Paquetá, a “Ilha dos Amores”, foi descoberta por André Thevet, cartógrafo de Villegagnon, no dia 18/12/1556, na invasão francesa no Rio de Janeiro. Paquetá, nome dado pelos Tamoios, vem de Pac (paca) + eta (muitas), significando “lugar de muitas pacas”. Nas águas da Ilha, os portugueses e os Temininós, grupo de Araribóia, sob o comando de Belchior de Azeredo, derrotaram, em 1566, os Tamoios na longa da Batalha de Canoas. Fernão Valdez, nesse mesmo ano, a escolheu como sesmaria, que dividiu com Inácio de Bulhões.

Em 1697, Paquetá já dispunha da Capela de São Roque, do Padre Manuel Espinha e, em 1758, da Capela de Bom Jesus do Monte, erguida por Manuel Cardoso Ramos que mais tarde se constituíram em freguesias e rivais. A Freguesia de Paquetá foi criada por provisão de 1769, fazendo parte das Vilas de Magé e São Gonçalo.

Por decreto, de 1833, a freguesia foi desmembrada, fazendo parte do Município da Corte (Rio). Dom João VI sempre visitava a Ilha e se hospeda na casa do Oficial de Milícias Francisco Gonçalves da Fonseca, depois transformada no museu Solar D”El-Rey. Em Paquetá moraram, entre outros, José Bonifácio, colocado em prisão domiciliar, o Marquês de Tamandaré, o Comendador Lage e a Marquesa de Jacarepaguá e o pintor, escultor e paisagista Pedro Bruno.

São da autoria deste último: o planejamento artístico e paisagístico do Cemitério de Paquetá, que transformou em verdadeiro jardim e onde plantou uma série de espécimes de plantas nativas e esculpiu diversas obras de arte, elaborou o projeto e executou o Parque dos Tamoios, com seus jardins e caramanchões, a Capela do Cemitério e muitas outras obras. A Ilha também serviu de inspiração ao romancista Joaquim Manuel de Macedo, que escreveu a “Moreninha”, tendo como cenário a “Pedra da Moreninha”. Durante a Revolta da Armada, em 1893, a Ilha foi ocupada durante 6 meses pelos marinheiros sublevados.

De 1908 a 1912 foi instalada a rede de esgoto pela companhia inglesa City Improviments, hoje, uma companhia, a CEDAE. Atualmente, o esgoto é lançado por emissário submarino. Em 1877, foi criada linha regular de barcas, ligando Paquetá à Praça XV, pelo Comendador Antonio Lage e, em 1889, sua concessão passou para a Companhia Cantareira e Viação Fluminense, mais tarde STBG, CONERJ, atualmente, privatizada (Barcas S.A.).

Paquetá é residencial, sendo proibido o tráfego de veículos particulares motorizados. A circulação interna é feita a pé, em bicicletas, charretes e trenzinho turístico. Durante o governo do Prefeito Marcos Tamoio (1975/79), foram feitos o aterro da Praia da Moreninha e os Parques da Moreninha e Darke de Matos.

Capela de São Roque
Endereço: Praia de São Roque

Construída em 1698, sofreu alterações em períodos subseqüentes. São Roque era o santo padroeiro dos proprietários da Fazenda São Roque, passando a sê-lo também dos habitantes da ilha. Há um quadro de São Roque, feito por Pedro Bruno, com Paquetá ao fundo, sobre o altar, ali colocado em 1928.

Cemitério Municipal de Santa Luísa
Endereço: Rua Manoel de Macedo, 135

Contém capela em pedra, construída pelo pintor Pedro Bruno. Havia duas obras do pintor nessa capela: “São Francisco falando aos pássaros” e “Cristo ao luar”. Há também o mausoléu em memória dos oficiais e marinheiros que combateram na Revolta da Armada, em 1912

Casa de José Bonifácio
Endereço: Praia de José Bonifácio, 119

José Bonifácio de Andrade e Silva, estadista do Império, conhecido como o Patriarca da Independência foi tutor de D.Pedro II. Residiu por períodos em sua chácara em Paquetá. Foi destituído do cargo em 1833 pelo regente Diogo António Feijó. Abandonou então a vida política e passou seus derradeiros anos na Ilha de Paquetá. Morou apenas poucos meses em Nitéroi onde veio a falecer em 1838. Só são permitidas visitas externas à casa.

Canhão da Praia dos Tamoios
Endereço: Praia dos Tamoios, entre os nºs 341/349

O canhão tem um placa que diz “Daqui este canhão saudava a chegada de D.João VI”. O canhão foi encontrado próximo à Praça Bom Jesus. No entanto não está escrito na placa que local era esse de onde se saudava o Imperador. Vale, no entanto, como memória das visitas de D.João VI à ilha.

Chalet
Endereço: Praia da Gaivotas , 44

Chalé pitoresco de inspiração romântica. Destacam-se os lambrequins na fachada.

Escola Municipal Pedro Bruno
Endereço: Rua Padre Juvenal, 74

O palacete, em estilo neoclássico, foi a terceira é última sede da fazenda São Roque. Construído pelo Comendador Cerqueira, foi adquirido pela prefeitura, passando a abrigar escolas a partir da década de 1960.

Igreja do Bom Jesus do Monte
Endereço: Praia dos Tamoios, 45

Sua capela original é de 1763. Mais tarde, em 1810 se tornou matriz da Freguesia de Paquetá. Muitos casamentos ocorrem nessa bucólica igrejinha, inclusive com a noiva chegando de charrete.

Pedra da Panela
Endereço: Estrada da Pedra da Panela

A Pedra da Panela, com sua forma peculiar que lembra o contorno de uma panela emborcada, é um monumento natural que confere singularidade à paisagem predominantemente plana e horizontal da Baixada de Jacarepaguá, destacando-se pela sua beleza cenográfica. Na ocasião do tombamento, o magnífico maciço rochoso encontrava-se ameaçado por empresas de exploração mineral. Tombado pelo antigo Estado da Guanabara em 1969

Pedra da Moreninha
Endereço: Praia da Moreninha

A Pedra da Moreninha é um monumento de romantismo. Nela se revive um pouco o romance A moreninha, de Joaquim Manoel de Macedo, ambientado em Paquetá. Sobre ela foram derramadas as lágrimas de Ahy, a jovem Tamoia, criando a fonte em que Aoitin bebeu o seu amor moreno. A Pedra da Moreninha, mais que sua notável beleza como monumento natural, está incorporada pela imaginação humana à cultura do Rio de Janeiro.

Reservatório de Paquetá
Endereço: Rua Alambari Luz, morro do Costallat

Até 1893, o abastecimento de água potável da Ilha de Paquetá dependia de poços artesianos de água inadequada. A partir desse ano a água a chegar em barris trazidos pelas barcas. Em 1907, iniciou-se a construção de um reservatório no local hoje denominado morro do Costallat. Para abastecer o reservatório foram realizadas obras de captação e adução das águas do riacho da Cachoeira Pequena em Surui, município de Magé. A adutora percorria 21 km, sendo 4,4 km submersos, desde a captação até o reservatório. O sistema de adução foi projetado pelo engenheiro João de Matos Travassos Filho, que utilizou dutos de chumbo com dupla proteção externa de cabos de aço e revestimento betuminoso contra a corrosão que constituiu, então, uma novidade tecnológica.

Solar D’El Rey
Endereço: Rua Príncipe Regente, 55

Consta que D.João VI se hospedou nesta casa, vindo daí sua denominação. Pertenceu ao Brigadeiro Francisco Gonçalves da Fonseca, um comerciante de escravos. O prédio foi utilizado na década de 20 como escola. É um prédio tombado pelo Iphan desde 1937. Funciona no local, atualmente, a Biblioteca Popular de Paquetá.