O nome do bairro vem da fazenda da Ribeira que existiu no século XIX em estreita faixa de terra dessa área da Ilha do Governador. Nesse século, a Ilha funcionou como centro de abastecimento da Cidade, incluindo a pesca, cal, tijolos e telhas. Na Ribeira se estabeleceram portugueses, cultivando o solo com produção de aguardente e de cal. A população e suas atividades foram se expandindo e, na segunda metade do século XIX, a Ribeira já era uma localidade consolidada.

Em 1870, na faixa Ribeira – Zumbi – Pitangueiras, existiam mais de 100 casas e estabelecimentos comerciais. Com o advento do século XX, a urbanização se acelera. Em 1914 ali se instalam duas grandes Companhias de Petróleo, a SHELL e depois a ESSO. Em 1922, a Companhia de Melhoramentos da Ilha do Governador põe em circulação o bonde elétrico, com linha entre a Ribeira e o Cocotá, fazendo a conexão com o transporte marítimo, na ponte de atracação de barcas na Ribeira. O bonde seria extinto em 1964 e muito antes, em 1931, criou-se a primeira linha de ônibus ligando a Ribeira ao Galeão. A “Casa do Índio” merece ser lembrada por nos remeter aos primeiros habitantes da Ilha.

O arruamento e loteamento em torno da rua Paramopama datam de 1934 e representam toda a área atualmente habitada do bairro. No morro do Ouro foi construída, em 1913, a Igreja da Sagrada Família, em terras doadas pelo negociante português Horácio Fernandes da Fonseca. O bairro tem uma grande praça, junto ao terminal de barcas, denominada Iaiá Garcia, e duas praias, a da Ribeira e a da Engenhoca, essa com faixa de areia aumentada, quiosques e mais freqüentada. Na ponte Dr. Luis Paixão ficava o citado terminal de barcas, hoje transferido para o Terminal de Cocotá. No bairro, além das instalações das Companhias Petrolíferas, fica a mais importante feira livre da Ilha, e as quadras esportivas da ACM (Associação Cristã de Moços).