Em 1853, exatamente no local onde hoje está a Praça da Bandeira, foi construído o antigo Matadouro da Cidade. Evoluindo em volta do matadouro público, a Praça, conhecida inicialmente como Largo do Matadouro, tornou-se o centro de gravidade para o adensamento das cercanias. Nela passava o caminho para São Cristóvão.

Foi urbanizada no início do século XX, após transferência do Matadouro, em 1881, para Santa Cruz. Outro fator que impulsionou a evolução do bairro foi a proximidade com os bairros do Estácio e Cidade Nova, dois bairros centrais que sofreram acentuada ocupação a partir da chegada de D. João VI.

A construção da avenida Radial Oeste (atual Oswaldo Aranha) e do Trevo das Forças Armadas alterou a área nas décadas de 1960/1970, assim como a abertura do Metrô. A antiga estação Lauro Muller da Supervia, passou a denominar-se estação Praça da Bandeira.

Escola Municipal Azevedo Sodré
Endereço: Rua Barão de Ubá, 331

Inaugurada na administração do Prefeito Alaor Prata, a instituição leva o nome de Antonio Augusto de Azevedo Sodré, médico, diretor da instrução pública e prefeito. Em 1925, em agradecimento à homenagem que recebera da escola, doou à Prefeitura do Distrito Federal um total de 60 apólices municipais, cada uma no valor de 200 mil-réis.

Estação Ferroviária Francisco Sá
Endereço: Rua Ceará

A estação de Francisco Sá foi aberta em 1922 pela E. F. Rio de Ouro para substituir o ponto inicial da ferrovia que estava no Caju desde 1883. "A nova estação permitiu o melhor acesso ao centro da cidade, que refletiu no aumento da ocupação dos bairros ao longo da linha e no aumento do número de passageiros transportados, passando de 306.300 em 1921 para 1.602.500 em 1926" (Marcelo Almirante). Ficando próxima aos pátios de Barão de Mauá e de Alfredo Maia, pontos de saída da Leopoldina e da Linha Auxiliar, serviu como alternativa a elas em várias ocasiões. Funcionou até os anos 1970, mesmo depois da extinção da linha da antiga Rio de Ouro. Hoje está abandonada, ainda perto dos trilhos.

Estação Ferroviária Leopoldina
Endereço: Avenida Francisco Bicalho, s/nº

A Estação Central da Leopoldina é uma construção de grande porte, inaugurada em 6 de novembro de 1926. O edifício é um projeto do arquiteto inglês Robert Prentice, atuante no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX. A leitura da fachada principal é um tanto prejudicada pela falta da ala esquerda que lhe devia conferir simetria e completude. O aspecto externo é inspirado na arquitetura palladiana inglesa. O espaço interior do grande salão é dominado por uma abóbada de fina estrutura metálica. Além do interesse arquitetônico, o tombamento se justifica também por sua importância histórica e por seu significado urbano. O nome de Estação Barão de Mauá é uma justa homenagem ao pioneiro do transporte ferroviário no Brasil. Fica na borda de um corredor de tráfego entre a Linha Vermelha, a avenida Brasil, o Centro e a praça da Bandeira, junto do Teleporto e dos bairros de São Cristóvão, praça Mauá e Saúde.

Pórtico do antigo Matadouro Público
Endereço: Praça da Bandeira, 44

O matadouro foi construído a partir de 1845, em terrenos da antiga Chácara do Curtume, em São Cristóvão. Por dificuldades em relação ao terreno pantanoso, só foi inaugurado em 1853. O projeto foi elaborado pelo engenheiro Paulo Barbosa da Silva e compreendia duas casas para administração, dois currais, dois pátios e quatro casas para abate. O único remanescente das construções do antigo matadouro é o pórtico neoclássico de acesso. A composição é atribuída a José Maria Jacinto Rabelo. Grande arco pleno encimado por frontão em cujo tímpano, inserido num oval, lia-se até 1979: “A ilustríssima Câmara Municipal, que serviu do ano 1844 ao de 1848, fez construir este edifício”. O Matadouro da Cidade foi transferido, em 1881, para a antiga fazenda dos Jesuítas, em Santa Cruz e os pavilhões da praça da Bandeira, demolidos. O pórtico foi restaurado pela Prefeitura em 1906.