A região do atual bairro de Ramos pertencia à Fazenda do Engenho da Pedra (depois Fazenda N.S. de Bonsucesso), dentro da Sesmaria de Inhaúma. Ainda no século XVII, foram pioneiras as Estradas Velha do Engenho da Pedra e a Estrada Nova do Engenho da Pedra (atual Av.Teixeira de Castro), que davam acesso à região. Existiam outros caminhos que se comunicavam com o litoral, onde chegavam no “Cais de Pedra”, uma enorme pedra junto a Praia do Apicú (atual Praia de Ramos).

A Fazenda de N.S. de Bonsucesso passou para Dona Leonor Mascarenhas de Oliveira, que, em meados do século XIX, deixou 13 lotes, em testamento, para serem divididos entre parentes e amigos. O Dr. João Torquato de Oliveira herdou a casa e a Fazenda-Sede, região dos atuais núcleos de Bonsucesso e Ramos. Em 1870, sua viúva, Francisca Hayden, vendeu ao Capitão Luiz José Fonseca Ramos terras que abrangiam o Sítio dos Bambus, onde Ramos começou a prosperar. O bairro surgiu por obra dos descendentes do Capitão Ramos, quando os trilhos da Estrada de Ferro do Norte (Leopoldina) chegaram nessa área e foi construída a Parada de Ramos. O português Teixeira Ribeiro e seu filho lotearam as terras, abrindo as ruas Uranos, Professor Lacê, Euclides Faria, Aureliano Lessa, etc, dando início à urbanização de Ramos.

No século XX, surgiu o Social Ramos Clube, freqüentado pelas famílias tradicionais da região e foram fundados o Bloco Cacique de Ramos (em 1961) e a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, importantes instituições do carnaval carioca. No século XXI, as areias da poluída Praia de Ramos foram aproveitadas para a implantação do “Piscinão de Ramos”, inaugurado em 2002.

Prédio - Cinema

Projeto de Ricardo Wriedt, construído em 1938 para uso exclusivo de cinema, em estilo art déco. Tem o gabarito de três pavimentos e está implantado sobre a testada do terreno.