O nome Tijuca, de origem indígena, “TY YUC”, significando “água podre, charco ou brejo”, referia-se às lagoas da atual Barra, depois passou para as montanhas, floresta e vertente oposta, correspondendo à antiga região do Andaraí Pequeno que, entre os séculos XIX e XX, transformou-se no atual bairro da Tijuca e, na década de 1970, parte do Andaraí Grande foi incorporada a ele.

No início do século XVIII, a população do pequeno núcleo urbano que constituía a Cidade já fazia passeios até a serra da Tijuca. Começou a florescer um lugarejo cercado de chácaras, vivendas e até mansões de ricos e nobres. No início do século XIX, a Tijuca ainda era um misto de zona rural, ocupada por uma população de hábitos urbanos que aos poucos ia transformando suas casas de campo em residências permanentes.

No ano de 1812, embora continuasse como freguesia rural, ocorreu uma intensa ocupação da área e, a partir de 1818, o governo começou a tomar medidas para coibir o desmatamento. Desde 1838, a Tijuca já era servida por transporte de tração animal.

O primeiro núcleo de loteamento-arruamento foi o bairro da Fábrica das Chitas, no entorno do Largo da Fábrica (atual Praça Sãenz Pena). A Tijuca viria também a incorporar a antiga freguesia do Engenho Velho.

No início do século XX, seus morros começam a ser ocupados, surgindo a primeira favela do bairro, a do morro do Salgueiro. As favelas do Borel e da Formiga surgem logo depois. A partir dos anos 30 e 40 a Tijuca começa a ser ocupada por uma classe média com valores tradicionais e conservadores, destacando-se dos demais bairros da Zona Norte por seu passado aristocrático, cujo extremo de identidade coletiva leva a população a criar o uso da expressão “tijucanos”, que não encontra equivalente em nenhum outro bairro da cidade.

Em 1976, são iniciadas as obras do Metrô, durando seis longos anos, mas hoje já é um sistema de transportes incorporado à vida do tijucano. A Tijuca se destaca historicamente por três aspectos: pelo seu pioneirismo na indústria, na educação e por abrigar marcos culturais da Cidade.

Batalhão da Polícia do Exército
Endereço: Rua Barão de Mesquita, 435

Conjunto arquitetônico adquirido pela Coroa Imperial em 1857 para a construção de um hospital militar. Ocupada inicialmente pelo 1º Regimento de Cavalaria Ligeira e, em seguida, pelo Hospital Militar da Corte, cumpriui outras funções ao longo do tempo até acolher, em 11 de novembro de 1946, a Companhia de Polícia do Exército. Prédio foi sede do DOI-CODI durante o período militar e está, portanto, ligado à memória política do país.

Casa Granado
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 300

Reconhecida no Brasil sobretudo pelo sucesso do Polvilho Antisséptico e dos Sabonetes Vegetais de Glicerina, a Granado se firma no mercado brasileiro de cosméticos como exemplo de tradição, sucesso, e constante crescimento. Fundada em 1870, pelo português José Antônio Coxito Granado, a empresa nasceu de uma farmácia - antiga Botica de Barros Franco - e teve, logo em seus primórdios, clientes como o imperador dom Pedro II, o jurista Rui Barbosa e o abolicionista José do Patrocínio.

Colégio Marista São José
Endereço: Rua Barão de Mesquita, 164

Fundado no ano de 1902 pelos irmãos Maristas, é um tradicional colégio no bairro. Os irmãos maristas receberam o antigo Colégio Diocesano São José da arquidiocese após a saída dos padres diocesanos. A primeira sede ficava no bairro do Rio Comprido. Alguns anos depois duas novas unidades foram criadas.

Colégio Batista Shepard
Endereço: Rua José Higino, 416

O Colégio Batista foi fundado no princípio do século XX, no dia 05 de março de 1908 pelo idealismo de três pessoas: Dr. A. B. Deter, Sr. W. C. Canadá e Dr. John J. Watson Shepard, este que o dirigiu inicialmente. A sua localização, entretanto, era outra. O Colégio começou na rua São Francisco Xavier no 11. Ao pé da montanha, na Chácara do Barão de Itacurussá – cujo solar está preservado até hoje junto ao Seminário – surgiu o Campus do Colégio Batista Shepard no Rio de Janeiro, hoje localizado na Rua José Higino, 416. Em 1916, criou-se o Departamento Feminino, localizado na rua do Bispo 157, embrião do Campus do Colégio Batista, hoje localizado na rua Conde de Bonfim 743, na antiga Chácara das Jaqueiras, que fora do Visconde de Rio Branco.

Colégio Batista Brasileiro
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 743

Tradicional colégio do bairro, teve seu conjunto de edificações tombado pela relevância história e cultural.

Conjunto Industrial da Hanseática-Brahma
Endereço: Rua José Hegino, 115

Composto por diversos prédios com variadas tendências estilísticas, tamanhos e funções, o conjunto industrial foi consequência do crescimento da área produtiva da fábrica entre 1910 e 1947. Dentre os prédios que compõem destaca-se o original de 1910-13, da Companhia Cervejaria Hanseática, que produzia quatro marcas de cerveja. A arquitetura desses prédios lembra um estilo ao gosto classicista, encontrado nas construções fabris inglesas. Entre todo o conjunto edificado destacam-se a chaminé de tijolos aparentes, a aléia de palmeiras e duas mangueiras, também tombadas. A Hanseática foi adquirida pela Companhia Cervejaria Brahma em 1941, que encerrou suas atividades no local em 1992. O pedido de tombamento foi iniciativa da comunidade, por ter o conjunto fabril se incorporado à história da comunidade, por ter o conjunto fabril se incorporado à história da comunidade. Hoje, o local abriga um supermercado e o Centro Coreográfico da Prefeitura.

Escola Municipal Prudente de Moraes
Endereço: Rua Enes de Souza, 36

Inaugurada em 1905. O Desenho da fachada do prédio lembra o estilo classicista que no Brasil foi influenciado pelo movimento da arquitetura citadina e rural inglesa entre os anos 1860-1900 e que ficou conhecido como Domestic Revival.

Escola Municipal Soares Pereira
Endereço: Avenida Maracanã. 1.450

Construído em estilo neocolonial, o prédio foi inaugurado em 22 de março de 1927 na gestão do Prefeito Antonio da Silva Prado Júnior.

Hospital Gaffrée Guinle e sua Capela N. S. da Conceição
Endereço: Rua Silva Jardim, s/nº

Hospital Graffrée Guinle e sua capela correspondem a um dos melhores exemplares do estilo neocolonial de inspiração hispânica da cidade. Inaugurado em 1º de novembro de 1929, o hospital era o mais moderno e maior da então capital federal, com cpacidade para 320 leitos, distribuídos por 12 enfermarias e quartos particulares, ambulatórios para mil atendimentos diários, 12 salas de cirurgia e 2 salas de parto. Tem 21.900m² de área construída.

Igreja de São Sebastião do Rio de Janeiro
Endereço: Rua Haddock Lobo, 266

Inaugurada em agosto de 1931, foi construída para abrigar o culto ao santo padroeiro da cidade, que até então tinha sua sede provisória na Igreja dos Capuchinhos, na Rua Conde de Bonfim, resultado da demolição da antiga Igreja de São Sebastião no Morro do Castelo. Conhecido como Igreja dos Capuchinhos, o templo traduz na sua aparência externa uma cultura e sensibilidade neobizantinas. No interior da Igreja encontram-se o marco de fundação da cidade do Rio de Janeiro e uma caixa de cobre contendo os restos mortais de Estácio de Sá.

Igreja-Matriz de N. S. da Conceição do Andaraí Pequeno
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 474

Projeto do arquiteto Ernesto da Cunha de Araújo Viana, de 1880, a igreja possui estilo eclético tanto no aspecto interno quanto no externo.

Igreja Matriz dos Sagrados Corações
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 474

Inaugurada em 16 de março de 1952, localiza-se no coração do bairro.

Igreja Maronita Nossa Senhora do Líbano
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 638

Convidados pelo Cardeal Dom Sebastião Leme, os missionários libaneses maronitas, Padre Elias Ghorayeb e o Padre Gabriele Zaidan, vieram para o Rio de Janeiro. Em 1932 adquiriram uma casa na rua Conde de Bonfim. Através de um decreto de maio de maio de 1946, o Cardeal Dom Jaime Câmara e o Presidente Getúlio Vargas , colocou-se a pedra fundamental do novo templo dedicado a Nossa Senhora do Líbano. Em 1960 completou-se a obra da construção da igreja.

Igreja Matriz de Santo Afonso Maria de Lignori
Endereço: Rua Barão de Mesquita, 275

A primeira pedra foi lançada a 25 de março de 1904, pelo Cardeal D. Joaquim Arcoverde. Inaugurada a 2 de junho de 1907 pelo mesmo Cardeal. Pertence aos padres redentoristas. Aliás, foi erguida por iniciativa do redentorista Padre Francisco Lahmeyer, com a ajuda da família do Barão do Bom Retiro, em cuja casa, na Praça Sãens Peña, se hospedaram os seus primeiros padres, e em terras de D. Elisa, filha do Barão de Mesquita, doadora também ao bairro da Rua Santo Afonso ao lado.

Destaca-se pelo seu apurado estilo neogótico italiano, com requintada decoração interior em mármores, vitrais e pinturas murais. Suas missas dominicais eram disputadas pela população tijucana no início do século XX, e geralmente depois os fiéis rumavam para a Praça Sãens Peña, inaugurada em 1911, onde, num coreto, uma banda tocava dobrados.

Igreja de São Francisco Xavier do Engenho Velho
Endereço: Rua São Francisco Xavier, 75

A Igreja de São Francisco Xavier do Engenho Velho, teve sua origem numa pequena Ermida, dedicada ao jesuíta, que ficou conhecido como Apóstolo da Índia, falecido em 1552, com fama de santidade. A Ermida foi construída próximo do Rio dos Trapicheiros, em terras pertencentes à Companhia de Jesus, por volta de 1572, tendo sido erguida com a participação de José de Anchieta e pode ser considerada o berço da Tijuca.

Instituto de Educação
Endereço: Rua Mariz e Barros, 273

O tombamento representa o reconhecimento da importância histórica da mais tradicional instituição de formação de professores do Brasil. Por outro lado, inclui no acervo do patrimônio arquitetônico fluminense o edifício que melhor simboliza o estilo neocolonial em voga nos decênios de 1920 a 1940. A primeira Escola Normal do Rio de Janeiro foi inaugurada em 1880 pelo imperador Pedro II e sua esposa. Foi somente em 1930 que o Instituto de Educação ganhou a sua casa própria neste edifício projetado por Angelo Bruhns e José Cortez em 1927. A edificação apropria-se de elementos do vocabulário ornamental barroquizante da arquitetura colonial das Américas. A recomposição desses elementos em programa contemporâneo e com materiais e construção modernos buscava ser a expressão de uma linguagem arquitetônica genuinamente brasileira. Os laboratórios da instituição foram, na época de sua construção, equipados com aparelhos e acessórios importados da Inglaterra, Alemanha e Bélgica.

Instituto Lafayette
Endereço: Rua Haddock Lobo, 253

O prédio onde hoje funciona a Escola da Fundação Bradesco localizado na Rua Haddock Lobo foi, no Século XIX, um Solar pertencente ao Barão de Mesquita, rico negociante que era filho do Conde de Bonfim, depois de moradia do Barão o prédio foi ocupado pelo Colégio Sul-Americano em 1898. No início do Século XX, deu lugar ao tradicional colégio Instituto La-Fayette, fundado pelo Professor La-Fayette Cortes e seu estilo arquitetônico é art déco. Quando o Instituto Lafayette foi fechado, nos anos de 1980, o Governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, queria que o prédio fosse demolido para em seu lugar erguer um grande edifício, graças a um movimento dos moradores do Bairro e ex-alunos do colégio, o prédio foi preservado, e em leilão público foi adquirido pela Fundação Bradesco, criada por Amador Aguiar, que foi o fundador do Banco Bradesco, se transformando numa excelente escola para filhos dos funcionários do Banco e crianças pobres do bairro.

Matriz Basílica de Santa Terezinha do Menino Jesus de Praga
Endereço: Rua Mariz e Barros, 254

Inagurada em 1925, sua arquitetura é inspirada no convento francês de Lisieux. Primeira igreja erguida no mundo em homenagem a santa.

Palacete
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 824

Uma das maiores residências construídas nos anos 1920 e ainda remanesentes no bairro. Nas suas formas arquitetônicas e no decorativismo de suas fachadas estão explícitos valores sociais, culturais e de riqueza de seus primeiros donos. Destaca-se a desnsa vegetação que circunda o palacete e os gradis de ferro em estilo art noveau. Depois de inteiramente restaurado, o local abriga hoje o Centro de Referência a Música Carioca, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Pedra da Babilônia
Endereço: Rua São Francisco Xavier com Rua Barão de Mesquita

Junto ao colégio Militar do Rio de Janeiro, é um marco natural da paisagem da Tijuca e bairros vizinhos. É vista ainda hoje de vários ângulos, apesar do crescimento verticl de seu entorno.

Palacete da Babilônia (sede do Colégio Militar)
Endereço: Rua São Francisco Xavier, 267

O Palacete da Baronesa de Itacurussá, sede do Comando do Colégio Militar do Rio de Janeiro – Casa de Thomaz Coelho, e carinhosamente chamado pelos alunos e ex-alunos de Palacete da Babilônia, tão admirado por todos nós pelo belíssimo estilo neo-clássico, possui uma longa história de mais de 167 anos.

Santuário da Medalha Milagrosa e Capela Primitiva
Endereço: Rua Doutor Satamini, 333

O Santuário foi fundado em 1955, no alto de uma colina, pelas irmãs vicentinas, mais conhecida como irmãs da caridade. A idéia da sua construção foi motivada pela canonização da vidente e irmã de caridade Catarina Labouré em 1947. No ano de 1981 a imagem de 5,5m de altura, pesando 4,5 toneladas, foi levada a uma altura de 60m, em cima da torre do santuário.