua por esse limite até a interseção com o eixo da rua São Miguel (Marco S), e por esse eixo até o limite lateral do imóvel número quarenta e quatro, inclusive, pelo lado sul-par dessa mesma rua (Marco T); Prossegue pelo limite lateral desse imóvel e pelo limite dos fundos da Igreja de São Gonçalo Garcia, até a rua Joaquim Nabuco (antiga rua Santa Cruz), e na interseção com o seu eixo grava o Marco U; Desse ponto prossegue pelo limite lateral do imóvel que tem número cinquenta e dois para a rua Joaquim Nabuco e número cinquenta e nove (frente) para a Avenida Duque de Caxias, inclusive, até essa mesma Avenida (Marco V); Desse ponto prossegue em linha direita à Avenida Duque de Caxias até a margem esquerda do rio São Francisco (Marco X), e, desse ponto, prossegue pela margem do rio, à montante até encontrar o Marco A, fechando o perímetro."