O nome significa TUMBY, “As Cadeiras, As Ancas Femininas”, devido ao formato da praia, dado pelos indígenas. Por estar localizado entre o Rio Jequiá e a Baía em estreita faixa de terra, foi originalmente uma área alagadiça. As atividades nos primórdios da ocupação eram a pesca, a produção de cal (trituração de mariscos em fornos apropriados). Quanto à lavoura, não existem registros.

O bairro é um dos mais antigos da Ilha do Governador e na metade do século XIX já estava bastante ocupado, contando com estabelecimentos comerciais. Por volta de 1870, foi criada uma das primeiras escolas da região, para meninos, com 36 alunos. Dessa época é o teatrinho particular que funcionou na rua Serrão, de 1872 a 1877, cujo proprietário era o dono da fazenda da Ribeira. Em 1898, a Companhia Cantareira e a Viação Fluminense implantaram o acesso marítimo regular para a Ilha, com uma das pontes no Zumbi.

Em 1900 a Ilha teve o seu primeiro jornalzinho, “O Suburbano”, com sua redação /administração na praia do Zumbi, seus redatores eram Hilário da Rocha, Manuel Cândido da Silva, Antonio Matos Ferreira e Pio Dutra. Sua juventude se reunia no Café e Bilhares de José Arsênio, no Zumbi. Na década de 1920, surgem os primeiros projetos de alinhamentos, como os das ruas Gaspar de Souza e Pojuca e, em 1928, é aprovado projeto de loteamento, com a abertura da rua Manuel Bonfim. Os bondes, vindos da Ribeira, começaram a circular em 1922, até a sua extinção em 1964.

Atualmente, o Zumbi é um pequeno bairro residencial, com comércio local, situado entre a estrada do Rio Jequiá e a Baía de Guanabara. Nele ficam o Batalhão da PM Luis Alves de Lima e Silva, a Escola Municipal Cuba, o Posto de Saúde Necker Pinto, o Parque Almirante Sousa e Melo, a praia do Zumbi, e o Jequiá Iate Clube, fundado em 19/12/1919, antigo Jequiá Football Club (chegou a disputar o Campeonato Carioca de 1936).