Surgiu nas terras da antiga fazenda do Engenho Novo, desmembrada em chácaras e, depois, ocupadas por loteamentos.

A Estação Ferroviária, de 1869, se chamava “Riachuelo do Rio”. No início do século XX, no Clube Riachuelense, ocorriam bons espetáculos teatrais, realizados por Eduardo Magalhães. Sua principal rua, que tinha o nome de Engenho Novo, é a atual Ana Néri.

Fortim Caetano Madeira
Endereço: Rua Luiz Zanchetta, 48

Este fortim foi mandado erguer pelo Vice-rei D. José Luís de Castro (1790-1801) entre 1793 e 1795, em terras que haviam pertencido à Companhia de Jesus, a antiga fazenda das Palmeiras, mais tarde Colégio dos Padres. Trata-se de um dos últimos pequenos fortes que foram erguidos no final do século XVIII no seu governo, para completar a defesa da cidade do Rio de Janeiro por terra. Voltado para o atual bairro do Riachuelo, acredita-se que serviu de posto de vigilância militar, dominando o caminho colonial que ia do Engenho Novo até à Venda Grande (atual largo do Engenho Novo), e as cercanias, compreendendo a Estrada Real de Santa Cruz, a Praia Pequena e o Arraial de Benfica. O forte ou Fortim de Caetano Madeira, assim chamado provavelmente devido ao nome do seu comandante, juntamente com outros postos de vigilância militar, foi desguarnecido ao final do seu governo, a partir de 1801.

Da primitiva estrutura fortificada, foram tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938, os vestígios do terrapleno, com altos muros em talude, que formam dois ângulos fortificados, guarda corpo corrido, tendo nos cunhais guaritas cilíndricas com cobertura em calota esférica e seteiras, em mau estado de conservação.

Atualmente restam apenas vestígios do muro do antigo terrapleno, sob a guarda do Colégio Salesiano (Instituto São Francisco de Sales) e da Paróquia São João Bosco.